sexta-feira, 7 de março de 2008

Notícia requentada

Não me causou nenhuma surpresa a notícia que está nos sites paraibanos envolvendo o nome do prefeito de Campina Grande. Afinal de contas, é ano eleitoral e o Governador Cássio, cassado duas vezes, fará de tudo para derrotar seu maior inimigo político – Veneziano Vital do Rêgo (foto).

O estranho é que a denúncia surge justamente quando o Tribunal Superior Eleitoral está para encerrar o caso FAC envolvendo nosso Governador, com forte probabilidade de cassá-lo definitivamente. Já foi cassado duas vezes pelo TRE da Paraíba.

Historiando - Vocês devem lembrar muito bem. Veneziano, em 2004, derrotou o maior grupo político do Estado em sua cidade natal. Foi o mesmo, guardadas as devidas proporções, que David derrotar Golias, o Gigante.

Até hoje o grupo Cunha Lima não engole Veneziano de jeito nenhum. Já mandaram cortar a água das Secretarias e até o fornecimento do seu próprio Gabinete; espalharam na cidade que o prefeito deve até a Diocese, quando apenas inexistia um contrato entre as partes que precisava ser revisto, o que foi providenciado e tudo resolvido sem o alarde que foi feito pelos boateiros de plantão.

Estão todos eufóricos. Os sites estão cheios de comentários alegres. No Clickpb e no blog do Dercio; é como se tivessem faturado a Copa do Mundo, só falta mesmo carreata e fogos de artifício.

Repito. Não me surpreendi com a notícia. Isso é café pequeno diante do que vão criar de factóides até outubro, claro, sempre com a aquiescência de muitos veículos e jornalistas ligados ao esquema do Governador Cássio. Estão todos loucos para colocar uma corda no pescoço do ‘Cabeludo’ e trucidá-lo de vez.

Mentiras - Já inventaram que Veneziano era pedófilo e até distribuíram de casa em casa uma relação de pedólifos listando o nome do prefeito. Não colou, porque durante a campanha a mulherada brincou com a situação; depois disseram que o prefeito não tinha experiência para administrar sequer um fiteiro e neste ano inventaram que Veneziano seria papai pela terceira vez num relacionamento fora do casamento. E o boato foi espalhado por assessores do próprio Governador em Campina. Uma baixaria. Disseram também que Veneziano tinha desembolsado R$ 50 mil pela locação de uma carroça de burro para coleta de lixo; que a Prefeitura tinha mais de 500 motos locadas, quando não tem 20; e como não lograram êxito, estão querendo criar a imagem de um Veneziano ladrão, quando essa maléfica atribuição não lhe cabe de forma alguma.

Essa notícia que está nos sites é requentada. E a denúncia foi feita ao Ministério Público por grupo sem credibilidade nenhuma no Estado. O presidente da Assembléia Legislativa até balançou, num encontro do PSDB em Campina, recentemente, umas tais notas frias, mas nunca as apresentou na imprensa.

E eis que o Ministério Público, através da Procuradora Janete Ismael, denuncia o prefeito. A Dra. Janete é aquela mesma recentemente alçada ao órgão pelo Governador Cássio e que sempre tece rasgados elogios ao atual Governador. Assim foi na inauguração da nova sede do Ministério Público em Campina. A Doutora falou tanto em Cássio que juízes, promotores e advogados presentes à solenidade se olhavam espantados com tamanha louvação.

Prêmio para Zé Luiz - O prefeito Veneziano, pelo que soube, apesar de ter ficado chateado, não está preocupado com a notícia. Inventaram tudo sobre o prefeito, uma mentirosa denúncia contra o programa Fome Zero, com direito a entrevista coletiva do presidente da Assembléia na Câmara Municipal, com transmissão ao vivo pela TV; mas foram denúncias sem credibilidade que não foram levadas em conta pelo Governo Federal, que prestigiou o vice-prefeito José Luiz com mais recursos para implantar Cozinhas Comunitárias em outros bairros, nos Distritos e para mais um Restaurante Popular, que está sendo construído no Distrito dos Mecânicos.

O grande problema do grupo cassista é que está sem candidato a prefeito; o mais cotado perderia hoje por mais de 70 mil votos contra Veneziano; então a saída é adotar o estilo mentir pra todo lado, mesmo ferindo princípios familiares; passando por cima de tudo. Sei que será uma campanha difícil, com níveis baixos de denúncias e a Justiça precisa estar alerta diante do que esse grupo é capaz de fazer. Rogo a Deus que respeitem o direito à vida que todos possuem. O resto dá pra tirar de letra!

Como já disse anteriormente, o velho tempo resolve tudo. E vai tratar de desmascarar os boateiros e os senhores da mentira, seguidores da vil estratégia hitleriana, que querem transformar mil mentiras em verdades. Nada a se preocupar, mas apenas a lamentar que a Paraíba tenha uma forma tão baixa e rasteira de fazer política.

quarta-feira, 5 de março de 2008

A Nova Campina que a oposição não enxerga - parte II

Como havia prometido anteriormente, darei continuidade à divulgação de notas referentes à nova Campina que se espalha por todos os bairros, em cada esquina como queiram. Não dá nem pra comparar a Campina dos últimos três anos da gestão Veneziano com a Campina dos últimos 20 anos dos Governos Cássio e Félix.

E nada melhor do que falar no Projeto Iluminando Campina, que está dando vida nova a diversas áreas de lazer da cidade. O Açude Velho era um espaço “morto” no período da noite. As belas palmeiras imperiais parecem que renasceram. O espelho d’água do açude pode ser visto de qualquer parte do principal cartão postal da cidade. Veja na foto!

Os caminhantes agora podem se utilizar das calçadas do Açude com mais segurança e os proprietários de quiosques do local estão rindo à toa com os bons negócios que fazem diariamente. A Prefeitura instalou postes de iluminação que deram um novo aspecto urbanístico ao velho açude.

O Largo do Açude Novo também é outro espaço que foi resgatado na gestão Veneziano. Está belíssimo. Dá gosto passar à noite pelo logradouro público: comerciantes satisfeitos e pessoas de todas as idades desfrutando dos pontos de lazer e entretenimento.

E o que dizer dos giradouros da cidade. Foram todos recuperados e da mesma forma ganharam iluminação de qualidade. É uma nova Campina sim. Que paga em dia os servidores públicos, que tem investimentos na saúde através dos PSF’s e realização de concursos públicos; em educação na reforma de escolas e construção de Escolas tipo Padrão e creches; na geração de emprego e renda com os financiamentos da Amde; como concurso da STTP que contratou mais agentes de trânsito; na realização de eventos, como o Maior São João do Mundo, que se supera a cada ano; o Natal dos Sonhos, a Micarande, etc;

Bolinha invejoso
É de se lamentar a inveja nutrida por dirigente lojista, que tem apelido de equipamento esportivo (bolinha), do prefeito Veneziano. Ele tenta descontar suas mágoas e dores de cotovelo no prefeito justamente por conta da situação difícil vivida por seu chefe, o Governador Cássio, no TSE. Alguém precisa arranjar um serviço pro 'bolinha'. Ele não faz nada a não ser criticar Veneziano que tem mais de 80% por cento de aprovação popular e venceria os candidatos de Cássio com vantagem de cerca de 70 mil votos se as eleições fossem hoje.

Motivo da ira?
Há de se perguntar qual seria mesmo o motivo de tamanha ira de 'bolinha' de Veneziano? Em nenhum momento o prefeito faz referências a seu nome. E nem precisa. Afinal de contas, as palavras de 'bolinha' se perdem no próprio vazio de suas convicções solitárias e emanadas de quem não tem mesmo o que fazer.

Padre injuriado
Eu nunca vi o reverendo Padre Júlio tão furioso como testemunhei nesta quarta-feira, 05, no lançamento da Micarande 2008. O padre não gostou quando viu o assessor (ou ex?) do presidente da Assembléia, conhecido por Robertinho, presente à festa. Dom Júlio disse que o rapaz já veio uma vez para o grupo do prefeito, voltou atrás e disse que teria sido armação dos peemedebistas. “É armação de novo. Só Alex Azevedo é que não enxerga isso”, bradou o padre.

Cadê o respeito
Bem que o site www.rededenoticias.com poderia pelo menos ter o respeito de excluir aquele artigo que me denigre. Fiz a minha parte. Já tirei do meu blog aquele comentário sobre jornalista amigo meu. Aguardo providências por parte do editor Apolinário Pimentel.

Toinho tem razão
Concordo com o presidente da Associação Campinense de Imprensa, Antônio Nunes, que tem opinião formada sobre jornalistas que atacam colegas gratuitamente. Na sua visão, não se deve haver atritos entre profissionais de imprensa por causa de política partidária, até porque os políticos passam e a categoria permanece no batente e todos podem até se encontrar num mesmo barco. É verdade amigo Toinho! Concordo plenamente.

terça-feira, 4 de março de 2008

A Nova Campina que a oposição não enxerga – Parte I

Prometo que nesse espaço não farei mais referências a jornalistas. Espero que estes profissionais também não mais citem meu nome. E assumo isso porque não quero ficar batendo boca com colega de profissão. Então vamos falar de política, principalmente da política administrativa que tem feito de Campina uma cidade melhor pra se viver. E como Campina tem melhorado em cada bairro ou em cada esquina como queiram. Não um só bairro que não há uma ação desse Governo. Domingo passado fui até o novo Estádio Plínio Lemos, no nosso glorioso bairro de José Pinheiro, na zona leste da cidade. Vejam as fotos do novo estádio nesse blog. Uma beleza!

Fiquei impressionado com a beleza arquitetônica da obra e sua funcionalidade e os benefícios que terão os mais de 40 mil moradores daquela área. É um equipamento fantástico – o Shopping da Cidadania, como está sendo batizado.

A fachada do antigo Plínio Lemos foi preservada, mas tudo é novo. Nada sobrou do antigo prédio. Também não tinha o que recuperar, pois os prefeitos anteriores não trataram sequer de reparar o muro que estava pra cair.

O novo Plínio Lemos impressiona de verdade. Será inaugurado dia 14 de março com uma grande festa, à altura do merecimento dos moradores dos bairros de José Pinheiro, Monte Castelo, Nova Brasília, Vila Castelo Branco,. Santo Antônio e bairros próximos.

O ‘Shopping da Cidadania’ tem espaço pra tudo. Tem, obviamente, um campo de futebol. Afinal de contas, o velho Zepa tem revelado excelentes profissionais, como Marcelinho Paraíba, hoje atuando na Alemanha, e tantos outros.

Tenho a convicção de que a obra vai marcar definitivamente a gestão do prefeito Veneziano. E foi concebido num bairro constituído por pessoas de baixa renda, onde a juventude se ressentia de um espaço para lazer, entretenimento, cidadania e formação profissional. Lá os garotos e garotas poderão participar de escolinhas de futebol, brincar na pista de skate, jogar damas, vôlei de areia, se divertir pra valer nos playground’s; fazer caminhadas na pista de atletismo, conhecer um pouco do futebol no Memorial do Esporte; participar dos cursos de informática que serão gerenciados pela Amde; desfrutar do Ginásio Poliesportivo coberto; utilizar uma piscina coberta para fins terapêuticos e recreativos; além de se utilizar de serviços de saúde que existirão no próprio local. Ufa! É serviço que não acaba mais.

Acho que isso tudo responde ao Governador Cássio, que dias atrás havia dito na imprensa que não sabia o que estava sendo feito no Plínio Lemos, prometido por ele como sendo Centro Gregário, mas que se constituiu em mais uma promessa virtual, do seu grupo.

Mas o prefeito não é o único responsável pelo Plínio Lemos. São muitas as pessoas que lutaram por esse estádio, como o vereador Olimpio Oliveira, morador do bairro; o secretário de Planejamento, Érico Miranda, um dos grandes entusiastas do desenvolvimento desta cidade, e o próprio povo da Zona Leste, que sabe reconhecer que a região é um local melhor pra ser viver somente após a gestão Veneziano. Afinal de contas, além do Plínio Lemos, foram muitas as ruas asfaltadas ou calçadas, além da implantação de Unidades de Saúde, reforma de escolas, implantação de Farmácia Popular, da Cozinha Comunitária, dentre outros serviços.

Ma próxima coluna farei referências a outras áreas beneficiadas pelo atual Governo, partido agora para bo bairro de Santa Rosa. Até a próxima!

sábado, 1 de março de 2008

Kennedy Sales e o Padre Zé Vanildo na "Fogueira" da Igreja

Execração pública
Um absurdo o que fez a Rádio Caturité com o jornalista Kennedy Sales e com o padre José Vanildo, ex-superintendente da emissora e atual Secretário de Assistência Social do Governo Veneziano. O Assessor Jurídico da rádio que pertence à Igreja Católica, mandou afixar carta no quadro de avisos da empresa (na foto ao lado), tachando Kennedy de "laranja" de uma agência de publicidade, o padre de sacerdote político, além de mencionar que o jornalista tem sete meses de atraso no pagamento de uma dívida com a emissora.

Execração pública II
Kennedy, que apresentava programa na rádio há mais de um ano, ficou chocado com a informação de que a tal carta estava afixada num local em que todos têm acesso na rádio Caturité. Vergonhosa a atitude da emissora, já que se trata de uma questão que interessa apenas a ambas as partes. Ficou claro que há interesse de se atingir uma outra esfera.

Muita festa
Disseram-me que a saída de Kennedy da Caturité foi motivo de festa para muitos. Teve até um radialista, garante-me fonte segura, que fez questão de ficar atendendo as ligações telefônicas das pessoas que buscavam explicações da retirada do programa Canal Aberto, apresentado por Kennedy diariamente das 9 às 11h. O tal radialista, que atende pelo apelido de estrangeiro, garante a fonte, fazia questão de execrar o nome do prefeito Veneziano Vital, chamando-o de caloteiro, como se a suposta dívida do programa fosse de competência do prefeito.

Longe de ladrão
Conhecido radialista campinense, que costuma passar boa parte da manhã conversando com amigos no Calçadão da Cardoso Vieira, não quer nem ouvir falar em um outro radialista que lhe teria "passado a perna" num contrato de trabalho. Quando um amigo fala o seu nome, o radialista sempre diz: "de ladrão eu quero distância". E ele não faz reserva do nome do rapaz, mas prefiro omiti-lo. Uma pista: o profissional é muito conhecido de todos nós. É briga para 100 anos.

Frase de Lula
A frase do presidente Lula, emitida no Encontro de Governadores, que “A velha oligarquia foi varrida da política do Nordeste”, merece correção. Alguns coronéis estão para ser extintos. Falta bem pouco companheiro Lula.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Foto registra clima de velório no grupo Cunha Lima

A foto publicada no Jornal da Paraíba (veja ao lado), edição de 19 de fevereiro deste ano, de autoria do meu grande amigo repórter-fotográfico Leonardo Silva, mostra muito bem o clima vivido pelo grupo do Governador bi-cassado Cássio Cunha Lima.

Num canto de parede, o Governador, de cara fechada, e bem ao lado, como se estivessem num velório, o ex-deputado que renunciou para não ser julgado pelo STF, Ronaldo Cunha Lima, muito mais preocupado em aparecer na foto; o presidente da Assembléia (triste que só galo um dia antes da morte); Romero Rodrigues, longe da cena, de olhar distante; Ivandro Cunha Lima, este mais compenetrado no assunto; o deputado Ricardo Barbosa, da mesma forma sério; além de vereadores, poucos, e o deputado Rômulo Gouveia, o que aparece de rosto mais feliz. Os demais, com cara mesmo de quem estava naquele local a lamentar a perda de um ente querido.

Para muitos que viram a foto, aquele momento se constituía no enterro político do Governador Cássio enfrenta dois processos de cassação, com um a ser julgado pelo TSE nas próximas semanas. A verdade é que o Governador Cássio estava muito irritado naquele dia. Havia dito a amigos que tinha muito penetra na Fazenda Caiçara.

Cássio chegou à reunião atrasado, falou em unidade, mas não definiu candidato forte para peitar Veneziano. Dizem que o nome sai antes da Semana Santa. Os engraçadinhos do Calçadão dizem que deixaram para o período Santo porque irão escolher o Judas para apanhar de Veneziano. Faz parte da política campinense, sempre muito bem disputada e cheia de ironia de ambas as partes.

Sem comentários
Não dá nem pra publicar os comentários de um leitor, pobre de espírito e frustrado, que me escreve com palavras ofensivas. Sei de onde se originam as mensagens, mas não me importo com elas. Quem já passou o que passei por estar com Veneziano em 2004, o que vier eu tiro de letra. E tem mais, o anonimato é a marca de um covarde. Estão desesperados porque o grupo do desastre e da mentira está em ruínas.

Vivem da verba pública
E tem mais, esse tipo de comentário, às vezes assumido por um tal de Sérgio Almeida, que não é Sérgio coisa nenhuma, entrando nos blogs de Marcos Marinho e do amigo Pedro Freire, mostra muito bem que essas pessoas não têm nenhum respeito pelas pessoas. Também não posso esperar alguma coisa de quem está acostumado a enganar o povo e viver de verbas públicas para sobreviver. Tenho que dá um desconto.

Nem de parteira precisei
Gostaria de dizer para essas pessoas que usam o anonimato, que não me intimido com essas ameaças, nem aqui e nem no rádio, afinal de contas, nasci de 09 meses e nem de parteira precisei. Nasci para ser feliz e lutar contra a enganação de políticos como vocês, que precisam ser banidos da vida pública. Amém!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Processos da PB e o de Santa Catarina: nada a ver

É mesmo incrível como os jornalistas e jornais ligados ao Governador Cássio tentam, de forma absurda e totalmente fora de propósito, fazer uma ligação do caso da cassação do Governador de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB), com o processo envolvendo o alcaide paraibano, Cássio Cunha Lima (PSDB).


Está em tudo que é portal ligado ao esquema cassista, bem como nos jornais impressos. O colunista Agnaldo Almeida, no Diário da Borborema e o Norte deste sábado, dia 23, sintetiza bem a euforia tomada pelo grupo do Governador.

Começa ironizando o clima de festa tomado pelo grupo maranhista após a decisão do vice-procurador Eleitoral, Xavier Pinheiro, que opinou pela cassação de Sua Excelência o Governador da Paraíba, acusado de distribuir mais de 30 mil cheques em período eleitoral, no ano de 2006: Disse que o presidente do TSE, Marco Aurélio, provocou uma grande reviravolta no processo que tem como réu o Governador de Santa Catarina, determinando que o Vice-governador seja ouvido, já que não houve defesa para ele no processo. Segundo o jornalista, o caso daquele Estado é igual ao da Paraíba, pasmem vocês.

Cada caso é um caso. Nada a ver o processo de Santa Catarina com o da Paraíba. E nem precisa ser jurista para chegar a essa conclusão. Qualquer pessoa que tenha um pouco de estudo e bom senso, analisando simplesmente as matérias publicadas no site do Tribunal Superior Eleitoral, também vai chegar a esse entendimento. Claro que é preciso estar antenado com os processos envolvendo o Governador e o vice da Paraíba.

Vamos aos fatos então: em Santa Catarina, a denúncia foi que o Governador teria se utilizado de mídia Governamental para promoção pessoal. Luiz Henrique estava afastado do cargo e em seu lugar comandava o Estado o seu vice, Eduardo Pinho.

O processo originado no próprio TSE, e não no TRE daquele Estado, apresenta denúncia contra o Governador, atingindo posteriormente o seu vice.

No caso da Paraíba, Cássio era Governador do Estado. Estava no poder, igualmente ao seu vice, José Lacerda. Houve denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, com abertura de ampla defesa ao vice-governador, que não convenceu os juízes do Pleno e acabaram cassando-o também. Como pode ser observado, são casos totalmente distintos, o da Paraíba e o de Santa Catarina.

Cássio e José Lacerda foram condenados em um segundo processo, pela utilização do jornal a União. Ambos estavam no exercício pleno do poder. Seus advogados apresentaram defesa no Tribunal Eleitoral e mais uma vez não convenceram os juízes.

A pergunta que se faz: qual a similaridade entre os casos da Paraíba e o de Santa Catarina. Com todo respeito aos profissionais de imprensa ligados ao Governador Cássio, sinceramente, não vejo nenhuma relação entre os dois processos.

No meu entendimento, acredito que o TSE não vai ter que ouvir o Vice-governador José Lacerda, até porque, como disse anteriormente, ele teve direito a ampla defesa, mas não obteve resultados positivos no TRE da Paraíba. Vejo nesse caso, apenas uma tentativa de levar o processo mais à frente, aumentando a sobrevida do Governador Cássio no poder.

E tem mais: o fato dos advogados do Governador e de seus aliados comemorarem a decisão do TSE em ouvir o vice de Santa Catarina, deixa claro que concordam que o Governador Cássio teve culpa sim no cartório e, em último caso, estão torcendo que o vice fique à frente dos destinos da Paraíba. Ou estou enganado caros amigos? Até a próxima.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cassação na mídia nacional

A decisão do Ministério Público Federal em opinar pela cassação do Governador Cássio mais uma vez espõe o Estado da Paraíba em rede nacional de forma negativa. É uma pena mesmo, até porque não merecemos pagar pelos atos praticados pelos outros. A Paraíba vive um bom momento econômico e elevação da sua auto-estima graças aos novos prefeitos que venceram as eleições em 2004. Os velhos políticos é que continuam a manchar o nome da velha Paraíba de guerra.

Tomara que o TSE resolva de vez essa história, para finalmente o Estado poder entrar nos trilhos do desenvolvimento. Pois bem, está em todos os Portais brasileiros, a notícia do quadro de UTI vivido pelo Governador Cássio.

O incrível nisso tudo são as críticas que os advogados do Governador Cássio desferem contra o vice-procurador geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho (foto acima). Alegam que ele analisou o processo em apenas uma manhã. Será mesmo?

Vale salientar que o mesmo vice-procurador geral eleitoral foi o mesmo que em dezembro de 2007 enviou ao TSE parecer a favor da medida cautelar interposta por Cássio Rodrigues da Cunha Lima contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que cassou o seu diploma e determinou a assunção e posse do segundo colocado. A medida cautelar foi interposta com o objetivo de suspender os efeitos da decisão do TRE-PB, até o julgamento e publicação dos embargos de declaração e, eventualmente, do recurso ordinário que foi interposto.

No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral lembra que os recursos eleitorais são desprovidos de efeito suspensivo e que só deve ser feita exceção a essa regra em casos que sejam justificados pelas circunstâncias. Francisco Xavier Pinheiro Filho ressalta que a sucessividade de alterações na chefia do Executivo provoca um efeito instabilizador na administração do Estado e descrédito para a Justiça Eleitoral. Assim, ele acompanha o entendimento do TSE de que é conveniente evitar sucessivas alterações no exercício dos mandatos eletivos.

O vice-procurador conclui: “Ante a proximidade do deslinde da causa e, em nome da segurança jurídica, entendo estarem presentes os requisitos ensejadores da medida cautelar, devendo ser mantida a decisão que deferiu o pedido liminar”. O parecer foi dado de acordo com o entendimento de que não se julga nada no TSE enquanto houver julgamento pendente em instância inferior. Agora, no entanto, o vice-procurador está sendo criticado.

NA MÍDIA
Veja a materia publicada neste dia 21 no site do Ministério Público Federal - Procuradoria Geral Eleitoral - no endereço http://eleitoral.pgr.mpf.gov.br/

PGE dá parecer contrário a recurso de Cássio Cunha Lima21/2/2008 13h46

A Procuradoria Geral Eleitoral deu parecer contrário ao provimento do recurso ordinário ajuizado pelo governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-PB) que cassou o mandato dele e de seu vice, José Lacerda Neto. Cunha Lima é acusado de usar uma fundação vinculada ao governo para distribuir cheques nas eleições de 2006.

O recurso alegava irregularidades técnicas para tentar anular o julgamento que resultou na cassação. No mérito, apresenta a tese de que havia lei e previsão orçamentária que permitiam a distribuição de cheques para pessoas carentes no ano eleitoral.

O vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, lembra no parecer que “nenhum dos diplomas legais invocados prevê a emissão e distribuição de cheques nominais na forma realizada nestes autos.”

Abuso de poder - Cássio Cunha Lima era candidato à reeleição em 2006. Uma ação judicial eleitoral foi ajuizada pelo Partido Comunista Brasileiro por conduta vedada a agentes públicos em campanha eleitoral e abuso de poder político e econômico. Cunha Lima teria usado a Fundação de Ação Comunitária para distribuir cheques nominais à população carente, por meio de um convênio com o governo. Os cheques teriam beneficiado a candidatura do governador à reeleição.

Os autos mostram a falta de critérios na distribuição dos cheques. O chefe da Casa Civil do governo paraibano, João Fernandes da Silva (foto ao lado), foi um dos beneficiados. O programa deveria atender a população de baixa renda, mas foi usado para pagar escolas particulares, por titulares de planos de saúde e usuários de TV a cabo.
Em 30 de julho de 2007, Cássio Cunha Lima foi condenado a inelegibilidade por três anos, ao pagamento de multa e à cassação do diploma do governador e do vice. Em dezembro ele foi novamente cassado, dessa vez por abuso de poder político pela utilização irregular do jornal A União, numa ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral na Paraíba.

Com a chegada dos autos ao TSE, o processo deve ganhar mais celeridade a partir de agora. As perspectativas, na visão dos juristas, são as de que o Governador Cássio está mesmo num beco sem saída, ou como diria o jornalista e vereador Marcos Marinho, perdido como cachorro num comício. E a pergunta que se faz em Campina Grande é a seguinte: Será que Cássio vai renunciar ao cargo ou aguardar o julgamento final pelo TSE?

Volto ao assunto. Obrigado pela leitura!