segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Itu é aqui

Vocês devem ter ouvido falar na cidade de Itu, em São Paulo, município que tem mania de grandeza em tudo. Lá tudo é mesmo grande. Itu conquistou a fama de "Cidade dos Exageros" através de um quadro humorístico na TV Globo em 1967, onde o Simplício, Francisco Flaviano de Almeida, fazia um personagem que afirmava como "Em Itu tudo é Grande". E essa mania parece que contaminou o nosso Governador Cássio (foto), que tem divulgado números grandiosos quando se refere a investimentos no nosso tão combalido, mas aguerrido Estado.

Nessa semana a imprensa divulgou que teremos investimentos superiores a R$ 1 bilhão em obras diversas. É muito dinheiro caros amigos. Isso só pode ter sido uma sugestão daquele marqueteiro mui amigo de Cássio quando, em instantes de gênio, numa visita a Itu, teve essa idéia luminosa.

O Governador juntou tudo num pacotão antecipado de final de ano. Fez um levantamento das obras do PAC, rememorou ações em andamento, vislumbrou geração de empregos e a nossa imprensa engoliu tudo direitinho.

O nosso entusiasmado Governador disse ainda nesta segunda-feira, 04, que seu Governo gerou 12 mil empregos em Campina e aí listou obras de calçamento, construção de creches (onde mesmo?), bairro da Glória, abertura de avenidas (?), nova adutora, Hospital de Trauma, etc.

É questionável relacionar em geração de empregos obras esporádicas, como calçamento de ruas e outras construções, já que essas ações têm começo, meio e fim.

De toda sorte, resta-nos a esperança que a Paraíba ou quiçá Campina Grande, consiga superar a cidade de Itu em termos de grandeza. Já temos o Maior São do Mundo. É meio caminho andado.

‘Ficha Suja’ e os porcos
Tem candidato que não está dormindo direito com essa história da possibilidade da Justiça barrar candidatura do tão propalado ‘ficha suja’. Os porcos pelo menos terão companhia ‘agradável’ se isso realmente acontecer, como pode ser observado na ilustração ao lado.

As Pesqui$as eleitorais
É algo pra lá de assustador acompanhar as pesquisas eleitorais na Paraíba. Os números têm se mostrado divergentes à realidade dos fatos. As últimas eleições têm provado que não estou errado. De acordo com o Ibope, Rômulo Gouveia seria o prefeito eleito de Campina Grande e com grande diferença em 2004.

Pesqui$as/rejeição
Em pesquisa divulgada ultimamente, chama a atenção de todos a variação do item rejeição na corrida pela sucessão municipal em Campina Grande. O candidato Veneziano em maio tinha 14,92% e esse índice cresceu de lá para cá para 22,31%. Rômulo, em maio, contava com 19,54% e agora tem 21,54%. A assessoria de Veneziano anda desconfiada dos números, enquanto a de Rômulo comemora.

Vidente
O Portal Wscom de João Pessoa publicou que o número de indecisos em Campina Grande pode favorecer o candidato Rômulo Gouveia. Será que o jornalista Walter Santos, diretor do Portal, tem bola de cristal para afirmar isso?

Pode gravar
Sábado passado, no bairro da Liberdade, uma equipe supostamente ligada ao candidato Rômulo Gouveia fazia a filmagem do comício do candidato Veneziano, quando o locutor Kennedy Sales tranqüilizou os profissionais que poderiam continuar trabalhando, mas sugeriu que deveriam ter filmado os mais de 30 ônibus que estariam à disposição do comício de Rômulo ocorrido no mesmo bairro.

Abílio chateado
O jornalista Abílio José, pelo que fui informado, ficou chateado quando foi abordado por cidadão em restaurante que o teria criticado por ter feitos comentários na TV contra a administração municipal. Abílio disse que as colocações feitas por ele na TV Borborema, no programa A Hora do Povo na TV, nada têm a ver com o processo eleitoral e que as pessoas andam exaltadas demais e confundindo as coisas. Abílio é um dos amimadores dos comícios do candidato Rômulo Gouveia e garante que está desenvolvendo seu trabalho profissionalmente igualmente a tantos outros.

João Pinto elogiado
Concordo com o colega jornalista Rubens Nóbrega (do Correio da Paraíba) por ter parabenizado o presidente da API, João Pinto, quando fez publicar nota na imprensa naquele episódio envolvendo o site pessoense ClickPB e o Procurador Eleitoral Guilherme Ferraz. Na nota, João defendeu a liberdade de imprensa, mas disse que essa liberdade teve dar espaço ao contraditório. Concordo com João, apesar daqueles que apostavam numa nota mais contundente em benefício do site.

Procurador achincalhado
E por falar em Guilherme Ferraz, o Procurador tem sido motivo de ataques cruéis do grupo Cunha Lima. Ferraz teve papel decisivo nas investigações que resultaram nas duas cassações do Governador Cássio pelo TRE-PB. O próprio site ClickPB divulgou afirmação do deputado Fabiano Lucena (PSDB) que o Procurador teria usado de ‘malandragem’ para ingressar no serviço público na década de 80. Em tempo: dizem que o site tem na administração um filho do senador Cícero Lucena (PSDB) e ligadíssimo ao grupo Cunha Lima. Coisas da política paraibana.

Palavra do Senhor

Em tempos de ‘guerra’ pelo poder, nada melhor que a reflexão trazendo um versículo bíblico: "Cristo libertou-nos, para sermos realmente livres. Portanto, permaneçam firmes e não voltem mais a ser escravos." (Gálatas 5,1)”. Amém!

terça-feira, 29 de julho de 2008

O outro lado do rigor da Lei

Tenho visto com bons olhos a oportuna Lei Seca e intensa fiscalização da Justiça Eleitoral para combater o crime organizado que atua na política para comprar votos. O lamentável é que nesse mundo de homens que se dizem modernos haja a necessidade do endurecimento das leis para tentar vivermos mais sociavelmente, sem mortes e urubus de gravatas comprando votos e a consciência do povo já tão calejado.

Em relação à Lei Seca temos visto que os acidentes nas rodovias caíram pela metade em todo o País, no que é muito bom. Vidas são economizadas. Mas surgiu um problema: as pessoas que não ingerem bebida alcoólica alguma reclamam que estão encontrando muitas pessoas bêbadas a pé pelas rodovias dos grandes centros. Durma-se com um barulho desses. Agora vão ter que criar um serviço só para atender os 'bebuns' de plantão...

Outro mecanismo que merece aplauso é a fiscalização da Justiça Eleitoral para conter a compra de votos. Graças ao trabalho de juízes e promotores, muitos políticos (peixes pequenos e grandes) estão sendo enquadrados em Leis consideradas nada flexíveis, como a que resultou na cassação dupla do nosso Governador Cássio em crimes que foram comprovados por um Tribunal legítimo.

Mas a rigidez da Lei Eleitoral tem sido usada pelos maus políticos; estão plantando armadilhas na seara de políticos honestos, forjando provas, criando testemunhas falsas para arranhar a imagem de homens e mulheres que apenas querem o bem comum das pessoas.

Obviamente que os denunciados terão direito à defesa, mas até que provem que são inocentes, encontrarão muita dificuldade pela frente, e seguindo aquele velho adágio, a primeira impressão é que a fica mesmo. Uma vez sendo objeto do desejo da mídia, dificilmente conseguirão mostrar à opinião pública inconsciente que nada têm a ver com os crimes que lhe foram imputados.

Os exemplos se seguem por todo o Brasil. Aqui na Paraíba mão poderia ser diferente. Em João Pessoa, a oposição ao prefeito Ricardo Coutinho, só porque é ano eleitoral, já chamaram o "mago" de tudo: ladrão, mentiroso, demagogo e que ele compra votos. Em Campina Grande, o prefeito Veneziano foi incluído como líder de uma quadrilha que levou pouco mais de R$ 40 mil dos cofres municipais. O prefeito apresentou provas e garante que é inocente. Duas Comissões que corriam contra o 'cabeludo', inclusive, foram abortadas, uma pela própria Câmara e a outra pela Justiça.

Não sou contras as leis, mas é pertinente que as pessoas que comandam a Justiça Eleitoral fiquem de olhos bem abertos diante das mentiras, do falso testemunho, bem como das armações que estão tramando contra os bons políticos. Os que vivem eternamente da política como meio de vida são capazes de tudo, a ponto de subornarem o capeta para se passar por santo e ludibriar os que têm a seriedade como norte de vida.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Inconveniência eclesiástica

Foi na despedida do padre Everaldo Galheira (foto), no final de semana passado, na missa celebrada na Igreja da Santíssima Trindade, no bairro do Catolé. Candidato a prefeito de Campina Grande chegou ao final da celebração e foi apresentado ao pároco pelo assessor inconveniente: "queria lhe apresentar o prefeito de Campina Grande". A apresentação em momento indesejável, conforme me revelou fonte insuspeita, causou um constrangimento daqueles e foi vista por dezenas de pessoas que lotaram a Igreja.

Pelo que soube, o padre Everaldo recebeu diversas manifestações de solidariedade. Num deles, publicamente, uma professora universitária teria dito que a comunidade estava cansada de perder bons padres; "toda vez que a gente se acostuma com um padre que tem profunda relação com a comunidade ele é afastado pra bem longe", teria dito a docente muito conhecida no seio acadêmico e ativa participante dos movimentos religiosos locais.

Aliás, a transferência do querido padre Everaldo para São Paulo, sua terra natal, tem sido motivo de comentários dos mais diversos. A Diocese local tem lamentado as especulações de que a saída do padre da cidade tenha outras motivações.

Só para matar a curiosidade dos leitores. O candidato a prefeito que esteve na missa de despedida do padre Everaldo não é prefeito de Campina Grande.

Deputado sem título eleitoral?

O juiz Rui Jander, da 3ª Vara da Fazenda Pública, que dissolveu a Comissão Processante da Câmara Municipal, fez o seguinte relato na sua decisão sobre a denúncia feita pelo presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba contra o prefeito Veneziano: "Ilegitimidade para a proposição da denúncia, em virtude da ausência de capacidade, interesse e legitimidade do denunciante, por não provar a sua qualidade de eleitor do Município de Campina Grande". Mais à frente, o magistrado revela a qualidade da peça judicial impetrada contra o prefeito: "Aliás, em sua qualificação (do presidente da Assembléia) dada na oportunidade, sequer consta o número do seu título de eleitor". Esse detalhe foi preponderante para a rejeição da denúncia contra Veneziano, considerando, no entendimento do juiz "a prova da qualidade de eleitor do Município é requisito essencial para o recebimento da denúncia". A pergunta que se faz, o deputado é ou não eleitor na cidade?

O Rei das Maquetes

Alguém precisa apresentar o Governador Cássio ao pessoal do Casseta & Planeta. Os projetos virtuais do nosso Governador ao longo da sua vida pública dariam ótimo mote para as tiradas do Casseta. São tantas as maquetes que fica difícil relacioná-las: Centro Gregário, Shopping Garagem, Centro Administrativo, Escadarias do Jeremias, Mercado Central e o mais recente, o Museu Pandeiros, projetado por Oscar Neimeyer.

Letargia

A tímida campanha do candidato a prefeito Rômulo Gouveia pelo PSDB tem suscitado comentários variados na cidade. Dizem que é por ausência de dinheiro, estratégia dos marqueteiros e até falam da falta de empolgação da militância que estaria insatisfeita com os números das últimas pesquisas eleitorais.

Enquanto isso...

O outro candidato, Veneziano Vital do Rêgo, já iniciou a campanha de rua há mais de uma semana. Na de Rômulo, nem carros de som circulam pela cidade. O que estaria acontecendo? Respostas podem ser enviadas ao blog pela assessoria do candidato.

De chicleteiro (a) a traíra

Na briga por uma das 16 vagas da Câmara Municipal de Campina Grande tem candidato para todos os gostos. Tem aquele que não quer "colar" de jeito nenhum com candidato a prefeito por ter parentesco com peixe conhecido por traíra; tem também aquele que esqueceu a candidatura e ficou preso a Comissão que não processa nada; e tem um outro (a) que vai doar chicletes para os eleitores, uma vez que não conseguiu mastigá-los em Plenário – não houve quorum para tal.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O mapa da corrupção

O Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal anunciaram que vão traçar o mapa da corrupção eleitoral na Paraíba para coibir aliciamento de eleitores nas disputas municipais deste ano. A informação foi divulgada pelo procurador regional eleitoral, José Guilherme Ferraz.

Em Campina Grande será muito fácil fiscalizar os passos da corrupção eleitoral. E eu dou uma dica: já cobri na condição de jornalista algumas eleições e sei muito bem como funciona a senhora corrupção eleitoral.

Ela está arraigada diariamente em gabinetes com ar-condicionado, tidos como órgãos sérios; o eleitor encontra de tudo um pouco nesses gabinetes: dinheiro vivo, cheque, cimento, óculos, remédios, ordens para “renovações de taxas”, dentre outros mimos.

E não precisa ir muito longe para encontrar essa tal de corrupção eleitoral não. Ela não age às escondidas. Está a todo instante se movimentando muito bem em plena luz do dia, sem medo de ser feliz.

Nem precisa contratar Sherlock Holmes para achá-la. A senhora corrupção eleitoral tem nome sim. Veste-se muito bem; anda de carro oficial, pousa de boa moça e jura que tem amor por Campina. Amor de fachada é claro.

Antes que eu me esqueça, a corrupção eleitoral costuma se fazer de vítima – usa meios de comunicação a serviço para dizer que vai dar um tempo e jurar que em época de campanha política respeita o bem público. Tudo mentira!

Para os senhores do Ministério Público e da Polícia Federal fica mais uma dica; um delegado da Polícia Federal campinense, na campanha de 2006, foi afastado das funções porque disse na imprensa que a atenção da PF tinha que ser redobrada porque a cidade era curral eleitoral de terminado candidato à época e vocês sabem muito bem de quem estou falando. E nessa campanha, esse mesmo rapaz vai estar em Campina, certamente com as intenções sabidas de todos nós e que merece a vigilância das autoridades constituídas. Ele é capaz de comprar o voto até do capeta para ganhar essa eleição.

No mais, dizer que o mapa da corrupção eleitoral em Campina Grande já é de conhecimento público. Está muito presente em consultórios médicos ligados a determinadas figuras políticas; acompanha geralmente lideranças comunitárias nas peregrinações pelos bairros; em emissoras de rádio utilizadas para este fim; em ditos escritórios; agirá na véspera da eleição, em residências até bem próximas de unidades militares; dizem que a dinheirama a ser espalhada pela pelas ruas da cidade vai ser a Maior do Mundo e que pode até ser jogada de helicóptero na calada da noite. Vocês duvidam? Eu não, até porque dinheiro já voou pela janela de edifício em João Pessoa um dia antes da eleição de 2006. Vocês se lembram disso?

Caso queiram encontrar mesmo a dita cuja corrupção eleitoral de frente vou dar mais uma dica: Campina Grande tem apenas dois grupos que brigam pelo status quo eleitoral – um deles conhece muito o mapa dessa infeliz praga, até porque foi vítima recente dessa ação danosa ao bom equilíbrio da democracia.

É bom demais...
Ninguém nada disse a respeito, mas me sinto na obrigação de comentar a recente viagem do Governador Cássio ao Rio de Janeiro. A imprensa divulgou que Cássio teve encontro com o ex-Senador Ney Suassuna para discutir política partidária. Um dia antes, pelo que soube, assistiu a partida de futebol entre Fluminense e LDU. A pergunta que se faz – a viagem foi patrocinada pelo Governo do Estado ou com recursos próprios do bolso do nosso Governador?

Sorte danada
No último sorteio dos prêmios do IPTU 2008, o empresário do ramo de combustível, Roberto Cunha Lima ganhou uma TV de Plasma da Prefeitura de Campina Grande. Roberto é tio do Governador Cássio Cunha Lima. Ele pagou a quota única do imposto antecipadamemte e ficou apto ao sorteio. Pois é, a água só corre para o mar mesmo...

Rádio Clube
A Rádio Borborema já está sendo chamada de Clube, por orientação dos Associados. Fica a pergunta: qualquer pessoa ou grupo poderá registrar o nome de Rádio Borborema e faturar com isso?

Na rua
Os jornalistas Apolinário Pimentel e Antônio Ribeiro cumprem Aviso Prévio e deixam o jornal Diário da Borborema no final deste mês. Ninguém fala no assunto na redação do DB, mas contam histórias estranhas sobre as demissões. Algo a ser investigado pela Associação Campinense de Imprensa.

A piada da semana eu escolho essa:
‘Não vou parar o governo para fazer campanha’, diz Cássio

segunda-feira, 30 de junho de 2008

2004 e 2008 - A dinâmica da política

Foi dada a largada para o pleito 2008 definitivamente a partir das convenções de domingo passado. Em Campina Grande, Veneziano estará mais uma vez ao lado de José Luiz Júnior tentando a reeleição. Do outro lado, Rômulo Gouveia novamente, mas com uma vice diferente. Desta vez, a médica Lígia Feliciano, esposa do deputado federal Damião Feliciano.


Há quem diga que o vice não soma lá muita coisa e que os eleitores votam mesmo é na chamada cabeça de chapa. Irão disputar o cargo de prefeito Veneziano e Rômulo Gouveia e somente só. Vice, dizem, é um cargo secundário.

Em verdade, a disputa vai ser mesmo entre o Cabeludo e o Gordo. Mas há outros ingredientes nessa "briga" que é preciso uma análise mais longa e que merece reflexão. Campina Grande polariza todas as atenções da política paraibana e vai continuar sendo o centro das atenções no pleito vindouro.

Da mesma forma como aconteceu em 2004, será a disputa do grupo de Veneziano contra o grupo do Governador Cássio Cunha Lima. Naquele ano, Veneziano era apenas um vereador, com parcos recursos, tendo ao seu lado uns três ou quatro partidos, além de um irmão que tem sido um gigante - Vital Filho, Vitalzinho como queiram.

Naquele mesmo 2004, Cássio não tinha tantos problemas com a Justiça; governava, digamos assim, com mais tranqüilidade. Tinha a faca e o queijo na mão. A vitória de Rômulo era dada como certa. As bolsas de apostas diziam que a diferença em cima de Veneziano seria de 20 mil votos.

Os jornais (pelo menos dois da cidade) já estavam com suas edições prontas, com a foto de Rômulo Gouveia prefeito de Campina Grande. Até comerciais já haviam sido vendidos por esses jornais para diversos empresários da cidade e entidades classistas saudando o Gordo prefeito.
Mas o cabeludo, de forma heróica, sagrou-se vitorioso, com pouco mais de 700 votos de diferença é verdade, mas venceu.

O quadro hoje é bem diferente daquele 2004. O Governador do Estado é o mesmo: Cássio Cunha Lima, só que mais desgastado do que nunca, cassado duas vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral pelo uso eleitoreiro de cheques da FAC e do jornal A União e pendurado por duas liminares. Rômulo, obviamente, está da mesma forma desgastado e as pesquisas comprovam isso: o Gordo e a doutora Lígia são os que apresentam maior índice de rejeição.

Quanto a Veneziano, o desgaste passa pelas denúncias feitas pelo presidente da Assembléia Legislativa, mas que não foram bem digeridas pela sociedade. Afinal de contas, o presidente da Assembléia é primo do Governador Cássio e tem todo interesse do mundo em prejudicar o prefeito Veneziano.

Na corrida sucessória, Veneziano tem larga vantagem. Tem aprovação popular de mais de 80 por cento, tem um rosário de obras espalhadas pela cidade e ações administrativas que têm provocado a ira dos seus opositores. Afinal de contas, não esperavam que Veneziano, sem apoio do Governo do Estado, pudesse chegar tão longe.

É apenas o começo de uma jornada que vai ser marcada por muita deslealdade e por uso exagerado de vários órgãos de comunicação ligados ao Governador. O jogo começou, mas torçamos que as regras sejam respeitadas e deixem que o povo decida quem deva ocupar o Palácio do Bispo de forma democrática: se Veneziano ou Rômulo. E que vença o melhor!

Algumas notas

- Algumas pessoas que foram à convenção do PSDB queriam saber de onde arranjaram tanta criança para participar deste processo. Dizem que parecia uma creche. Alguém sabe responder?

- O ex-Procurador de Justiça do Estado, Tonito Almeida (foto ao lado), aparece como sangue novo na briga pela sucessão em Boa Vista. Seu pai, Antônio Almeida, foi médico conhecido na região e prefeito de Campina Grande. Na convenção que homologou o seu nome, dia 28, a população compareceu entusiasmada ao evento e deu provas que o candidato vai dar muito trabalho ao seu opositor.

- A eleição em Campina Grande neste ano tem outro ingrediente diferente de 2004. Naquele ano, o PT só apoiou Veneziano no segundo turno. Agora vai com tudo desde o começo e com um conjunto de obras de dar inveja, graças ao apoio do Presidente Lula.

- Também neste ano, outros partidos se juntam ao bloco do prefeito, totalizando 13.

- O Senador José Maranhão disse que a eleição em Campina vai ser plebiscitária. Segundo ele, Campina Grande vai julgar se quer um Governo transparente, de obras sociais importantes ou se vai voltar ao tempo das maquetes eletrônicas e do sumiço de dinheiro público (referindo-se à venda da Celb).

- A política é mesmo dinâmica e porque não dizer cheia de sobressaltos. Em João Pessoa, Aguinaldo Ribeiro, filho do ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, vai caminhar ao lado de Ricardo Coutinho nas eleições 2008. Aguinaldo é seguidor do grupo de Cássio e Ricardo é ligado ao grupo do Senador Maranhão, que apóia Veneziano em Campina Grande. Em Campina, Aguinaldo deve acompanhar Rômulo Gouveia. Eita misturada danada. Nitroglicerina pura. Até a próxima!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Guerra sem fim

O jornalismo não era pra ser o que vemos hoje lamentavelmente na imprensa de um modo geral. Os chamados interesses escusos se sobrepõem aos verdadeiros propósitos que devem balizar os meios de comunicação. E o jogo de interesses não é uma exclusividade apenas de Campina Grande. É fácil observar nas matérias que vemos na chamada grande imprensa e no mundo inteiro.

A Globo, por exemplo, não tem lá bons olhos para com o Presidente Lula. Parece que nutre um carinho especial por José Serra e companhia.

Aqui na Paraíba a guerra também é grande. Guardadas as devidas proporções, parece a briga de gigantes entre Hillary Clinton e Barack Obama nos Estados Unidos.

Neste momento trava-se uma quebra de braço entre dois grandes veículos de comunicação na Paraíba justamente por causa do pleito que se avizinha. E não venham me dizer que tudo isso faz parte da democracia. Tudo em nome da democracia.

A Rede Paraíba de Televisão (formada pelas TVs Paraíba e Cabo Branco, além de emissoras de rádio e o Jornal da Paraíba), produziram várias matérias sobre um tal escândalo da Fazenda envolvendo o Sistema Correio de Comunicação.

Só para refrescar a memória do leitor, os dois sistemas estão diretamente ligados a dois fortes grupos políticos da Paraíba. O Correio, ao Senador José Maranhão, e a Rede Paraíba, ao Governador Cássio Cunha Lima. O primeiro tem em seu dono, Roberto Cavalcante, a possibilidade real de assumir a vaga de Senador, caso o TSE decida pela cassação do Governador Cássio. Dr. Roberto é suplente de Maranhão, que foi candidato a Governador e também briga pelo comando do Palácio da Redenção.

E está claro que a rixa entre os dois sistemas piorou com a aproximação das eleições municipais e ainda mais após a última decisão da Procuradoria Eleitoral do TSE de manter a decisão do TRE-PB que cassou o Governador Cássio por duas vezes.

Tenho observado, no entanto, que a Rede Paraíba de Televisão vem querendo vingar a honra ferida do Governador, que tem o poder ameaçado e, por tabela, ameaçando deixar muitos órfãos pelo caminho, dentre eles, vários veículos de comunicação. É uma longa história de traições, briga pelo poder e nada mais. Uma briga de gigantes, mas também de pequenos, que nada têm a ver com essa história e que vão pagar um preço muito alto com o desfecho de toda essa trama. Tomara que todos escapem com vida desta guerra que parece sem fim. Amém!


Rômulo sem vice?
Como havia dito na coluna anterior, o prefeitável Rômulo Gouveia teve muita dificuldade em definir quem seria o seu vice nas próximas eleições. Teve que se contentar mesmo com a Dra. Lígia Feliciano, a mulher do Mão Amiga; Tomara que não tenham que ‘abençoar’ muitas mãos de eleitores fragilizados com os programas da doutora. Vocês me entendem né?

terça-feira, 3 de junho de 2008

Opções interessantes de vice para Rômulo...

O adiamento na divulgação do pré-candidato a vice ao lado do gordo Rômulo Gouveia (na foto procurando um nome numa lista) reflete muito a falta de opções no grupo para superar Veneziano em Campina Grande. Seria muito bom para Zé Luiz, vice de Veneziano, que tem uma história brilhante, debater com os outros vices – Doutora Lígia ou Bolinha (me Deus). Eu até admiro a Amiga do Coração, mulher inteligente, mas convenhamos, não é a vez dela. Acho que ela poderia cumprir uma outra função, quem sabe numa Secretaria de Ação Social. Quanto ao outro, prefiro nem comentar. Sem discurso e carreirista.

Dizem que ao médico Damião Feliciano, o Governador Cássio teria oferecido duas Secretarias para abrir mão da vice, mas não teria aceitado. A informação me foi passada por um jornalista do Diário da Borborema, que recebeu o registro de um assessor do próprio Damião.

Damião, pelo que soube, em mostrado ao grupo do PSDB que sua mulher tem muito a somar com Rômulo. Possui uma rádio em suas mãos, que tem como pilar, programas assistencialistas e que têm grande penetração nas comunidades mais carentes.

A rádio tem, inclusive, um quadro em que um bolo é oferecido a um ouvinte aniversariante e a entrevista com a contemplada roda diversos dias na emissora à exaustão, além de outros brindes que são oferecidos semanalmente. Parece que Cássio anda meio temeroso em ter que se associar a programa assistenciais, por conta das cassações que obteve do TRE.

Pelo andar da carruagem, vão procurar alguém lá no Calçadão da Cardoso Vieira para ser candidato a vice com Rômulo. Tem muitas opções. O Gordo do Calçadão, Biliu de Campina, Zé Gotinha, Chico da Tocha, Edmar Miguel, Xula da Liberdade ou aquele rapaz que ganha dinheiro como estátua. Boa sorte. Eles se completam.