terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Verdades e mentiras

O grande escritor Guimarães Rosa, tem uma frase célebre na importante obra Sertão Veredas: “Eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa”.

Pois bem amigos, trago esse trecho do renomado escritor mineiro para desconfiar muito do momento político que a Paraíba vive.

De repente tudo virou o caos. Um gerador, que teve um curto circuito na maternidade, foi motivo para a mídia ‘bem especializada’ fazer a farra. O equipamento foi consertado e não houve nenhum prejuízo ao hospital. Em poucos dias o ‘caos’ foi restabelecido.

Como o ‘caos’ do Isea não colou, aí surgiu um novo, digamos, caos. O foco agora é o Hospital Regional de Urgência e Emergência, administrado pelo Estado,é bem verdade, mas cujos respingos acabam atingindo o prefeito por conta da municipalização da saúde.

E tudo tinha que acontecer no período natalino. Em outra época não teria o foco pretendido.

Médicos anestesistas, que nunca tiveram contrato com o estado, nem na atual gestão ou em gestões passadas, resolveram (sic) paralisar. Só que no meio do caminho tinha uma pobre inocente, de apenas um ano de vida e que acabou morrendo pela falta de uma cirurgia.

Difícil acreditar, caros amigos, que uma vida tenha sido levada simplesmente porque os interesses pessoais valham mais que o sorriso de uma menina concebida no amor de um casal.

E a ‘farra’ ficou completa com a presença do governador eleito Ricardo Coutinho a Campina Grande para dizer o óbvio e uma obrigação do futuro gestor. Que vai pagar o mês de dezembro aos profissionais do Hospital, caso esse compromisso não seja honrado pelo Governo Maranhão.

“Eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa”...

Que conversa...

O advogado José Mariz foi infeliz ao fazer comentários sobre o processo contra o prefeito Veneziano e que acabaram atingindo o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Em matéria postada nos portais, disse o seguinte sobre a decisão dos juízes em inocentar o prefeito: “foi esse mesmo Tribunal que cassou o mandato do governador Cássio Cunha Lima por conta da publicação de 16 colunas e oito matérias no Jornal A União, enquanto que o prefeito Veneziano distribuiu fardamento escolar em período proibitivo quando havia duas decisões judiciais que impedia que o prefeito divulgasse a propaganda institucional do famoso trevo de quatro V's”.

O nobre advogado deve saber que cada caso é um caso. Não existe jurisprudência para casos distintos. Nada a ver o processo do prefeito e os processos de Cássio, cassado duas vezes, por distribuir mais de 35 mil cheques e por uso promocional do jornal A União, que inclusive teve a tiragem ampliada para bem maior que o jornal de maior circulação do Estado – o Correio da Paraíba, conforme está nos autos processuais.

Veneziano cassado?

Vendo a primeira página do Jornal da Paraíba, edição desta terça-feira, 14, se tem a impressão que o prefeito Veneziano tenha tido seu mandato cassado e depois conquistado junto ao Tribunal Regional Eleitoral. Analisem o título do jornal: “TRE livra Veneziano Vital do Rêgo de cassação”.

Falta sobriedade

Dá dó ler a coluna daquele ativista cultural (sic) aposentado. Antes escrevia sobre cultura, mas agora gerencia comentários sobre tudo. A ociosidade e a falta de talento são fulminantes para quem optou seguir uma vida desregrada e pautada no desrespeito a quem realmente trabalha por esta cidade. Lamentável!

Campina em buliçosa

Para alegria do prefeito Veneziano e das pessoas que gostam do trabalho, a Revista Veja desta semana trouxe mais uma excelente matéria enaltecendo a administração do “Cabeludo”. O bom momento vivido pela cidade foi enfocado pela gestão. A reportagem compara o ‘boom’ administrativo e econômico da cidade com uma outra cidade bem distante de Campina, mais precisamente no Rio Grande do Sul. Como será que reagiram alguns colegas jornalistas, acostumados ao caos, com uma matéria como essa?

Esse sim é Rei

Elogiável a iniciativa do professor José Nobre. Anonimamente, sem a interferência de políticos (nem ele quer), mantém o Museu Fonográfico Luiz Gonzaga no bairro do Cruzeiro em Campina Grande de forma brilhante.
No último dia 13, numa noite de garoa, o Museu prestou uma singela homenagem ao “Rei do Baião”, que se estivesse entre nós estaria completando 98 anos de vida. Pois bem, naquela noite fria, artistas como Amazan, Biliu de Campina, entre outros, cantaram músicas em homenagem ao homem que mais cantou e decantou o Nordeste brasileiro com suas belíssimas canções.

Campina e suas dívidas

Campina tem muitas dívidas para com nossos artistas locais e que merecem um espaço para divulgação da sua arte.
No forró, bem que poderíamos contar com um espaço destinado a reverenciar nomes como Rosil Cavalcante, Marinês, Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda, Elba Ramalho, Biliu de Campina, João Gonçalves e tantos outros que muito representam para a história musical nordestina e brasileira.

Foi no ano de 1974, por exemplo, que aconteceu em Campina o 1º Congresso Nacional de Violeiros, idealizado a partir de três vates do repente – José Gonçalves, Ivanildo Vila Nova e Apolônio Cardoso (meu pai).

A cidade nada possui para contar a história do nosso repente. Existe uma Associação, mas que, lamentavelmente, vive atrelada a grupos políticos e não consegue caminhar com as próprias pernas.

Mas ainda é tempo. Não apenas por meu pai, mas por tantos que fazem da viola um estilo de vida bem próprio. Campina precisa pagar essa dívida aos nossos artistas. Vou lutar pela instalação do Memorial do Repente Brasileiro em Campina Grande.

Gonzaga em Campina

Quando da homenagem a Luiz Gonzaga, encontrei entre as pessoas presentes o professor e historiador José Lucas, cidadão campinense que conhece como poucos um pouco de tudo sobre a vida passada campinense, notadamente na esfera política.
Perguntei a ele se sabia de alguma passagem folclórica de Gonzagão por Campina.

Num comício, na década de 70, na campanha do então prefeito Enivaldo Ribeiro, estavam programados duas grandes estrelas, cada um na sua área, para apresentação ao público.

Nada menos que Luiz Gonzaga seria a grande atração musical da noite. Naquela mesma noite aconteceria ainda outro momento especial, o discurso do então orador e tribuno das massas Raimundo Asfora.

Naquela época, diferente dos tempos de hoje, era comum a participação de grandes oradores nos comícios. Às vezes até brilhavam mais que os cantores contratados.

Contou-me José Lucas que naquele dia houve uma polêmica danada entre Gonzaga e Asfora.
O Rei do Baião disse que só cantaria após Asfora falar e este só diria alguma coisa ao grande público depois de ouvir ‘Tropeiros da Borborema’ interpretado por Gonzaga.

Diante do impasse, conforme o historiador, Asfora terminou cedendo e só depois é que Gonzagão soltou a sanfona.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É pensar pequeno...

Com todo respeito que tenho ao deputado federal e vice-governador eleito Rômulo Gouveia, (PSDB), mas tem sido desmedida a sua justificativa para não direcionar emendas de sua autoria para a Prefeitura de Campina Grande.

Dizer que não confia no prefeito e que as obras federais em Campina não andam, é uma inverdade e que estão a olhos vistos da população.

A Vila do Artesão, que será inaugurada no dia 18 próximo, um equipamento fantástico e que vai beneficiar mais de 270 artesãos e gerar mais de 1.000 empregos entre diretos e indiretos, é uma realidade graças a emendas que foram apresentadas pelos deputados Vitalzinho e Luiz Couto, que não é da cidade.

A Feira da Prata, que beneficia mais de 400 comerciantes – outra ação marcante da gestão Veneziano, tem emendas do então Senador José Maranhão, nascido lá pras bandas de Araruna, mas que decidiu prestigiar a cidade Rainha da Borborema. Ela merece!

Não haveria nenhum problema, caro Rômulo, no amigo destinar suas emendas para a Prefeitura para que outras ações pudessem ser realizadas e o povo, pelo menos dessa vez, pudesse acreditar nos políticos.

Em sua defesa, Rômulo disse ter preferido colocar suas emendas para a UFCG, UEPB, o Hospital da FAP, para a Escola Técnica Redentorista, para investimentos na área da cultura e no apoio as quadrilhas juninas – destacou o parlamentar.

As verbas para as universidades são carimbadas. Eles já recebiam essas ajudas. Quanto a tal área de cultura, é bom que se diga, foi para o Sítio São João, organizado pela iniciativa privada e no apoio às quadrilhas juninas, pelo que sei, os recursos não foram destinados à Associação e da mesma forma direcionadas para entes privados.

Quando candidato a prefeito por duas vezes (derrotado nas duas por Veneziano – em 2004 e em 2008), Rômulo tinha como slogan de campanha “Pensar Grande”. Pelo visto, na prática, esse pensar não vale quando é para prestigiar Campina Grande como um todo. Mas ainda há tempo para se redimir, amigo deputado.
Campina Grande lhe agradecerá bastante!

Exumação política
Como a palavra da moda tem sido exumar, bom seria que um colega jornalista, afeito à imparcialidade (sic), fizesse uma ‘exumação’ no caso Cássio. No seu espaço, a tal exumação só vale para o prefeito Veneziano. As ações contra o prefeito são detalhadas com uma vontade incrível, como aconteceu bem recentemente no caso do processo de julgamento pelo TRE em desfavor do “Cabeludo”.

Naquele mesmo dia, recordo-me, o TSE, através da Procuradoria Eleitoral, emitiu parecer fulminante contra intenção do ex-governador Cássio em ser diplomado Senador.

O recurso pode não subir para o STF e o parecer da procuradoria foi mesmo devastador contra os desejos do grupo cassista. Pois bem amigos, nada do colega jornalista ‘exumar’ o caso em sua coluna.  Fica feio e nítido que seu desejo é ver Veneziano na berlinda e nada mais. Lamentável.

Nelson com Veneziano?
Em três solenidades presididas pelo prefeito Veneziano, esteve presente o presidente da Câmara Municipal, Nelson Gomes Filho, ligado ao grupo Cunha Lima. Alguns jornalistas e políticos têm lançado farpas em relação ao comportamento de Nelson, mas o presidente tem dito que é papel do vereador prestigiar eventos de natureza pública, independente do prefeito de plantão.

Site prestigiado
E aquele site sem expressão hein? Mesmo sendo acessado por meia dúzia de “Xeleléus”, continua a receber gorda verba pública. Uma vergonha e que poderia ser apurada pelo Ministério Público.

Caos relâmpago na saúde?
Naquela semana quando um gerador da Maternidade Municipal (Isea), sofreu um curto circuito, conhecido jornalista disse que a saúde municipal estava um caos. Consertado o equipamento, a unidade voltou a funcionar, como se nada tivesse acontecido. Pois bem, o tal ‘caos’ apresentado pelo companheiro existiu apenas na sua mente ‘brilhante’.

84 anos de história
A Associação Comercial de Campina Grande completa nesta sexta-feira 84 anos de fundação com uma larga folha de serviços prestados. Por lá passaram empresários que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento da cidade. O atual dirigente – Luiz Alberto Leite, tem se notabilizado por conquistas importantes em prol do comércio, como as câmeras de segurança

Zouraide cirurgiada
A primeira mulher a presidir a CDL de Campina Grande, a Federação das CDL’s do Estado, Zouraide Silveira, recupera-se em Natal de uma cirurgia. Espero que Zouraide consiga superar esse desafio. Fui seu assessor de imprensa por mais de sete anos e lhe tenho a maior estima. Uma mulher que sabe o que quer e que não mede esforços para ajudar quem precisa.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cássio e o seu passado

Cássio e o seu passado

Tenho acompanhado os comentários de ditos imparciais jornalistas paraibanos que defendem ardorosamente o senhor Cássio Cunha Lima, muito mais que a Jesus se estivesse num altar sendo julgado com Barrabás.

Na época de Jesus, o povo também votou. Vocês devem lembrar. Barrabás foi o escolhido, numa votação surpreendente e que o tornou figura conhecida nos meios sociais da época.

Deixemos Barrabás de lado, pois o que interessa mesmo é analisar a situação de Cássio. Longe de mim querer compará-lo ao ladrão das páginas bíblicas, faço apenas uma comparação em relação à frase “o voto votou”, estampada em outdoors pela Paraíba inteira.

Foram mais de um milhão de votos ao Senado, é bem verdade. O povo votou e é verdadeiro que estamos numa democracia.

Mas o Tribunal Superior Eleitoral não está nem aí se Cássio ou Tiririca teve um ou dois milhões de votos.

O “X” da questão é que Cássio se tornou figura conhecida dos tribunais brasileiros justamente num período da efervescência das discussões do Projeto Ficha Limpa.

E para agravar ainda mais a sua situação, ainda teve uma segunda cassação pelo Tribunal Regional da Paraíba (uso promocional do jornal A União) e a renúncia do pai de Cássio – o ex-governador e então deputado federal Ronaldo, que fugiu de julgamento do STF no caso dos tiros contra o ex-governador Tarcísio Burity.

Deixemos as paixões de lado. A Paraíba ficou, lamentavelmente, com a imagem ainda mais desgastada com esse processo de cassação do ex-governador Cássio. Basta que os amigos acessem os comentários dos internautas nos sites do Brasil inteiro. Dizem cada coisa dos nossos políticos que é de partir o coração.

Não torço pelo tropeço de ninguém, nem mesmo de Cássio. Não faço parte de tribunal algum. Analiso os fatos como eles se apresentam, sem paixões. Aliás, não cabe paixão em julgamentos. A Lei é dura, mas é a Lei.

Campina não é laboratório                          
O articulista político do Diário da Borborema, Lenildo Ferreira, disse em sua coluna nesta semana que os cassistas não gostaram do seu comentário sobre a possibilidade de Diogo (filho de Cássio) ser candidato a prefeito em 2012.

De acordo com Lenildo, Campina é Grande e não pode servir de laboratório para quem quer que seja, nem mesmo para Diogo, mesmo sendo ele filho de político.

Aos amigos da Campina FM
No meio da semana o amigo jornalista Arquimedes de Castro (da Campina FM), tentou encostar o secretário Gilson Lira (Desenvolvimento Econômico) na parede.

Na entrevista concedida, Arquimedes perguntou a Gilson se ela concordava com a minha ponderação feita em coluna anterior, quando declarei: “Sinceramente, acho que a TV Paraíba e a Campina FM deveriam vir a público e dizer que não gostam e que não engolem Veneziano de jeito nenhum como prefeito de Campina. Seria mais elegante...”.

Algumas observações devem ser feitas, no entanto.

Tenho uma profunda admiração e respeito por todos que integram a emissora. Afinal de contas, com a anuência de Marilena Mota, foi titular do programa do meio-dia, ao lado do amigo Marcos Marinho por mais de um ano, no espaço “Verso e Reverso”.

Ouvi a Campina FM a minha adolescência inteira. E foi através de um amigo, nos anos 70, que soube da existência de rádio em Frequencia Modulada.

Quando era repórter do Jornal da Paraíba, na cobertura dos eventos diários, tive o prazer de conhecer Hilton Mota. Ele sempre dizia: por trás desses óculos fundo de garrafa, vejo um jovem apaixonado por Campina.

E ele nem sabia que à sua frente estava um filho de Mossoró, morando em Campina desde um ano de vida.

Meus primeiros programas de rádio, na verdade, acompanhei pelas ondas da antiga Borborema, com José Bezerra, o forró do Seu Vavá e tantos outros.

Depois veio a Campina FM. Torcia para chegar o domingo e saber as músicas mais tocadas na semana, programa que até hoje ainda existe.

Não sou inimigo da Campina FM como alguns querem passar para a opinião pública. Só não concordo com o tratamento que é dado pela emissora ao jovem prefeitoVeneziano Vital.

Em março de 2011 estarei completando 26 anos de jornalismo dedicados exclusivamente a Campina Grande. Aprendi muito nesse tempo todo. Não sou dono da verdade, mas não custa nada reconhecer que Campina é uma cidade bem melhor para se viver no Governo Veneziano. Sem paixões!

Fernando candidatíssimo

O vereador Fernando Carvalho (PMDB), disse a este colunista que é mesmo candidato a prefeito em 2012 e que está disposto, inclusive, a brigar pela vaga no partido até o fim.

Com quem será...
Mas quem será o candidato de Veneziano em 2012? Fernando Carvalho, Guilherme Almeida (PSC), Daniela Ribeiro (PP), Alexandre Almeida (PT) ou um outro?

Há quem diga que Daniela (PP) é figura quase certa na chapa...

Até a próxima amigos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Feriado e política

Confesso que mais um feriado e a correria dos dias tem me deixado com exíguo tempo para atualizar a coluna. Há muito o que comentar – políticos que se apresentam como ‘novos’, jornalistas que se julgam donos da verdade, vereadores que, pela falta de projetos, ocupam generosos espaços na mídia apenas para denegrir quem realmente trabalha por Campina e ainda há se de renovar o desejo que a Paraíba continue unida no propósito de bem lhe servir.
Antes que eu me esqueça, há de se analisar o comentário de certo médico que elege a vitória de Ricardo como o fato do século. Jesus Cristo, que se na terra voltasse, seria fichinha na mídia diante da espetacularização feita por alguns jornalistas que amam e veneram o grupo do ex-governador Cássio.
Mas vamos às singelas notas.

Fim dos tempos ou o começo?
Cássio defende o nome do governador José Maranhão para ser Ministro de Dilma. E foi além, declarando: “A Paraíba viverá um novo tempo e claro que ficarei, mesmo na oposição, a favor que Maranhão seja indicado para cargo federal”.
Sinceramente, agora defendo que esse homem seja elevado pela Igreja como Santo.

Louvação
É incrível como alguns órgãos de comunicação da cidade ganharam oxigênio após a vitória de Ricardo e aumentaram os ataques ao prefeito Veneziano, num grave desrespeito a um jovem que só tem procurado trabalhar pelo bem da cidade. Cito a TV Paraíba, que constantemente exibe a imagem de uma mulher pronta para ir ao parto, na da sala de cirurgia do Isea; a Campina FM, que tem sido uma louvação extremada ao Senhor Cássio Cunha Lima (ainda sem votos registrados) e críticas injustas a Veneziano. Jesus Cristo, se na Terra estivesse conosco, ficaria pequeno diante do amor declarado pelas ondas da emissora do saudoso Hilton Motta.

Deveria se assumir
Sinceramente, acho que a TV Paraíba e a Campina FM deveriam vir a público e dizer que não gostam e que não engolem Veneziano de jeito nenhum como prefeito de Campina. Seria mais elegante...

Jornalista rebate Olímpio
O vereador Olímpio Oliveira discordou na tribuna da Câmara Municipal de notícias dando conta que a saúde de Campina estaria caótica. O jornalista Arimatéa Souza, na Campina FM, hoje (12), discordou de Olímpio e declarou que o sistema no município vive sim o caos. Baseia-se num relatório que recebeu de médicos da maternidade municipal sobre esterilização em utensílios, de apenas quatro de um total de mil e que estariam inservíveis.

Condenar quem trabalha?
O prefeito Veneziano defende o Governo e lamenta que determinados profissionais de imprensa estejam a serviço da desinformação. Informa que quando assumiu a Prefeitura em 2005, recebeu relatório da Secretaria de Saúde sobre os investimentos de ex-prefeitos dos anos 90 sobre o que foi feito no setor na cidade: “O relatório apresenta como ações uma reforma no Centro de Saúde da Palmeira e compra de alguns medicamentos e nada mais”.

Rei Posto, Rei Morto...
Com exceção do prefeito Veneziano Vital, poucos defendem o atual Governador José Maranhão em Campina Grande. Até mesmo o vereador Tovar Correia Lima (primo do ex-governador Cássio), que nem aparecia na mídia e que também ganhou ‘gás’ pós vitória de Ricardo, agora aparece todos os dias nos sites ligados ao grupo cassista, ora detonando Zé ou criticando Veneziano.

Ascensão de Pinto
O Jornalista João Pinto, ex-presidente da Associação Paraibana de Imprensa, respondendo pela assessoria do Governo do Estado em Campina, foi nomeado pelo Governador José Maranhão como um dos diretores do jornal A União. Pinto toma posse na próxima semana. Ainda não se sabe quem vai lhe substituir e se João vai permanecer no cargo no próximo ano.

Depois tem mais. Abraços aos meus leitores, alguns que encontro na rua e que citam alguma nota lida neste espaço, exemplo do amigo jornalista Everaldo Dantas, agora do ramo de restaurante (O Mororó).


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Apesar de você...

Pois bem. Ricardo Coutinho é o novo Governador da Paraíba. E não foi a vitória do bem contra o mal, como fez questão de celebrar pelas ondas de rádio da minha Clube – a velha Rádio Borborema de Zé Gonçalves, o radialista Dimas Andrade neste dia 1º de novembro de 2010.

Em caderno especial do Jornal da Paraíba, também neste dia 1º, afirma-se que Ricardo abre novas perspectivas para o Estado.

Por Ricardo, sinceramente, eu posso até acreditar. Mas o povo paraibano é sábio. Sabe muito bem que o socialista se uniu a forças consideradas retrógradas: políticos históricos e profissionais acostumados às velhas práticas do passado.

E não venham me dizer que Cássio, Efraim, Ney Suassuna e até mesmo Cícero Lucena, representam o novo.

Por favor, me poupem desse absurdo.

A marca principal de Ricardo tem sido a que vai unir a Paraíba em torno de projetos voltados para o bem comum do povo. Esperemos que sim, pois dois dos seus principais aliados – Cássio e Rômulo -, não tiveram este compromisso para com Campina Grande.

E todos sabem bem disso. Cássio, quando Governador por seis anos, de tudo fez para ‘esmagar’ o prefeito Veneziano. Até mesmo verbas constitucionais da Farmácia Básica e do Samu lhe foram negadas.

Rômulo, na função de deputado federal por Campina, não destinou uma emenda parlamentar sequer para a Prefeitura Municipal. Até mesmo verbas do turismo foram repassadas para cidades menores. Tudo com o objetivo de deslustrar a imagem do jovem prefeito que já fez muito por esta cidade.

Torço muito que Ricardo não seja mais um a ser manobrado pelo grupo cassista. Tomara que não se torne um Félix Araújo, uma Cozete ou um Rômulo. Os três, pelo que contam nos quatro cantos da cidade, ‘comeram o pão que o diabo amassou’ nas mãos do Senhor Cássio. 

Espero mesmo que Ricardo desça à Serra da Borborema e celebre parcerias de verdade com a Prefeitura de Campina Grande. A cidade não merece ser coadjuvante nesse processo. Merece dias melhores como os que temos visto com esse jovem prefeito na administração. Basta que olhemos para os bairros, com obras que certamente os eleitores de todas as cores - vermelhos, amarelos ou laranjas, hão de convir que mudaram para melhor a vidas de muitos campinenses.

Em nome de uma Nova Paraíba que sempre sonhamos, torço para que Ricardo não decepcione. Afinal de contas, apesar de você, amanhã há de ser outro dia...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os votos de Campina

Na reta final da campanha para se escolher o novo Governador da Paraíba vale de tudo para a conquista dos votos. O ex-governador Cássio Cunha Lima foi o que mais apelou para tentar sensibilizar o eleitorado.

Nas chamadas na TV e no rádio, Cássio disse que (pasmem), Campina se uniu a João Pessoa para eleger Ricardo Coutinho.

O tucano, que não está com essa moral toda por estar mais pra Ficha-Suja do que para conselheiro eleitoral, justifica que essa união está sendo possível graças ao nome de Rômulo Gouveia como candidato a vice.

O prefeito Veneziano Vital defende que o amigo mesmo de Campina Grande é José Maranhão, por estar promovendo parcerias antes negadas por Cássio, exemplo dos repasses do Samu e da Farmácia Básica, além de pavimentações de ruas, reforma do teatro municipal, construção da nova Central de Polícia, de casas e do hospital de trauma.

Historicamente Campina Grande sempre tem sido decisiva nas eleições quando há um filho seu na disputa. O grande problema é que os tempos são outros. Nos velhos tempos das campanhas épicas de Argemiro de Figueiredo, de Severino Cabral, de Vital do Rêgo, de Pedro Gondim, entre outros, a força do dinheiro não era tão exacerbada como hoje.

A compra de votos tem sido a marca principal dos candidatos de hoje. E justamente por conta deste potencial é que as pesquisas eleitorais acabam sendo desmoralizadas. De uma hora pra outra, graças a míseros R$ 30,00 ou R$ 50,00, ou mesmo um chequinho, o candidato que está atrás nas pesquisas consegue a vitória. Os tempos são outros. E bem piores!


Shaolin e a política...

O humorista Shaolin vai ser a grande estrela nesta semana de um evento promovido pelo Sintab, no Spazzio, na programação da entidade voltada para o servidor municipal. Há quem diga que a festividade tem conotação política, mas não acredito nisso. Até porque o Sindicato, dirigido é verdade por um aliado de Ricardo Coutinho, deve permanecer isento nesse processo.


Surpresa na semana

O prefeito Veneziano Vital pretende encerrar as festividades dos 146 anos de emancipação política de Campina Grande com uma surpresa artística. O nome está sendo sondado e deverá ser divulgado até terça ou quarta-feira, 27. O show deverá acontecer no Parque do Povo até sábado.

Distorções propositais?

A cada dia espanta-me a capacidade de alguns companheiros de imprensa, ditos imparciais, em deturparem as informações apenas para atender interesses seus e de grupos políticos.

O caso mais recente foi o conflito entre as Polícias Federal e Militar, na Rua Major Belmiro, no bairro São José (em Campina Grande), na semana passada. Alguns colegas e TVs divulgaram que comandantes de Batalhões foram levados à sede da PF para prestar esclarecimentos.

Nada disso aconteceu. Estava no local e vi que militares e federais fizeram um acordo para levar um veículo para ser revistado na sede da PF para dirimir dúvidas quanto ao que havia no seu interior. Está muito difícil acreditar em credibilidade quando se acessa alguns portais, ouvir alguns programas de rádio ou assistir à TV.

Quatro contra um milhão?

Ficou muito feio para a TV Paraíba dizer no Bom Dia Paraíba que a votação no TSE, referente à impugnação do registro de candidatura do ex-governador Cássio, foi quatro votos contra um milhão. Ao divulgar tal absurdo, a emissora afiliada à Globo (que funciona mediante concessão pública), assume as cores do candidato do PSDB, em detrimento dos milhares de telespectadores que assistem a programação todos os dias e que são eleitores, é verdade, de diferentes siglas partidárias. Um absurdo sem precedentes na história televisiva do nosso Estado.

A farsa de Serra

O presidenciável José Serra tem mostrado que também entende de encenação. Aquela de dizer que foi agredido por petistas foi desmontado pela TV. O que bateu em sua cabeça, na verdade, foi uma bolinha de papel. Só que ser aquele ex-governador que até conseguiu eleger o pai deputado federal numa cadeira de rodas graças ao seu tom emotivo ao pedir votos na TV.


Imparcial de mentira

E aquele jornalista (sic) hein? Se julga imparcial. Jura que não precisa nem de A nem de B para sobreviver. Afirma ser o ‘paladino’ da imparcialidade. Mas, na carreata de Ricardo, dia 24 último, em Campina, lá estava ele, fitas laranjas nas mãos, o 40 estampado no peito. Como a mentira tem perna curta...

‘Passe’ valorizado

Recebi e-mail dando conta que uma mãe de Santo conhecida como Renilda (considerada guia espiritual de Ricardo Coutinho), é também uma das auxiliares mais prestigiadas da Prefeitura da Capital, ocupando cargo de confiança.

Segundo a nota, Mãe Renilda já foi diretora do Centro da Cidadania da PMJP, em Cruz das Armas, e atualmente trabalha no setor de articulação da Prefeitura. Ela, pelo que se informa, é filiada ao PSB de Ricardo e já foi candidata a vereadora na capital. O e-mail dá conta que o salário dela na Prefeitura da Capital é gordo. Salário: 9.872,05. Será verdade mesmo? Aguardo respostas?

Ricardo com Serra?

Fiquei surpreso ao ver ‘santinhos’ com as imagens de Ricardo e José Serra. Não dá pra entender, até porque Coutinho, dias atrás, jurava que defendia a candidatura de Dilma. Será que tem algo a ver com a adesão de Cícero Lucena (coordenador da campanha de Serra na Paraíba), à candidatura de Maranhão?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O avanço da Internet e a política brasileira

Os tempos realmente são outros. Não é o mesmo do meu tempo de 10 ou 14 anos. É incrível como o avanço tecnológico, com o advento da Internet, mudou a nossa forma de ver o mundo e até de acompanhar os acontecimentos em nossa cidade e do mundo.

Num só click, ficamos sabendo de tudo em tempo real. Claro que na rede mundial também se encontra muito das porcarias da vida. Tem pornografia adulta e infantil, tem idiota querendo dar uma de intelectual e jornalista que se julga o dono da verdade.

No geral, entendo que a Internet é uma excelente ferramenta para quem a usa para o bem.
No meu caso específico, a Net tem sido uma maravilha. Neste dia 23, por exemplo, acompanhei das 14h até quase duas da madrugada do dia seguinte o julgamento do caso Joaquim Roriz no Supremo Tribunal Federal pela rede mundial de computadores.

Para quem possui boa Internet, a opção foi acompanhar tudo pelos sites que disponibilizam imagem e áudio e excelente definição.

Outra opção foi acompanhar o julgamento pelos portais de Brasília. Um deles dá um show de jornalismo: www.jornaldebrasília.com.br. O site acompanhou o desenrolar da votação com informações em texto a cada 30 segundos, através de uma ‘janela’ criada no Portal especificamente para o caso Roriz.

É graças a Internet que passamos a ter acesso a informação sem censura. A Internet é, na minha humilde concepção, a rede da democracia. Espaço de todos e para todos os gostos.

Sobre o julgamento
O presidente do STF, Peluso definitivamente não gosta de povo. Disse no julgamento do caso Roriz, que não lhe interessava o que pensava a opinião pública.

O ministro Dias Toffoli foi o diferencial no julgamento e responsável por uma dúvida. Crítico contumaz da Ficha Limpa, ele amenizou o discurso. Votou apenas no sentido de jogar para o futuro a aplicação da lei.

De acordo com Toffoli, seria necessário esperar pelo menos um ano da entrada em vigor da lei para impedir as candidaturas. Segundo ele, a exigência está prevista no artigo 16 da Constituição Federal. "O artigo 16 é uma garantia do eleitor", disse.
Argumentou que isso garante que mudanças nas regras eleitorais patrocinadas pelas maiorias não sirvam para excluir adversários das eleições, como ocorria com frequência na ditadura militar. Nesse sentido, votaram também os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

O voto de Gilmar Mendes foi o que mais esquentou o clima do plenário. "Essa regra é cláusula pétrea. O fato de ter-se que esperar um ano é uma segurança para todos. Faz parte de um processo civilizatório, precisa ser respeitado", afirmou. "A história mostra em geral que os totalitarismos se louvam nesse tipo de fundamento ético." E concluiu: "A ditadura da maioria não é menos perigosa para a paz social do que a da minoria."

Marco Aurélio Mello acrescentou: "Vivemos momentos muito estranhos. Momentos em que há abandono a princípios, a perda de parâmetros, a inversão de valores, o dito passa pelo não dito e o certo pelo errado e vice-versa. Nessas quadras é que devemos ter um apego maior pelas franquias constitucionais. E uma dessas franquias nos direciona à irretroatividade da lei."

Aplicação imediata. Cinco ministros - Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie - votaram pela aplicação imediata da lei, ao julgar que a mudança não alterou o processo eleitoral, como visa proteger a Constituição. 

Eles argumentaram que a lei foi aprovada antes das convenções partidárias. As legendas sabiam, portanto, quais eram as regras de inelegibilidade. E deram legenda para fichas-sujas porque quiseram. "Não há direito adquirido à elegibilidade: o direito é definido e aferido a cada eleição, assim como não há direito garantido à reeleição", disse o ministro Ricardo Lewandowski, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mas a restrição que Toffoli fez à lei foi apenas aquela - de que valeria para as próximas eleições. O ministro rejeitou os argumentos dos advogados de Joaquim Roriz de que as novas regras retroagiam para prejudicá-lo e de que estaria violado o princípio da presunção de inocência ao ser considerado inelegível sem condenação pela Justiça.

Algumas notas
- Fiquei estarrecido com a prisão de José Antero Silva Neto, ex-diretor do Presídio do Serrotão, acusado de atrair menores em sua casa para atender seus desejos sexuais. Antero teve uma vida inteira dedicada ao serviço público e também a atividades políticas. Pelo seu comportamento respeitoso, afável, jamais imaginaria que Antero fosse capaz de abusar de menores de idade. Pois é, a vida a cada instante nos proporciona muitas surpresas.

- Cozete Barbosa, ex-prefeita de Campina Grande pelo PT, decidiu entrar de corpo de alma na campanha de Zé Maranhão. A ex-musa do Partido dos trabalhadores tem sido vista nas passeatas com bandeirinha na mão, adesivos por todo o corpo e uma disposição que lembrava aquela Cozete dos tempos do Sintab.

- Por falar em Cozete, os petistas Basílio Carneiro e Vladmior Chaves, da ala denominada de Resistência, não querem nem ouvir falar na ex-prefeita. Acham que Cozete foi a culpada pelo partido ter prejuízos eleitorais ao se aliar ao grupo do então prefeito Cássio Cunha Lima.

- Assisti, sempre que pude, o guia eleitoral de São Paulo. Foi cada figura, a começar por Tiririca, os ex-jogadores Romário e Vampeta, além do humorista Batoré, o cantor Kiko do KLB, o filho do apresentador Raul Gil, entre outros.

- Na Paraíba, bem que poderiam estar na campanha, como candidatos, Shaolin, Zeca Boca de Bacia, Biliu de Campina, Marral, Gavião (que foi candidato a vereador), Galego do Chá, O ‘pensador do Calçadão’ e tantos outros.

- Aqui em nosso Estado o guia mais pareceu programa de humor. Teve um tal de ‘Sapato de fogo’ de Patos, pastor evangélico e que se intitula o ‘desatador de nós’, um tal de Cabrito e tantos outros que me fogem à memória, mas que nada representariam se eleitos fossem. Será o caso de Tiririca?

- Nas passeatas de Vital em Campina, a candidata Tatiana chamou também a atenção por seus atributos bem inerentes à mulher brasileira...Com todo respeito!

- Quem ganhou a eleição para o Senado? Segundo o candidato ao Senado, o cantor Vital Farias, autor da bela ‘Saga da Amazônia’, quem foi vitorioso foi o ‘candidato dinheiro’. No fundo, no fundo, acho que Vital tem certa razão.

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O título será: "Deixem o povo votar ou votem em Barrabás"