sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Ronaldo que conheci


Após certo hiato, inevitável não escrever sobre Ronaldo Cunha Lima – o poeta de Augusto dos Anos.

Em Ronaldo, a alma de poeta falava mais alto e era difícil tentar conciliar a vida de “ilusões” com os ossos do ofício para administrar.

Quando prefeito, Ronaldo era frequentador assíduo do fiteiro ainda hoje instalado em frente ao Palácio do Bispo.

Conta o atual proprietário que Ronaldo, antes das audiências, sempre gostava de tomar uma “branquinha” – para espalhar o sangue.

O poeta não era alcoólatra. Longe disso.

Como todo boêmio – amigo de Asfora e Edvaldo Perico, Ronaldo sempre foi um bom degustador da nossa cachaça. Também jogo nesse time e não vejo nenhum demérito em apreciar o que é bom.

Anos atrás, reencontrei Ronaldo ao lado do humorista Shaolin e outros amigos no Bar da Galinha do bairro do Alto Branco, bem próximo da rádio Panorâmica FM.

Chamou-me a atenção ver Ronaldo, embora doente, fumando muito e tomando algumas doses de uísque.

Contam os amigos mais próximos que Ronaldo, quando Governador, determinou que os ajudantes de ordem sempre servissem do bom uísque a todo campinense que o fosse visitar  na Granja Santana.

Estive lá algumas vezes e nunca tomei do tal uísque.

Conheci Ronaldo bem jovem, apresentado por meu pai – o também poeta Apolônio Cardoso.

Meu pai sempre teve uma relação bem próxima com Ronaldo.

Na gestão municipal houve uma cachaçada na casa de Ronaldo, lá no Alto Branco. Fui até lá, afinal, era muito amigo de Shaolin (então colega de redação no jornal A Palavra).

Recordo-me de um Ronaldo cheio de vida, não se aguentando de rir em ver Shaolin o imitando com os olhos esbugalhados.

Um fato marcante desse dia foi ouvir Shaolin dizer para Ronaldo: “poeta eu só vou sair daqui quando fizer o pai de Josué der alguma risada” – é que meu velho não apreciava muito as piadas do humorista – questão de gosto.

Obviamente que Ronaldo será lembrado pelo bom homem que foi.

Só o fato de ter concebido o Parque do Povo e ter tornado Campina como a cidade do Maior São João do Mundo já é digno de louvores e reconhecimento de todos nós.

Campina ainda terá que prestar uma grande homenagem ao poeta Ronaldo.

Pra encerrar, reproduzo poema feito a duas mãos por dois poetas – Ronaldo e Raimundo Asfora – publicado no blog de Gilbran Asfora (filho de Asfora).

1986, 5 de janeiro, 4h50 da madrugada, Município de São João do Rio do Peixe- PB, hotel Brejo das Freiras, os Poetas Raymundo Asfora e Ronaldo Cunha Lima pegavam mais uma vez o sol com a mão. Pedem um papel, designam uma secretária ah doc e começam a fazer um soneto, dois cérebros, um só pensamento.

SONETO: IMPROVISO DO ETERNO AMOR


 Raymundo Asfora - Amor, que graves coisas, mais antigas
 Ronaldo C. Lima -  Se tornam hoje muito mais presente
                       RA - Será que eu sinto o que acaso sentes?
                       RCL - Se sentes todas emoções, que digas!
                       RA - Amor não sejam palavras só amigas


                        RCL - Sejam paixões eternas e frementes
                        RA - Ah! Muitos mais amor, que agora crentes  
                        RCL - Criamos um caminho, que o sigas.
                   

                       RA - Será o que fizemos de nós dois
                       RCL - E o que fizemos antes, e depois...
                       RA - Tudo será nós mesmos! Namorados!


                      RCL - Um pedaço de vida renascida
                      RA - A união integral da nossa vida.
                      RCL - Nossos sonhos, enfim, realizados.







segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jornalismo e jornalistas

Muito já foi dito sobre jornalismo e jornalistas. Não sou o primeiro e nem serei o último. Trago o assunto à baila apenas para exteriorizar um pouco do que tenho visto ao longo dos meus 25 anos de profissão bem aplicados ao amor a esta cidade que tanto admiro, embora nela não tenha nascido.

Há oito anos presto assessoria de imprensa ao poder público municipal. Não foi a primeira experiência na vida, mas foi a mais longa na minha trajetória.

Em anos anteriores fiz alguma coisa de jornalismo para outros prefeitos, mas algo passageiro, já que meu tempo era exíguo.

Passado esses anos é fácil chegar a uma conclusão sobre jornalismo e jornalistas.

Fazer jornalismo é como quem gosta de futebol. Vira paixão mesmo, daquelas arrebatadoras e que vai se enraizando em nossas vidas de forma inexplicável.

Transforma-se em sacerdócio, embora seja uma atividade pouco rentável e de amargores que às vezes nos deixam com o coração de pedra e desacreditado com as pessoas.

O jornalismo tem várias vertentes e pode provocar sequelas profundas nos profissionais, a depender muito do ramo de atividades em que eles estejam atuando.

A área policial é terrível. Já fiz jornalismo de Polícia e convivi com o que há de mais podre em termos de esfera policial: homens que se aproveitam de bandidos (sic) para mostrar à opinião pública que estão aplicando bem a Lei e outros que conseguem um padrão de vida muito além da sua realidade financeira. Vi muito isso em Campina quando cobri a página policial do Jornal da Paraíba e do Diário da Borborema.

A área política, digo sinceramente, foi algo novo em minha vida. O bom nisso tudo é a conquista de grandes amigos. Nosso relacionamento aumenta extraordinariamente.

Mas a vida política não tem muita diferença de outras áreas.

O jornalista que trabalha com políticos é tido como um ser poderoso. Todos o enxergam como um ser que pode tudo: que tem poderes para conseguir empregos para parentes, que possui os melhores salários e que é babão de primeira grandeza.

Assim sendo, seguindo esse raciocínio, os 12 apóstolos da mesma forma eram babões, já que não apenas seguiam Jesus, mas também eram seus assessores e divulgavam sua obra pelo mundo afora.

E não me imposto quando sou carinhosamente “homenageado” dessa forma. Afinal de contas, como já disseram, que está na chuva é mesmo para se molhar e todos querem atirar pedras no que vai dando certo.

Nesses anos todos vi poucos jornalistas com um padrão de vida razoável. Dá pra contar nos dedos, exemplo do amigo Arimatéa Souza, mas que teve que ralar muito para atingir posição privilegiada. Tem boa escrita, foi “meu” editor no JP, depois para rádio Caturité e hoje tem prestígio enquanto articulista político de jornal, TV e ainda do seu site – o paraibaonline.

No mais, vejo como bem de vida um Helder Moura, com quem tive a honra de trabalhar também no JP, na época dos saudosos Tarcísio Cartaxo e William Ramos Tejo. Tem ainda o caso de Marcos Marinho, que tem um razoável padrão de vida, mas conquistado como funcionário público federal.

Até hoje, mesmo depois de tanto tempo, tem dificuldades de manter viva a chama do jornal A Palavra, que sobrevive graças à existência da Internet.

Muitos vivem em condições difíceis, alguns passando até necessidades para conseguir o alimento diário. E olha que alguns trabalharam com políticos e foram esquecidos pelo tempo, como folhas jogadas ao vento.

Pois bem, resumo da ópera - para não cansar. Os políticos gostam muito de jornalismo e de jornalistas, mas apenas quando eles atendam às suas necessidades e nada mais. São poucos os que valorizam o segmento.

Jornalismo e jornalistas, para muitos da classe política, são acessórios que podem muito bem ser descartados ou muito bem massacrados durante e pós período eleitoral.

E ainda tem gente que diz que em Campina: "Jornalista se paga com um almoço". Dizem as más ou boas línguas, que a frase foi dita pelo saudoso empresário Agostinho Veloso da Silveira, que ‘governou’ a FIEP por quase 40 anos.

Mas não me arrependo nem um pouco de seguir a profissão. Sei que terminarei minha vida aqui na terra sem bens materiais, mas levarei adiante, não sei pra onde, um pouco do que vi e senti – boas ou más reportagens dessa doce "vida marvada".


Michel Teló em Campina
Não é verdade que o cantor Michel Teló estará em Campina no dia 12 próximo. O homem que cuida do São João – Gilson Lira, me disse que é especulação e que nenhum conato foi feito com o artista.

Luan Santana também
Dias atrás divulgaram que Luan Santana estaria em Campina no aniversário de 15 anos da filha do dono do supermercado Rede Compras e que o contrato teria sido fechado em R$ 300 mil. Não sei se a apresentação vai mesmo acontecer neste mês, como andam falando muito no assunto nos colégios particulares campinenses.

De Campina para o Terra
Os jornalistas Lenildo Ferreira, Cláudio Goes e Lauriceia Barros agora são estrelas. Menos mal nesse mundo tão sofrido que é ser jornalista. É que eles estão correspondentes do prestigiado Portal Terra, na cobertura dos festejos juninos de Campina Grande.

A falta de Barbosa
Nesse ano todos têm sentido saudades imensas do grande amigo jornalista Barbosa Júnior, que empresta seu nome à Vila da Imprensa. “Barbosinha”, como era carinhosamente conhecido, foi mais uma vítima do nosso trânsito sem alma.

‘Tarados’ pelo Parque
Os radialisras Abílio José, Juarez Amaral e o tabelião Fechine Dantas estão disputando quem frequenta mais o Parque do Povo este ano. Fechine também está na briga. O ponto está sendo assinado na barraca de Ventura. Soube que a premiação será o direito de comer de graça, quando quiser, no tradicional Bar do Genival

Sobre pesquisa em Campina
Esse comentário vi num site e achei interessante. Confiram: “Comentários apaixonados, fruto da nossa democracia. Mas devemos observar que a médica Tatiana cresceu muito, mesmo sem ser política. Isso deve ser observado. E Romero vem caindo drasticamente, já que Cássio tem mostrado que não transfere esses votos todos em campanha municipal. Assim foi duas vezes contra Veneziano. A indefinição do grupo Cunha em relação a Romero está prejudicando o pré-candidato. Acredito que vai haver polarização entre as duas mulheres - Daniella e Tatiana. A briga das saias promete. Votarei em uma delas. Não tenho a certeza que a filha de Enivaldo vá conseguir superar o rolo compressor quando Veneziano estiver nas ruas, na luta pelo voto. Vai ser parada dura, ah isso vai ser”.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Contra Campina


Campina Grande não realiza festejos juninos e deixou de realizar o Maior São João do Mundo faz tempo. Pelo menos é assim que tenho imaginado após ler e-mail que me foi enviado pela agência de turismo Exitour Turismo, estimulando-me a prestigiar o São João, imaginem vocês, em Santiago do Chile e em Gramado (RS).

Como se não bastasse, no comercial, a empresa ainda utiliza fotografias do São João de Campina Grande, produzidas pelo bom repórter-fotográfico César de Cesário a pedido da Prefeitura Municipal.

Pois bem, a atitude da Exitour, que é uma empresa privada e tem todo o direito de vender seus pacotes para onde bem quiser, afronta, por outro lado, a cidade que realiza o Maior São João do Mundo.

Obviamente que nem todos podem desfrutar das belezas de Gramado, mas não deixa de ser desrespeito oferecer esses pacotes justamente quando Campina começa no dia primeiro seu maior festejo junino – considerado pela Embratur como um dos maiores do País, perdendo apenas para os carnavais do Rio e de Salvador.

Não dimensiono para onde a agência tem enviado seus e-mails, mas a propaganda pode tirar da cidade pessoas com grande concentração de renda.

Uma péssima contribuição ao desenvolvimento da cidade essa oferecida pela Exituor.

Ruiter em Brasília
Há quem diga que a ida de Ruiter Sanção, ex-coordenador da Defesa Civil campinense para o grupo da prefeitável Daniella Ribeiro, teria sido condicionada a um cargo para o mesmo na Defesa Civil Nacional. O padrinho teria sido o Ministro Aguinaldo Ribeiro, irmão da pré-candidata pelo PP.


Guilhotinado?
A ausência do prefeitável Romero Romero Rodrigues (PSDB) na pré-convenção do partido ainda está muito mal contada. Nem mesmo a justificativa de que Cássio estaria doente não convenceu.

Há quem diga que o nome de Romero estaria sendo preterido em favor de Diogo ou outro nome, incluindo-se aí até Rômulo Gouveia.


O forróFest
Incrível como esse tradicional certame de forró não consegue revelar um artista que por ele tenha passado. Segundo me revelou graduado funcionário da TV Paraíba, o problema é que a emissora, após os eventos, nada realiza em benefício dos vencedores. Nem mesmo o artista é entrevistado meses depois.


Continuarei incomodando
Incrível como incomoda essa coluna – dita por um idiota chamado Ricardo como mal escrita. O rapaz pensa que me irrita. Muito pelo contrário amigos, essa atitude pequena, típica de seres sem interior e de língua podre, me agiganta.

Claro que ele não quer dizer isso tudo. Tem tudo a ver simplesmente porque assessoro um dos melhores prefeitos que Campina já teve nos últimos 30 anos.

Os que vivem às custas do poder e só querem enganar o povo, não gostam de mudanças. Eles abominam os que trabalham pelos que são usados como massa de manobra. Eles não querem obras em bairros como Santa Rosa, Araxá, Pedregal, Jeremias, Zepa, Jardim Verdejante, Novo Horizonte, etc.

Eles preferem o povo sofrido, morando na lama. Assim fica mais fácil aparecerem em tempos de eleição para que possam oferecer uma cesta básica ou alguns trocados para a compra de votos. É o que fazem e nada mais.

Caso estejam incomodados, Ricardo ou Géssica ou alguém mais, nem leiam minha coluna. Vão procurar o que fazer. Trabalhar faz bem à saúde.



terça-feira, 22 de maio de 2012

Emoções antecipadas


O jornalista Marcos Marinho disse com muita propriedade que as emoções da política campinense foram antecipadas em muitos meses, coisa que só estávamos acostumados a verificar em meados de julho do processo eleitoral.

É bem verdade que estamos no chamado micro período eleitoral – propício para o fechamento de alianças e massificação dos nomes dos ainda pré-candidatos.

O que chama a atenção de todos é a onda de traições que ocorrem no âmbito das diversas agremiações políticas. Normalmente essa mudança de lado ocorre num eventual segundo turno.

Foi assim em 2004. Três candidaturas despontaram no gosto do eleitor: as de Rômulo Gouveia, Cozete Babosa e a de Veneziano Vital, um novato na briga pela Prefeitura.

Não houve onda de traições como temos observado nos tempos atuais.

Naquele ano, O PT só veio apoiar Veneziano num segundo turno. O partido foi praticamente em bloco dizer que o “Cabeludo” das novas ideias tinha o melhor projeto de governo.

Neste ano a debandada tem sido de todos os lados. Tem petista que ama o PP, que também morre de amores pelo PMDB e até pelo PSDB.

Mas há também peemedebista (s) que ameaçam deitar na mesma cama de pepista e progressista que já declarou apoio ao PMDB.

É a maior salada russa que se tem notícia das bandas de cá
.
Lambendo uma rapadura
O prefeito Veneziano tem dito reiteradamente que está lambendo uma rapadura, torcendo que chegue logo o período eleitoral: “vai ser muito bom ouvir uma parte do PT criticando nosso Governo, pois foram esses mesmos petistas que conosco estiveram por mais de sete anos nas mais variadas ações.

Passarão constrangimento
Conforme o prefeito, os petistas passarão o maior constrangimento do mundo apoiando a candidatura de Daniela: “Imaginem vocês o PT criticando obras como o Plínio Lemos, o Sistema Integrado, a Feira da Prata, as ruas pavimentadas, os CAPs, as farmácias populares, os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias, o novo Parque do Povo, o Museu da Ciência, os mais de 10 concursos que fizemos, a Guarda Municipal, as obras do PAC, etc. Estou ansioso para ver o PT defendendo o fim dessas obras”. 


A foto do PT com Padilha
Em nome da verdade, é importante que se diga que o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na recebeu os petistas para declarar que apoiava a aliança do partido com o PP. Padilha esteve em Campina inaugurando a primeira UPA ao lado do prefeito Veneziano e do Senador Vitalzinho

A tal foto publicada na imprensa foi tirada no aeroporto João Suassuna, momentos antes do embarque do Ministro para Brasília.

Foi apenas um registro fotográfico gentilmente permitido pelo Ministro petista.

Ode a Cozete
Sou testemunha que o prefeito Veneziano sempre tem feito questão de enaltecer as ações da ex-prefeita Cozete Barbosa. O “Cabeludo” disse que não vê problema algum em reconhecer o que ex-gestores fizeram de bom pela cidade, independemente do partido a que pertençam. 

Bruno matador
O filho do deputado Wellington Roberto – o jovem Bruno Roberto, durante evento de apoio ao PMDB, usou e abusou da expressão saudoso ao referir-se a diversos políticos ausentes e presentes na ACI, mesmo eles estando vivos.

Bruno, pelo que soube, foi advertido posteriormente que saudoso refere-se a pessoas já falecidas e que não caberia bem ele assim continuar usando-o nos discursos posteriores. O rapaz pode ser o vice de Tatiana Medeiros.

Faltou povo
Tive a impressão que a pré-convenção do PSDB que não houve em Campina Grande foi a mais esvaziada que o partido já realizou na cidade.

Estive na ACI e constatei um diminutivo número de pessoas, bem distante das grandes aglomerações que o grupo Cunha Lima estava acostumado a realizar nos períodos eleitorais. Terá sido isso o verdadeiro motivo do adiamento do evento político?

Divagando
O PSDB de Campina Grande pode caminhar para um salto no escuro...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nasce um novo PT?



Não sou filiado ao PT, mas nos meus 27 anos de jornalismo pude acompanhar um pouco da trajetória desse partido que tenho uma profunda admiração, por seus conceitos e, principalmente, por sua ideologia de defender um Brasil mais justo.

Recordo-me do PT na gestão municipal Cássio Cunha Lima. Naquela época, destacava-se a aguerrida vereadora Cozete Barbosa, no auge da vida política, sempre a defender bandeiras de lutas dos trabalhadores, notadamente dos servidores municipais.

A mulher ainda não gozava dos mesmos espaços que vivenciamos hoje. Eram duas mulheres a ocupar o cargo de vereadora – Cozete e Maria Lopes Barbosa – a Maria do enfermeiro Manoel Barbosa.

Lembro-me das passeatas promovidas pelo Sintab de Cozete, a cobrar do então prefeito Cássio uma simplória divulgação da lista de servidores e o fim da instituição do abono salarial.

Naquela época, no final da década de 80 e já inicio da década de 90, teve início o processo de privatização da Celb (empresa energética de economia mista) – patrimônio da cidade.

Foram muitas as discussões em torno do tema na “Casa de Félix Araújo”, tendo o PT sido um partido que realmente mostrou aos campinenses os malefícios da venda da Celb. Cozete e o então vereador Veneziano Vital foram os que mais demonstraram indignação com a privatização da Celb.

A venda foi consumada, porém o PT cresceu no conceito popular, ao ponto de conseguir arregimentar votos para ocupar a vice-prefeitura na gestão Cássio.

Creio eu que desmantelo no PT começou a partir dessa aliança PT-PSDB e não com o PMDB.

A união PMDB-PT trouxe importantes benefícios para a cidade, com a ampliação do Programa Bolsa Família, número de creches, recursos para a pavimentação de ruas, obras do PAC, ampliação de programas sociais como Peti, Casa Brasil, etc. E isso tudo sem falar nos cargos conquistados pelo PT na gestão Veneziano.

Vir agora com um discurso de que a mudança ocorreu seguindo a democracia petista de Ser não cola mesmo.

Será um novo PT que está nascendo e ainda não tínhamos conhecimento?

Não pegou bem
Nessa história de rompimento do PT com o PMDB quem não ficou bem na fita foi a minha dileta amiga Socorro Ramalho, mulher de fibra e coragem e que a conheço de longas datas. Ouvi da boca do próprio prefeito Veneziano e de auxiliares seus a insatisfação pelo fato de Socorro apoiar a aliança petista com o PP.

Ramalho, antes ligada a ala de Cozete quando prefeita, foi uma das que apoiou a candidatura de Veneziano naquele ano de 2004.

Nestes pouco mais de sete anos, ocupou diversos cargos na gestão do Cabeludo, passando pela Secretaria de Assistência Social, Amde, ações voltadas para as mulheres e ainda na gerência da Região de Ensino estadual, no Governo Maranhão – indicação pessoal de Veneziano.

Foi ainda adjunta de Educação Municipal e estava sendo cotada para ser Secretária Executiva do Prefeito.

Língua de Tesoura
O radialista Wellington Farias, da Rádio Correio FM, disse que o rompimento do PT com o PMDB campinense foi cafajestice e que tem gente no PT que não honra nem as calças que veste. Vixe!

Governabilidade
Do professor Hermano Nepomuceno: é bom que o PT campinense saiba que a gestão Dilma tem a governabilidade garantida graças ao PMDB.

Flávio implacável
Do professor Flávio Romero, ex-secretário municipal de Educação e pré-candidato a vereador, no seu twitter @flavioromerocg: “Durante estes anos, fui testemunha da forma leal e amiga que Vené tratava Socorro e Peron. Vale tudo pelo poder?”

Olhando pro seu bolso
É incrível e deplorável como alguns jornalistas conduzem programas de rádio e assessorias pensando apenas nos seus interesses pessoais. E ainda tentam passar para a opinião pública que defendem os interesses da coletividade. Papai Noel deixou de enganar menino faz tempo amigos.

Coligação           
Andam dizendo pelas ruas de Campina que existe uma possibilidade de duas importantes legendas políticas se unirem em torno de um projeto comum com vistas as próximas eleições...Será?

Observação
Não quis me referir ao deputado estadual Guilherme Almeida, quando na coluna passada fiz referências a latifundiários que moram no Itararé. Guilherme é exceção, já que tem profundas ligações com as camadas menos favorecidas. É povo e ponto final!

Miséria institucionalizada?
A presidente Dilma acabou de anunciar a criação do Bolsa Estiagem. Tenho dúvidas em relação à viabilidade e eficiência desse programa. Não será a institucionalização da miséria no Brasil?

Problemas sérios de lixo?
Ouvi em programa de rádio que o Governo Veneziano, além de dificuldades na saúde, enfrenta sérios problemas em relação ao lixo. Ando pela cidade, até nas comunidades mais distantes, e tenho visto um município limpo, com exceção de pouquíssimos terrenos baldios, onde pessoas insistem em jogar detritos, mesmo com a boa frequência da coleta domiciliar.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A briga é grande

Incrível a batalha travada entre o Sistema Correio (ex-senador Roberto Cavalcante) e o Sistema Paraíba de Comunicação (ex-vice-governador José Carlos da Silva Jr). No Correio da Paraíba, estouram matérias do tipo: processo contra a São Braz (de propriedade de Zé Carlos) está engavetado na Receita ou ainda TV Paraíba comete crime ambiental; Já o Jornal da Paraíba busca manchar o nome de Cavalcante divulgando matérias dando conta que o Ministério Público Federal pede a cassação da concessão da TV Correio por exibir matéria de um estupro tendo menor como vítima.

Recordo-me que meses atrás o sistema Correio denunciou que Zé Carlos estaria usando hangar do Governo do Estado da Paraíba, no Aeroporto Presidente Castro Pinto, para estacionar avião de sua propriedade sem pagar nenhuma taxa.

Ao que parece, essa ‘briga de cachorro grande’ tem tudo a ver com um suposta guerra de audiência entre os grupos.

O Sistema Correio possui números indicando que a TV Correio e o jornal impresso batem o afiliada da Globo no Estado, principalmente por conta dos programas tidos populares, como o que é comandado por Samuka.

A TV Paraíba padece porque a Globo não cede os espaços para que haja uma maior interatividade com a população. Já na Correio, que é afiliada a Rede Record, tem uma abertura incrível para produzir programas os mais variados. E isso tem feito a diferença na conquista de mais telespectadores.

Aqui pra nós. A TV Paraíba perde pelo fato do telespectador ter que assistir Ana Maria Braga (que virou piada sendo chamada de Ana Maria Brega). É o mesmo padrão há vários anos, sem criatividade, além falar no Louro José, que já está na hora de se aposentar.

E ainda há o agravante na TV Globinho, também pela manhã, que só exibe desenhos animados que estimulam a violência entre as crianças. No outro lado, na TV Correio, um ‘derrame’ de sangue todos os dias nos programas policiais, mas o povo gosta. Prefiro o SBT, com seus desenhos mais amenos.

Qual o próximo round desta ‘guerra’ entre as Redes Correio e Paraíba? Aguardemos os próximos capítulos.


Abílio lá e cá
O deputado Armando Abílio só tem mesmo a cara de matuto, mas de besta não tem nada. Foi aliado de José Maranhão, depois se debandou para o grupo de Ricardo Coutinho e agora pode voltar ao ninho maranhista, mesmo tendo conseguido alguns reais de mídia do Estado para a sua rádio Cidade AM de Esperança. O Poder é bom demais para alguns...



Sintab sem vergonha
O Sintab usa desavergonhadamente servidores municipais para injustamente promover protestos contra o prefeito Veneziano. Nestas dias reuniu alguns 20 agentes de saúde (quando são mais de 500) e foi protestar em frente ao Gabinete do Prefeito. Estranho o movimento, pois foi a gestão do Cabeludo que reconheceu o agente como servidor e ainda o incluiu no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos. Coisas de ano eleitoral. É bom lembrar que o dirigente do Sintab, Napoleão Maracajá (aliado do grupo Cunha Lima), é pré-candidato a vereador.

Bolinha rejeitado
Não me surpreendi de forma alguma quando viu que a Pesquisa Consult indicou que o pré-candidato a prefeito pelo PTB , Artur Bolinha, conta com uma rejeição de 15,2% dos eleitores. Já era esperado...

Pagar por rua pavimentada
Soube dias atrás que moradores da comunidade Itararé se reuniram e se cotizaram para que a rua fosse pavimentada. Dizem que estavam cansados de esperar pelo poder público. O itararé, para quem não sabe, é uma área nobre da cidade, onde residem grandes industriários, fazendeiros, latifundiários em sua maioria e que podem muito arcar com esse custo. E até porque a Prefeitura tem muitas responsabilidades com áreas esquecidas.

Estelizabel agora é Estela
A pré-candidata a prefeita de João Pessoa pelo PSB, Estelizabel Bezerra, diante da dificuldade em pronúncia do seu nome, notadamente pelas camadas mais humildes, agora vem sendo chamada por Estela. Realmente agora ficou mais fácil para tentar alçar voos mais altos midiadicamente falando.








Toda nudez será castigada?
Li na Internet que a Playboy pagaria até R$ 1,5 milhão para ter as belas curvas da atriz Isis Valverde (foto) em suas páginas. Enquanto isso, lutamos todos os dias para tentar ganhar ao mês alguns trocados que não dá nem para pagar as contas normais de consumo diário. Esse País tem cada absurdo...


Escravo sexual: me chama que eu vou
O que seria uma noite normal se tornou em um pesadelo para Dieter S, DJ alemão que foi mantido como escravo sexual durante cinco horas em um apartamento na cidade de Munique, por uma mulher que tinha conhecido horas antes, em um pub local.

- Eu estava tomando uma cerveja no pub depois do trabalho e encontrei essa mulher e a gente se deu bem imediatamente. Ela era bem atraente.

Segundo o jornal alemão TZ, Dieter foi por vontade própria com a mulher até o apartamento onde foi mantido refém. Depois de passar um tempo no local, quando fez sexo consensual com a acusada, ele foi impedido de ir embora.

- Ela era louca por sexo e não havia maneira de sair do apartamento.

Dieter foi obrigado a fazer sexo com a mulher várias vezes durante as horas que ficou preso. Para impedir que ele fosse embora, a mulher trancou a porta do apartamento e escondeu a chave.

- Eu percebi que estava preso e tinha que continuar até que ela adormecesse. Então, nós fizemos sexo mais cinco vezes.

Dieter diz que pensou em tentar fugir pela sacada, mas que o lugar era muito alto. Assim que a mulher dormiu, Dieter foi para a varanda e fez uma ligação de emergência para a polícia, que chegou 10 minutos depois.

Segundo a polícia de Munique, a acusada ainda propôs que os oficiais a acompanhassem em “atividades relacionadas”, e não teve sucesso.

A mulher foi levada sob custódia e liberada mais tarde.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Saudades do meu tempo


Dizem que quando a gente começa a falar do passado é um dos sinais de quem está começando a ficar um pouco velho. Será mesmo?

Bem, isso não importa mesmo. Mas deu uma vontade danada de falar do passado, notadamente nesses tempos tão difíceis, da compreensão da vida, das atitudes humanas, dos seus conceitos sobre relacionamentos e na nova forma do homem  buscar a sobrevivência.
Claro que é comum da natureza humana a busca incessante pela melhoria da qualidade de vida. E isso passa necessariamente pela necessidade de se querer conquistar melhores salários e um padrão de vida melhor.

O grande problema é que as pessoas estão buscando essa conquista por meios cada vez mais escusos. O TER passou a ser moeda principal.

Nunca vi tanta sanha em se querer as coisas materiais desta vida tão frágil e passageira. É comum o jovem querer o celular mais moderno, a calça mais transada, a moto mais potente ou o tênis cada vez mais distante da realidade salarial dos pais.

Duvido que algum jovem queira o celular ou a calça jeans comprada em uma loja que não seja de marca. E ai do pai ou da mãe se não atender o apelo. Corre o risco de ser espancada literalmente. Claro que existem as exceções que fogem à regra.

No meu tempo e na época de alguns leitores que me acompanham, tudo era bem diferente. Os nossos desejos eram diferentes. Éramos felizes em ir ao cinema, em ler o gibi do zorro e brincar de “barra-bandeira” com os amigos. Nos tempos da adolescência ir ao Parque Maia era o programa preferido.

Naquele tempo escola particular praticamente não existia. O forte era a escola pública. Fui aluno do Polivalente, antes do Grupo Escolar do antigo Convento do Catolé. Nossos pais não tinham que desembolsar uma fortuna para comprar livros ou pagar até R$ 200 ou  mais para levar o filho no carro escolar para o estabelecimento de ensino.

Nas décadas de 70, 80 e 90, ouvíamos Roberto, Frank Sinatra, Júlio Iglesias, Abba, Beatles, Vando, Diana Ross, Ritchie, Carpenters, Trepidant’s,  Simone, Vanusa, Gal, Alcione, Elvis, Raul Seixas, Altemar Dutra, Luiz Gonzaga, Kid Abelha. E quando queríamos ouvir algo mais envolvente, tínhamos hit’s como o tema de Emanuelle.

E hoje, na minha concepção, vivemos o que há de mais degradante na música brasileira. É a geração do besteirol e da apelação sexual. É um tal de Kuduro; Enfica; Eu quero Tchu, eu Quero Tchá e umas porcarias executadas por uma banda  chamada Aviões do Forró.

E tudo isso está associado ao consumo desenfreado de drogas, muito álcool, nudez e muito mais.

Claro que temos bons artistas da nova geração que tentam sobreviver em meio à avalanche de porcarias musicais que recebem o apoio da mídia. Uma Maria Rita, por exemplo, tinha agenda para cantar em Campina Grande no ano passado, mas o show foi cancelado por ausência de público na compra de ingressos. Se fosse Calypso (com a voz estridente e desafinada da Joelma), a festa estaria garantida.

Fiz questão de falar um pouco do meu passado apenas para externar minha preocupação ante o futuro que se avizinha. Haverá espaço para a honestidade? Será que teremos de pagar até para dizer olá ou bom dia?

Estamos tão preocupados em ganhar mais dinheiro e passar a perna no próximo que perdemos a essência da vida: que é viver em sociedade e em harmonia.

Tenho visto uma sociedade cada vez mais desagregada. As pessoas estão se trancando em si mesma. Não confiamos mais em ninguém. Qualquer uma que passa na nossa frente é suspeito em alguma coisa. Pode ser um ladrão ou não.

O mundo globalizou-se no medo e se entregou ao capitalismo selvagem. Exagerei?