sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O 'bom' menino?
Concordo com o Senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Ele tem mesmo é que se aliar ao grupo do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, caso contrário estará fadado a insucessos políticos futuros.
Dizem que lá em Brasília Cássio tem sido um grande "amigo" do também Senador Vital Filho.
Amigos jornalistas me confidenciaram que Cássio e Vital são vistos constantemente tomando um cafezinho juntos na lanchonete do Congresso, com conversas amenas é verdade, mas que demonstram que as duas famílias - Cunha Lima e do Rêgo, já não mais trilham pela cartilha da discórdia.
Ainda dizem que existe um tal acordo entre os grupos políticos . Como Cássio está inelegível para ser candidato a governador em 2014, o apoio seria dado a Veneziano, para que em 2018 Cunha Lima possa retornar ao Palácio da Redenção.
Em contrapartida, em 2018, Cássio apoiaria Veneziano para o Senado.
Se esse tal acordo foi feito não sei, mas os campinenses estão gostando muito dessa ideia de Veneziano e Cássio se unirem. Muitos consideram que Campina sairia fortalecida com essa união.
Na minha humilde opinião, acho que Cássio está buscando se aproximar de Vitalzinho e Veneziano tão somente porque está em mal lençóis após ter apoiado o nome de Ricardo Coutinho ao Governo do estado.
Cássio, que não é burro, teme prejuízos eleitorais na campanha municipal deste ano e pensa em 2014. Menino besta esse hein?
Saudades do Regime?
Com todo respeito que tenho à Justiça Eleitoral, mas considero um absurdo a intervenção dos fiscais para coibir o uso de mini-trios por parte dos candidatos.
Qual o problema no uso desses mini-trios?
Acho que a Justiça deveria se preocupar com questões maiores, como a compra de votos que já começou e está sendo feita na periferia em plena luz do dia por vários representantes de inúmeros políticos.
Discurso velho
É lamentável acompanhar os discursos de alguns candidatos a prefeito ou a vereador no guia eleitoral. Defender uma Campina livre da perseguição ou uma Campina melhor soa a demagogia e nada mais.
Afinal de contas, Campina desde 2005 ganhou novos ares e é destaque nacional por sua pujança econômica. É uma cidade atrevida e não vai se deixar levar por aventureiros ou por falsos amores.
Errei
Na coluna anterior registrei que o dono do Jornal da Paraíba, Zé Carlos, teria sido vice de Ronaldo Cunha Lima. Na verdade, Zé foi vice de Wilson Braga e suplente de Senador de Cunha Lima. Só não tiro a subserviência do homem do JP em sempre dirigir matérias em favor do grupo cassista.
Da Bíblia Sagrada
Esperar não é perder tempo, é ter a certeza que há um tempo certo para tudo.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O jornalismo tendencioso do JP
É incrível como o Jornal da Paraíba, ao avaliar os números da
última pesquisa Ibope, se posiciona favorável à candidatura de Romero
Rodrigues. Plausível a defesa pro PSDB, até porque o JP, historicamente, por
mais de 20 anos, sempre foi aliado dos tucanos.
Basta dizer que o dono do jornal, o empresário José Carlos
da Silva Júnior, foi vice-governador do então Governador Ronaldo Cunha Lima e
faturou muito com a venda de carros de suas concessionárias para o Governo do
Estado.
Na edição do último dia 19 o sociólogo e articulista (sic)
Luiz Ernani Torres, chega ao absurdo de dizer em artigo de meia página que
Daniella tem mais espaço para crescer que Tatiana.
Segundo ele, Tatiana corre o risco de aumentar a rejeição
junto ao percentual de 31% dos indecisos.
Análise equivocada e eivada por interesse particular nada
mais.
O sociólogo ainda tem a indecência de dizer que nem a
máquina administrativa e nem o apoio do influente grupo Vital do Rêgo estão
conseguindo alavancar a candidatura de Tatiana, o que é uma inverdade.
Antes de apresentar o nome de sua preferência, Tatiana aparecia nas pesquisas com apenas 3%. Hoje, na estimulada, aparece com 15% e Daniella caiu para 13%.
O sociólogo só tem uma acertiva em seu texto em defesa de
Romero: que a candidatura do PSDB apresenta-se forte graças à influência que o
Senador Cássio Cunha Lima ainda ostenta na cidade.
O articulista só omitiu um dado que deve ser observado: que
em 2004 e em 2008, mesmo Cássio usando a máquina (era Governador na época) e
com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa e da presidência da Câmara
Municipal campinense, Veneziano conseguiu duas vitórias, aumentando a margem de
votos no último pleito.
As pérolas do JP
Para não acharem que o comentário acima segue-se em defesa
de Tatiana, gostaria que os meus leitores se debruçassem na leitura do artigo de
Flávio Lúcio, que escreve periodicamente para o site “ParaibaOnline”.
O articulista destaca a análise equivocada e tendenciosa feita pelo Jornal da Paraíba sobre os números do Ibope. Daqui em diante, o que se escreve é de autoria de Flávio Lúcio. Acompanhem abaixo.
IBOPE, Consult e as "pérolas" do JP Online sobre a eleição de
CG
Nesta sexta
(17/08), tomamos conhecimento de duas pesquisas sobre as intenções de voto para
a Prefeitura de Campina Grande. Tanto a Consult-Correio como a do IBOPE-Sistema
Paraíba sinalizam o crescimento de Romero Rodrigues em primeiro lugar, supera a
marca dos 30%, associada à queda de Daniela Ribeiro, e a manutenção do
crescimento lento, mas constante, de Tatiana Medeiros, que caminha para
ultrapassar a candidata do PP e se firmar como principal antagonista do grupo
Cunha Lima no segundo turno.
Os números das duas pesquisas sinalizam, portanto, que o candidato do PSDB começa a incorporar a influência eleitoral que tem tradicionalmente a família Cunha Lima no município, o que já é suficiente por si só para colocá-lo no segundo turno.
Por outro lado, Daniela Ribeiro começa a perder fôlego, exatamente no momento mais crucial da campanha, quando começa o Guia Eleitoral na TV e os eleitores começam a se definir em massa.
Já Tatiana Medeiros, a mais desconhecida das candidatas, mantém um ritmo de crescimento que provoca a sensação de consistência de sua candidatura e, mais importante, demonstra finalmente, o que nesse caso é mais importante, viabilidade eleitoral. Desde que foi anunciada candidata do PMDB, a cada pesquisa Tatiana cresce, sem grandes saltos, ao passo que sua principal concorrente para uma das vagas no segundo turno, Daniela Ribeiro, manteve-se estagnada e agora começou a cair.
Ou seja, o cenário está montado para que a verdadeira disputa dessa eleição em Campina Grande se estabeleça: a disputa entre Cássio Cunha Lima e Veneziano Vital pela hegemonia na Rainha da Borborema, o que eu venho apontando como o pesadelo eleitoral de Daniela Ribeiro.
Mantido esse quadro, Tatiana Medeiros e Romero Rodrigues tenderão a mirar um no outro e a polarização deixará de ser mera projeção e se efetivará na prática, o que deixará Daniela Ribeiro em situação difícil, porque o seu potencial eleitor tenderá a se definir em função da disputa principal. Ou Daniela cria um fato político urgente ou tenderá a ficar falando sozinha, sem antagonista com que debater. E essa sensação de esquecimento por parte dos adversários é fatal.
Rejeição: números do IBOPE chegam a 171%
Vou agora dá uma de ombudsman do Jornal da Paraíba. Além da diferença pró-Romero Rodrigues de mais de 3% em relação à Consult, existe uma grande e, pode-se dizer, grave diferença em relação à rejeição dos candidatos em Campina Grande. Se na Consult, a rejeição de Tatiana Medeiros é de 21,85%, no IBOPE ela chega a 36%. Pode-se argumentar que são diferenças de metodologia. E são mesmo.
Enquanto a Consult só deve perguntar uma vez em quem o eleitor não vota, o IBOPE deve dar a ele uma segunda opção. Daí, o festival de rejeição. E daí, o mote para o Jornal da Paraíba ressaltar que “Romero dispara” e “Tatiana lidera rejeição”.
Ou seja, para o jornal, que não esclarece em momento algum os critérios usados pelo IBOPE sobre a metodologia utilizada para chegar ao percentual de rejeição dos candidatos, é mais importante a rejeição de Tatiana Medeiros do que empate técnico no segundo lugar, que acontece pela primeira vez nessa campanha.
Na espontânea, Tatiana Medeiros ultrapassa Daniela
Além disso, agora na internet, o Jornal da Paraíba dá um inexplicável destaque ás avessas aos números da espontânea. Ao invés de, nesse quesito, ressaltar a ultrapassagem de Tatiana Medeiros sobre Daniela Ribeiro, o JP Online prefere ressaltar a “possibilidade”, hoje distante e improvável, de Romero Rodrigues vencer no primeiro turno.
Quais são os números? “Romero tem 24% das intenções de voto na espontânea, Daniella, 13% e Tatiana 15%”. Cito ipsi literis para você notar a disposição dos candidatos. Apesar de Tatiana Medeiros, na pesquisa espontânea, ter dois pontos a mais que Daniela Ribeiro, a candidata do PMDB é citada em terceiro. Não vou dizer que foi um erro matemático, mas jornalístico.
Entretanto, o mais grave é a conclusão a respeito desses números: “Eleição em Campina Grande pode se decidida no 1º turno”(!), que bem poderia ser “Romero pode vencer no primeiro tuno.” Primeiro, qualquer eleição pode ser definida no primeiro turno.
Mas, no caso de Campina Grande é a primeira vez que alguém ousa fazer essa afirmação. E baseado em quê? Na citação espontânea dos candidatos e na “rejeição” à candidata do PMDB. Tudo muito automático – e também muito conveniente para o candidato cassista. Fundado em “possibilidades” e com 31% de indecisos na espontânea, até Arthur Bolinha pode ir para o segundo turno.
As pérolas do JP Online
O texto, publicado ontem no JP Online, é uma sucessão de perólas que deve entrar para os anais da anáise política paraibana pelas conclusões a que chega diante dos números revelados pelo IBOPE. São tantas que ficou difícil até excluir partes do texto.
Elas são citadas abaixo, seguidas de alguns comentários meus. Quem quiser conferir, é só clicaraqui
“A análise dos percentuais de intenção de votos da pesquisa Ibope, tanto espontânea quanto estimulada, tendenciam uma vitória mais provável do candidato Romero Rodrigues (PSDB).” Tendenciam? O que é isso? Estamos há dois meses da eleição e o JP já estabelece uma tendência quase inexorável de vitória de um dos candidatos? Isso pode acontecer? Claro que pode. Mas alguém em sã consciência acredita que isso hoje é o “mais provável”?
“Constatamos que os 24% (...) de Romero Rodrigues quase equivalem à soma de seus dois principais adversários” – que são mulheres – 28%. O “analista” só esqueceu de dizer que 4% representa quase 17 % do percentual de Rodrigues.
“A tendência para o sucesso de Romero Rodrigues se fortalece no sentimento da população porque 40% dos eleitores acham que o tucano ganhará as eleições, contra 19% para Daniella e 15% para Tatiana; nesse cenário, a diferença de Romero para suas principais opositoras é muito significativa.” Tem certeza que esse texto não foi escrito por algum assessor de Romero Rodrigues? Desculpem-me, mas isso pode ser chamado de uma abordagem jornalística sobre os números de uma pesquisa? Tendência de sucesso porque a expectativa de vitória é maior para o tucano? Essa é nova, reconheçamos. E “sentimento” da população? Agora pesquisa mede “sentimento...
“Apesar de estar tecnicamente empatada com Daniella, a candidata peemedebista, por agregar uma rejeição de 36%, embora seja bem conhecida por somente 21% da população, conta com muito menos espaço para conquistar os eleitores indecisos. Neste cenário, Tatiana corre o risco de ampliar sua rejeição na medida em que procure aumentar sua visibilidade pessoal junto aos indecisos.” Ou seja, diferente de Romero, a “tendência” de Tatiana Medeiros é aumentar a rejeição entre os indecisos, e não intenção de voto, que é o que normalmente acontece. O “analista” não esconde nem o tamanho do bico. O que diria ele sobre a rejeição atual de José Serra em São Paulo, que é de 37%, segundo o próprio IBOPE? Diria que Serra já perdeu a eleição?
“No caso de Tatiana, constata-se que nem a máquina administrativa e nem o apoio do influente grupo político Vital do Rêgo estão conseguindo alavancar sua candidatura”. É, a julgar pelas conclusões anteriores, o “analista” deve ter razão, já que uma candidata que tinha 4% em janeiro e hoje chega aos 20% foi qualquer coisa, menos alavancada, mas cresceu para baixo. Como se diz por aí: o pior cego é aquele que não quer ver.
“Era de se esperar que uma candidata escolhida para suceder um prefeito que recebeu uma avaliação positiva de 51% da população contra somente 15% de ruim e péssimo estivesse melhor colocada nas intenções de voto. Conclui-se que, até agora, o prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) não está transformando sua popularidade em votos para a candidata que escolheu para sucedê-lo.” É mesmo. Dilma Rousseff é um bom exemplo disso. A atual Presidenta do Brasil disparou nas pesquisas no exato instante em que Lula anunciou seu apoio a ela. E isso porque Rousseff tinha uma baixa rejeição, que, se não me engano, era próxima dos 30%. Mas, o que são fatos! Vale a interpretação deles, não é verdade?
“Além de sua baixa rejeição (22%!), o tucano soma duas fortes influências políticas. A primeira é o vice de sua chapa, Ronaldo Cunha Lima Filho, o que se constitui em forte apelo eleitoral, e o segundo é o indiscutível prestígio do senador Cássio Cunha Lima.”
Precisa dizer mais nada?
Os números das duas pesquisas sinalizam, portanto, que o candidato do PSDB começa a incorporar a influência eleitoral que tem tradicionalmente a família Cunha Lima no município, o que já é suficiente por si só para colocá-lo no segundo turno.
Por outro lado, Daniela Ribeiro começa a perder fôlego, exatamente no momento mais crucial da campanha, quando começa o Guia Eleitoral na TV e os eleitores começam a se definir em massa.
Já Tatiana Medeiros, a mais desconhecida das candidatas, mantém um ritmo de crescimento que provoca a sensação de consistência de sua candidatura e, mais importante, demonstra finalmente, o que nesse caso é mais importante, viabilidade eleitoral. Desde que foi anunciada candidata do PMDB, a cada pesquisa Tatiana cresce, sem grandes saltos, ao passo que sua principal concorrente para uma das vagas no segundo turno, Daniela Ribeiro, manteve-se estagnada e agora começou a cair.
Ou seja, o cenário está montado para que a verdadeira disputa dessa eleição em Campina Grande se estabeleça: a disputa entre Cássio Cunha Lima e Veneziano Vital pela hegemonia na Rainha da Borborema, o que eu venho apontando como o pesadelo eleitoral de Daniela Ribeiro.
Mantido esse quadro, Tatiana Medeiros e Romero Rodrigues tenderão a mirar um no outro e a polarização deixará de ser mera projeção e se efetivará na prática, o que deixará Daniela Ribeiro em situação difícil, porque o seu potencial eleitor tenderá a se definir em função da disputa principal. Ou Daniela cria um fato político urgente ou tenderá a ficar falando sozinha, sem antagonista com que debater. E essa sensação de esquecimento por parte dos adversários é fatal.
Rejeição: números do IBOPE chegam a 171%
Vou agora dá uma de ombudsman do Jornal da Paraíba. Além da diferença pró-Romero Rodrigues de mais de 3% em relação à Consult, existe uma grande e, pode-se dizer, grave diferença em relação à rejeição dos candidatos em Campina Grande. Se na Consult, a rejeição de Tatiana Medeiros é de 21,85%, no IBOPE ela chega a 36%. Pode-se argumentar que são diferenças de metodologia. E são mesmo.
Enquanto a Consult só deve perguntar uma vez em quem o eleitor não vota, o IBOPE deve dar a ele uma segunda opção. Daí, o festival de rejeição. E daí, o mote para o Jornal da Paraíba ressaltar que “Romero dispara” e “Tatiana lidera rejeição”.
Ou seja, para o jornal, que não esclarece em momento algum os critérios usados pelo IBOPE sobre a metodologia utilizada para chegar ao percentual de rejeição dos candidatos, é mais importante a rejeição de Tatiana Medeiros do que empate técnico no segundo lugar, que acontece pela primeira vez nessa campanha.
Na espontânea, Tatiana Medeiros ultrapassa Daniela
Além disso, agora na internet, o Jornal da Paraíba dá um inexplicável destaque ás avessas aos números da espontânea. Ao invés de, nesse quesito, ressaltar a ultrapassagem de Tatiana Medeiros sobre Daniela Ribeiro, o JP Online prefere ressaltar a “possibilidade”, hoje distante e improvável, de Romero Rodrigues vencer no primeiro turno.
Quais são os números? “Romero tem 24% das intenções de voto na espontânea, Daniella, 13% e Tatiana 15%”. Cito ipsi literis para você notar a disposição dos candidatos. Apesar de Tatiana Medeiros, na pesquisa espontânea, ter dois pontos a mais que Daniela Ribeiro, a candidata do PMDB é citada em terceiro. Não vou dizer que foi um erro matemático, mas jornalístico.
Entretanto, o mais grave é a conclusão a respeito desses números: “Eleição em Campina Grande pode se decidida no 1º turno”(!), que bem poderia ser “Romero pode vencer no primeiro tuno.” Primeiro, qualquer eleição pode ser definida no primeiro turno.
Mas, no caso de Campina Grande é a primeira vez que alguém ousa fazer essa afirmação. E baseado em quê? Na citação espontânea dos candidatos e na “rejeição” à candidata do PMDB. Tudo muito automático – e também muito conveniente para o candidato cassista. Fundado em “possibilidades” e com 31% de indecisos na espontânea, até Arthur Bolinha pode ir para o segundo turno.
As pérolas do JP Online
O texto, publicado ontem no JP Online, é uma sucessão de perólas que deve entrar para os anais da anáise política paraibana pelas conclusões a que chega diante dos números revelados pelo IBOPE. São tantas que ficou difícil até excluir partes do texto.
Elas são citadas abaixo, seguidas de alguns comentários meus. Quem quiser conferir, é só clicaraqui
“A análise dos percentuais de intenção de votos da pesquisa Ibope, tanto espontânea quanto estimulada, tendenciam uma vitória mais provável do candidato Romero Rodrigues (PSDB).” Tendenciam? O que é isso? Estamos há dois meses da eleição e o JP já estabelece uma tendência quase inexorável de vitória de um dos candidatos? Isso pode acontecer? Claro que pode. Mas alguém em sã consciência acredita que isso hoje é o “mais provável”?
“Constatamos que os 24% (...) de Romero Rodrigues quase equivalem à soma de seus dois principais adversários” – que são mulheres – 28%. O “analista” só esqueceu de dizer que 4% representa quase 17 % do percentual de Rodrigues.
“A tendência para o sucesso de Romero Rodrigues se fortalece no sentimento da população porque 40% dos eleitores acham que o tucano ganhará as eleições, contra 19% para Daniella e 15% para Tatiana; nesse cenário, a diferença de Romero para suas principais opositoras é muito significativa.” Tem certeza que esse texto não foi escrito por algum assessor de Romero Rodrigues? Desculpem-me, mas isso pode ser chamado de uma abordagem jornalística sobre os números de uma pesquisa? Tendência de sucesso porque a expectativa de vitória é maior para o tucano? Essa é nova, reconheçamos. E “sentimento” da população? Agora pesquisa mede “sentimento...
“Apesar de estar tecnicamente empatada com Daniella, a candidata peemedebista, por agregar uma rejeição de 36%, embora seja bem conhecida por somente 21% da população, conta com muito menos espaço para conquistar os eleitores indecisos. Neste cenário, Tatiana corre o risco de ampliar sua rejeição na medida em que procure aumentar sua visibilidade pessoal junto aos indecisos.” Ou seja, diferente de Romero, a “tendência” de Tatiana Medeiros é aumentar a rejeição entre os indecisos, e não intenção de voto, que é o que normalmente acontece. O “analista” não esconde nem o tamanho do bico. O que diria ele sobre a rejeição atual de José Serra em São Paulo, que é de 37%, segundo o próprio IBOPE? Diria que Serra já perdeu a eleição?
“No caso de Tatiana, constata-se que nem a máquina administrativa e nem o apoio do influente grupo político Vital do Rêgo estão conseguindo alavancar sua candidatura”. É, a julgar pelas conclusões anteriores, o “analista” deve ter razão, já que uma candidata que tinha 4% em janeiro e hoje chega aos 20% foi qualquer coisa, menos alavancada, mas cresceu para baixo. Como se diz por aí: o pior cego é aquele que não quer ver.
“Era de se esperar que uma candidata escolhida para suceder um prefeito que recebeu uma avaliação positiva de 51% da população contra somente 15% de ruim e péssimo estivesse melhor colocada nas intenções de voto. Conclui-se que, até agora, o prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) não está transformando sua popularidade em votos para a candidata que escolheu para sucedê-lo.” É mesmo. Dilma Rousseff é um bom exemplo disso. A atual Presidenta do Brasil disparou nas pesquisas no exato instante em que Lula anunciou seu apoio a ela. E isso porque Rousseff tinha uma baixa rejeição, que, se não me engano, era próxima dos 30%. Mas, o que são fatos! Vale a interpretação deles, não é verdade?
“Além de sua baixa rejeição (22%!), o tucano soma duas fortes influências políticas. A primeira é o vice de sua chapa, Ronaldo Cunha Lima Filho, o que se constitui em forte apelo eleitoral, e o segundo é o indiscutível prestígio do senador Cássio Cunha Lima.”
Precisa dizer mais nada?
terça-feira, 24 de julho de 2012
O passado contagia o futuro?
Concordo com o colega Helder Moura, no caso
de Campina Grande, o passado contagia o futuro.
Refiro-me ao pedido feito por três juízes
eleitorais para que as tropas federais acompanhem o processo eleitoral em
Campina Grande.
Considero um exagero, embora admita que a briga
pelo poder em Campina sempre tem sido além da conta, com excessos, notadamente
da militância política.
O episódio mais grave na cidade, em tempos de
política, aconteceu em julho de 1950 e ficou conhecido como a “Chacina da Praça
da Bandeira”.
Conta o site Retalhos Históricos de Campina
Grande que naquele ano, Campina receberia figuras ilustres da política local
para inauguração do sutuoso novo prédio dos Correios e Telégrafos (o atual), em
plena campanha eleitoral, em um showmício com palanque montado na Praça da
Bandeira.
Tudo começou ainda à luz do dia, quando
entusiastas e correligionários da UDN (União Democrática Nacional), liderados
por Argemiro de Figueiredo iniciaram uma passeata pelas ruas campinenses, à
partir da entrada da cidade, em Santa Terezinha.
A marcha coletiva percorreu à partir da Av.
Paulo de Frontin várias ruas até a Praça da Bandeira, local onde se realizara
uma das maiores concentrações políticas de Campina Grande, em toda sua
História.
O fato peculiar fora o fechamento do evento
político com a apresentação de vários artistas da música, popular, consagrados
nacionalmente, como Emilinha Borba, Luiz Gonzaga, conceituados artistas da
áurea Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Como não poderia ser diferente, ao final do
espetáculo, a multidão dispersa aglomera-se em pequenos grupos ao longo do
epicentro da festa, encontrando pelo caminho grupos políticos rivais que se
reuniam em outros pequenos grupos que já demonstravam clima de confronto.
Estes pequenos grupos de pressão assumiram o tom de
provocação e formaram, expontaneamente, um novo movimento que percorreu as ruas
centrais da cidade, em forma de passeata, onde apenas as vozes ardorosas dos
entusiastas deram força aos partícipes.
Após circular estas vias, o movimento retornou à
Praça da Bandeira onde, os líderes da passeata invadiram o palanque montado
para o comício da oposição, ainda decorado com os motivos Udeenistas. Diante de
tamanho atrevimento, começaram os discursos fervorosos onde, não muito tempo
depois, inicia-se a desordem, seguida de pancadaria ao som de disparos de armas
de fogo.
Uma pancadaria generalizada se instalou na Praça da
Bandeira, com a participação popular e da polícia militar; em poucos minutos de
contenda fora registrado um saldo de 03 mortos e cerca de 20 feridos graves e
dezenas de feridos com escoriações leves.
As vítimas fatais foram o bancário Rubens de
Souza Costa, espancado por policiais; o mecânico José Ferreira dos Santos; e
Oscar Coutinho, mecânico da empresa pernambucana que instalava os elevadores do
prédio dos Correios.
Acerca de tamanha tragédia testemunhada, o
escritor Josué Silvestre transcreveu o que registrara o advogado Aluísio
Campos, então presidente do PSB local: "Jamais sofri tamanho
desapontamento. Nunca testemunhara facínoras fardados investirem de modo tão
selvagem sobre o povo para matá-lo friamente."
Testemunhas alegaram que policiais fardados
se ajoelhavam e faziam pontaria em direção à multidão.
Nos tempos atuais não há registros de
natureza grave. Apenas casos isolados, de atritos entre simpatizantes de
candidaturas opostas e nada mais.
O Exército, na minha modesta opinião, só
deveria ser convocado para casos extremados ou ações sociais e humanitárias,
como o combate à marginalidade em grandes centros urbanos; construção de
rodovias, combate à endemias, etc.
Vavá Tomé caridoso
O candidato a vereador Vavá Tomé jura que,
caso sela eleito vereador, vai doar todo o seu salário a instituições de
caridade que combatem o câncer. A decisão foi até registrada no 5º Cartório. Só
falta ele vencer!
É importante lembrar que houve um tempo que
vereador não tinha salário. Acho que era um tempo bem melhor, pois os
parlamentares não tinham a política como meio de vida.
Hoje é bem diferente de antigamente. Alguns
se elegem para ter direito apenas a um bom salário que pode chegar a R$ 10 mil,
incluindo gratificações e verbas destinadas a assessorias parlamentares. E se
for amigo do gestor de plantão ou do Governador, aí as benesses são bem
maiores.
Afronta?
A esposa do ex-governador Tarcísio Burity,
senhora Glauce, está reivindicando que o Governo do Estado batize o Centro de
Convenções de João Pessoa com o nome de Burity, por considerar que o Pólo de
Cabo Branco foi iniciado pelo mesmo e não por Ronaldo Cunha Lima – nome sugerido
por Ricardo Coutinho.
Para quem não se lembra, Ronaldo (já
falecido), airou três vezes contra Burity, no conhecido episódio Gulliver.
São resquícios ainda do triste episódio que manchou
a história política paraibana.
Sinceramente, acho que a homenagem a Ronaldo
poderia ter sido relevada pelo Governador, mesmo a obra tendo tido a ação
efetiva de Cássio Cunha Lima quando Governador.
Romero e Tatiana na frente
Se nas pesquisas o quadro é outro, no twitter
o candidato Romero Rodrigues, está na dianteira com 7.818 seguidores, vindo em
seguida Tatiana Medeiros com 4.545 e logo atrás Daniella Ribeiro com 3.650.
Artur Bolinha só tem 1.803 pessoas lhe seguindo. Pode ser um termômetro para
avaliar posições de cada um no cenário político?
Até a próxima amigos!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
O Ronaldo que conheci
Após certo hiato, inevitável não escrever sobre Ronaldo Cunha Lima – o poeta de Augusto dos Anos.
Em
Ronaldo, a alma de poeta falava mais alto e era difícil tentar conciliar a vida
de “ilusões” com os ossos do ofício para administrar.
Quando
prefeito, Ronaldo era frequentador assíduo do fiteiro ainda hoje instalado em
frente ao Palácio do Bispo.
Conta
o atual proprietário que Ronaldo, antes das audiências, sempre gostava de tomar
uma “branquinha” – para espalhar o sangue.
O
poeta não era alcoólatra. Longe disso.
Como
todo boêmio – amigo de Asfora e Edvaldo Perico, Ronaldo sempre foi um bom
degustador da nossa cachaça. Também jogo nesse time e não vejo nenhum demérito
em apreciar o que é bom.
Anos
atrás, reencontrei Ronaldo ao lado do humorista Shaolin e outros amigos no Bar
da Galinha do bairro do Alto Branco, bem próximo da rádio Panorâmica FM.
Chamou-me
a atenção ver Ronaldo, embora doente, fumando muito e tomando algumas doses de
uísque.
Contam
os amigos mais próximos que Ronaldo, quando Governador, determinou que os
ajudantes de ordem sempre servissem do bom uísque a todo campinense que o fosse
visitar na Granja Santana.
Estive
lá algumas vezes e nunca tomei do tal uísque.
Conheci
Ronaldo bem jovem, apresentado por meu pai – o também poeta Apolônio Cardoso.
Meu
pai sempre teve uma relação bem próxima com Ronaldo.
Na
gestão municipal houve uma cachaçada na casa de Ronaldo, lá no Alto Branco. Fui
até lá, afinal, era muito amigo de Shaolin (então colega de redação no jornal A
Palavra).
Recordo-me
de um Ronaldo cheio de vida, não se aguentando de rir em ver Shaolin o imitando
com os olhos esbugalhados.
Um
fato marcante desse dia foi ouvir Shaolin dizer para Ronaldo: “poeta eu só vou
sair daqui quando fizer o pai de Josué der alguma risada” – é que meu velho não
apreciava muito as piadas do humorista – questão de gosto.
Obviamente
que Ronaldo será lembrado pelo bom homem que foi.
Só
o fato de ter concebido o Parque do Povo e ter tornado Campina como a cidade do
Maior São João do Mundo já é digno de louvores e reconhecimento de todos nós.
Campina
ainda terá que prestar uma grande homenagem ao poeta Ronaldo.
Pra
encerrar, reproduzo poema feito a duas mãos por dois poetas – Ronaldo e
Raimundo Asfora – publicado no blog de Gilbran Asfora (filho de Asfora).
1986, 5 de janeiro, 4h50 da madrugada, Município de
São João do Rio do Peixe- PB, hotel Brejo das Freiras, os Poetas Raymundo
Asfora e Ronaldo Cunha Lima pegavam mais uma vez o sol com a mão. Pedem um
papel, designam uma secretária ah doc e começam a fazer um soneto, dois
cérebros, um só pensamento.
SONETO: IMPROVISO DO ETERNO AMOR
Raymundo
Asfora - Amor, que graves coisas, mais antigas
Ronaldo C.
Lima - Se tornam hoje muito mais presente
RA -
Será que eu sinto o que acaso sentes?
RCL -
Se sentes todas emoções, que digas!
RA - Amor não
sejam palavras só amigas
RCL -
Sejam paixões eternas e frementes
RA -
Ah! Muitos mais amor, que agora crentes
RCL -
Criamos um caminho, que o sigas.
RA -
Será o que fizemos de nós dois
RCL -
E o que fizemos antes, e depois...
RA -
Tudo será nós mesmos! Namorados!
RCL - Um
pedaço de vida renascida
RA -
A união integral da nossa vida.
RCL -
Nossos sonhos, enfim, realizados.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Jornalismo e jornalistas
Muito já foi dito sobre jornalismo e
jornalistas. Não sou o primeiro e nem serei o último. Trago o assunto à baila
apenas para exteriorizar um pouco do que tenho visto ao longo dos meus 25 anos
de profissão bem aplicados ao amor a esta cidade que tanto admiro, embora nela
não tenha nascido.
Há oito anos presto assessoria de
imprensa ao poder público municipal. Não foi a primeira experiência na vida,
mas foi a mais longa na minha trajetória.
Em anos anteriores fiz alguma coisa de jornalismo
para outros prefeitos, mas algo passageiro, já que meu tempo era exíguo.
Passado esses anos é fácil chegar a uma
conclusão sobre jornalismo e jornalistas.
Fazer jornalismo é como quem gosta de
futebol. Vira paixão mesmo, daquelas arrebatadoras e que vai se enraizando em
nossas vidas de forma inexplicável.
Transforma-se em sacerdócio, embora seja
uma atividade pouco rentável e de amargores que às vezes nos deixam com o
coração de pedra e desacreditado com as pessoas.
O jornalismo tem várias vertentes e pode
provocar sequelas profundas nos profissionais, a depender muito do ramo de
atividades em que eles estejam atuando.
A área policial é terrível. Já fiz
jornalismo de Polícia e convivi com o que há de mais podre em termos de esfera
policial: homens que se aproveitam de bandidos (sic) para mostrar à opinião
pública que estão aplicando bem a Lei e outros que conseguem um padrão de vida
muito além da sua realidade financeira. Vi muito isso em Campina quando cobri a
página policial do Jornal da Paraíba e do Diário da Borborema.
A área política, digo sinceramente, foi
algo novo em minha vida. O bom nisso tudo é a conquista de grandes amigos.
Nosso relacionamento aumenta extraordinariamente.
Mas a vida política não tem muita
diferença de outras áreas.
O jornalista que trabalha com políticos
é tido como um ser poderoso. Todos o enxergam como um ser que pode tudo: que
tem poderes para conseguir empregos para parentes, que possui os melhores
salários e que é babão de primeira grandeza.
Assim sendo, seguindo esse raciocínio,
os 12 apóstolos da mesma forma eram babões, já que não apenas seguiam Jesus,
mas também eram seus assessores e divulgavam sua obra pelo mundo afora.
E não me imposto quando sou
carinhosamente “homenageado” dessa forma. Afinal de contas, como já disseram,
que está na chuva é mesmo para se molhar e todos querem atirar pedras no que
vai dando certo.
Nesses
anos todos vi poucos jornalistas
com um padrão de vida razoável. Dá pra contar nos dedos, exemplo do
amigo
Arimatéa Souza, mas que teve que ralar muito para atingir posição
privilegiada.
Tem boa escrita, foi “meu” editor no JP, depois para rádio Caturité e
hoje tem prestígio enquanto articulista político de jornal, TV e ainda
do seu site –
o paraibaonline.
No mais, vejo como bem de vida um Helder
Moura, com quem tive a honra de trabalhar também no JP, na época dos saudosos
Tarcísio Cartaxo e William Ramos Tejo. Tem ainda o caso de Marcos Marinho, que
tem um razoável padrão de vida, mas conquistado como funcionário público
federal.
Até hoje, mesmo depois de tanto tempo,
tem dificuldades de manter viva a chama do jornal A Palavra, que sobrevive
graças à existência da Internet.
Muitos vivem em condições
difíceis, alguns passando até necessidades para conseguir o alimento diário. E
olha que alguns trabalharam com políticos e foram esquecidos pelo tempo,
como folhas jogadas ao vento.
Pois bem, resumo da ópera - para não
cansar. Os políticos gostam muito de jornalismo e de jornalistas, mas apenas
quando eles atendam às suas necessidades e nada mais. São poucos os que
valorizam o segmento.
Jornalismo e jornalistas, para muitos da
classe política, são acessórios que podem muito bem ser descartados ou muito
bem massacrados durante e pós período eleitoral.
E ainda tem gente que diz que em
Campina: "Jornalista se paga com um almoço". Dizem as más ou boas línguas, que a frase foi
dita pelo saudoso empresário Agostinho Veloso da Silveira, que ‘governou’ a
FIEP por quase 40 anos.
Mas não me arrependo nem um pouco de
seguir a profissão. Sei que terminarei minha vida aqui na terra sem bens
materiais, mas levarei adiante, não sei pra onde, um pouco do que vi e senti –
boas ou más reportagens dessa doce "vida marvada".
Michel
Teló em Campina
Não é verdade que o cantor Michel Teló
estará em Campina no dia 12 próximo. O homem que cuida do São João – Gilson
Lira, me disse que é especulação e que nenhum conato foi feito com o artista.
Luan
Santana também
Dias atrás divulgaram que Luan Santana
estaria em Campina no aniversário de 15 anos da filha do dono do supermercado
Rede Compras e que o contrato teria sido fechado em R$ 300 mil. Não sei se a apresentação
vai mesmo acontecer neste mês, como andam falando muito no assunto nos colégios particulares
campinenses.
De
Campina para o Terra
Os jornalistas Lenildo Ferreira, Cláudio
Goes e Lauriceia Barros agora são estrelas. Menos mal nesse mundo tão sofrido
que é ser jornalista. É que eles estão correspondentes do prestigiado Portal Terra,
na cobertura dos festejos juninos de Campina Grande.
A
falta de Barbosa
Nesse ano todos têm sentido saudades imensas do
grande amigo jornalista Barbosa Júnior, que empresta seu nome à Vila da
Imprensa. “Barbosinha”, como era carinhosamente conhecido, foi mais uma vítima
do nosso trânsito sem alma.
‘Tarados’
pelo Parque
Os radialisras Abílio José, Juarez Amaral e o tabelião Fechine Dantas estão disputando quem frequenta
mais o Parque do Povo este ano. Fechine também está na briga. O ponto está
sendo assinado na barraca de Ventura. Soube que a premiação será o direito de
comer de graça, quando quiser, no tradicional Bar do Genival
Sobre
pesquisa em Campina
Esse comentário vi num site e achei
interessante. Confiram: “Comentários apaixonados, fruto da nossa democracia.
Mas devemos observar que a médica Tatiana cresceu muito, mesmo sem ser
política. Isso deve ser observado. E Romero vem caindo drasticamente, já que
Cássio tem mostrado que não transfere esses votos todos em campanha municipal.
Assim foi duas vezes contra Veneziano. A indefinição do grupo Cunha em relação
a Romero está prejudicando o pré-candidato. Acredito que vai haver polarização
entre as duas mulheres - Daniella e Tatiana. A briga das saias promete. Votarei
em uma delas. Não tenho a certeza que a filha de Enivaldo vá conseguir superar
o rolo compressor quando Veneziano estiver nas ruas, na luta pelo voto. Vai ser
parada dura, ah isso vai ser”.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Contra Campina
Campina
Grande não realiza festejos juninos e deixou de realizar o Maior São João do
Mundo faz tempo. Pelo menos é assim que tenho imaginado após ler e-mail que me
foi enviado pela agência de turismo Exitour Turismo, estimulando-me a
prestigiar o São João, imaginem vocês, em Santiago do Chile e em Gramado (RS).
O
forróFest
Incrível como esse tradicional certame de forró não consegue revelar um artista que por ele tenha passado. Segundo me revelou graduado funcionário da TV Paraíba, o problema é que a emissora, após os eventos, nada realiza em benefício dos vencedores. Nem mesmo o artista é entrevistado meses depois.
Como
se não bastasse, no comercial, a empresa ainda utiliza fotografias do São João
de Campina Grande, produzidas pelo bom repórter-fotográfico César de Cesário a
pedido da Prefeitura Municipal.
Pois
bem, a atitude da Exitour, que é uma empresa privada e tem todo o direito de
vender seus pacotes para onde bem quiser, afronta, por outro lado, a cidade que
realiza o Maior São João do Mundo.
Obviamente
que nem todos podem desfrutar das belezas de Gramado, mas não deixa de ser
desrespeito oferecer esses pacotes justamente quando Campina começa no dia
primeiro seu maior festejo junino – considerado pela Embratur como um dos
maiores do País, perdendo apenas para os carnavais do Rio e de Salvador.
Não
dimensiono para onde a agência tem enviado seus e-mails, mas a propaganda pode
tirar da cidade pessoas com grande concentração de renda.
Uma
péssima contribuição ao desenvolvimento da cidade essa oferecida pela Exituor.
Ruiter
em Brasília
Há
quem diga que a ida de Ruiter Sanção, ex-coordenador da Defesa Civil campinense
para o grupo da prefeitável Daniella Ribeiro, teria sido condicionada a um
cargo para o mesmo na Defesa Civil Nacional. O padrinho teria sido o Ministro
Aguinaldo Ribeiro, irmão da pré-candidata pelo PP.
Guilhotinado?
A
ausência do prefeitável Romero Romero Rodrigues (PSDB) na pré-convenção do
partido ainda está muito mal contada. Nem mesmo a justificativa de que Cássio
estaria doente não convenceu.
Há
quem diga que o nome de Romero estaria sendo preterido em favor de Diogo ou
outro nome, incluindo-se aí até Rômulo Gouveia.
Incrível como esse tradicional certame de forró não consegue revelar um artista que por ele tenha passado. Segundo me revelou graduado funcionário da TV Paraíba, o problema é que a emissora, após os eventos, nada realiza em benefício dos vencedores. Nem mesmo o artista é entrevistado meses depois.
Continuarei
incomodando
Incrível
como incomoda essa coluna – dita por um idiota chamado Ricardo como mal escrita.
O rapaz pensa que me irrita. Muito pelo contrário amigos, essa atitude pequena,
típica de seres sem interior e de língua podre, me agiganta.
Claro
que ele não quer dizer isso tudo. Tem tudo a ver simplesmente porque assessoro
um dos melhores prefeitos que Campina já teve nos últimos 30 anos.
Os que
vivem às custas do poder e só querem enganar o povo, não gostam de mudanças.
Eles abominam os que trabalham pelos que são usados como massa de manobra. Eles
não querem obras em bairros como Santa Rosa, Araxá, Pedregal, Jeremias, Zepa, Jardim
Verdejante, Novo Horizonte, etc.
Eles
preferem o povo sofrido, morando na lama. Assim fica mais fácil aparecerem em
tempos de eleição para que possam oferecer uma cesta básica ou alguns trocados
para a compra de votos. É o que fazem e nada mais.
Caso
estejam incomodados, Ricardo ou Géssica ou alguém mais, nem leiam minha coluna.
Vão procurar o que fazer. Trabalhar faz bem à saúde.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Emoções antecipadas
O jornalista Marcos Marinho disse com
muita propriedade que as emoções da política campinense foram antecipadas em
muitos meses, coisa que só estávamos acostumados a verificar em meados de julho
do processo eleitoral.
É bem verdade que estamos no chamado
micro período eleitoral – propício para o fechamento de alianças e massificação
dos nomes dos ainda pré-candidatos.
O que chama a atenção de todos é a onda
de traições que ocorrem no âmbito das diversas agremiações políticas. Normalmente
essa mudança de lado ocorre num eventual segundo turno.
Foi assim em 2004. Três candidaturas despontaram
no gosto do eleitor: as de Rômulo Gouveia, Cozete Babosa e a de Veneziano
Vital, um novato na briga pela Prefeitura.
Não houve onda de traições como temos
observado nos tempos atuais.
Naquele ano, O PT só veio apoiar
Veneziano num segundo turno. O partido foi praticamente em bloco dizer que o
“Cabeludo” das novas ideias tinha o melhor projeto de governo.
Neste ano a debandada tem sido de todos os
lados. Tem petista que ama o PP, que também morre de amores pelo PMDB e até
pelo PSDB.
Mas há também peemedebista (s) que
ameaçam deitar na mesma cama de pepista e progressista que já declarou apoio ao
PMDB.
É a maior salada russa que se tem
notícia das bandas de cá
.
Lambendo
uma rapadura
O prefeito Veneziano tem dito
reiteradamente que está lambendo uma rapadura, torcendo que chegue logo o
período eleitoral: “vai ser muito bom ouvir uma parte do PT criticando nosso
Governo, pois foram esses mesmos petistas que conosco estiveram por mais de
sete anos nas mais variadas ações.
Passarão
constrangimento
Conforme o prefeito, os petistas
passarão o maior constrangimento do mundo apoiando a candidatura de Daniela: “Imaginem
vocês o PT criticando obras como o Plínio Lemos, o Sistema Integrado, a Feira
da Prata, as ruas pavimentadas, os CAPs, as farmácias populares, os
restaurantes populares e as cozinhas comunitárias, o novo Parque do Povo, o
Museu da Ciência, os mais de 10 concursos que fizemos, a Guarda Municipal, as
obras do PAC, etc. Estou ansioso para ver o PT defendendo o fim dessas
obras”.
A
foto do PT com Padilha
Em nome da verdade, é importante que se
diga que o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na recebeu os petistas para
declarar que apoiava a aliança do partido com o PP. Padilha esteve em Campina
inaugurando a primeira UPA ao lado do prefeito Veneziano e do Senador
Vitalzinho
A tal foto publicada na imprensa foi
tirada no aeroporto João Suassuna, momentos antes do embarque do Ministro para
Brasília.
Foi apenas um registro fotográfico gentilmente
permitido pelo Ministro petista.
Ode
a Cozete
Sou testemunha que o prefeito Veneziano
sempre tem feito questão de enaltecer as ações da ex-prefeita Cozete Barbosa. O
“Cabeludo” disse que não vê problema algum em reconhecer o que ex-gestores
fizeram de bom pela cidade, independemente do partido a que pertençam.
Bruno
matador
O filho do deputado Wellington Roberto –
o jovem Bruno Roberto, durante evento de apoio ao PMDB, usou e abusou da
expressão saudoso ao referir-se a
diversos políticos ausentes e presentes na ACI, mesmo eles estando vivos.
Bruno, pelo que soube, foi advertido
posteriormente que saudoso refere-se a pessoas já falecidas e que não caberia
bem ele assim continuar usando-o nos discursos posteriores. O rapaz pode ser o
vice de Tatiana Medeiros.
Faltou
povo
Tive a impressão que a pré-convenção do
PSDB que não houve em Campina Grande foi a mais esvaziada que o partido já
realizou na cidade.
Estive na ACI e constatei um diminutivo
número de pessoas, bem distante das grandes aglomerações que o grupo Cunha Lima
estava acostumado a realizar nos períodos eleitorais. Terá sido isso o verdadeiro
motivo do adiamento do evento político?
Divagando
O PSDB de Campina Grande pode caminhar
para um salto no escuro...
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