segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Foto registra clima de velório no grupo Cunha Lima

A foto publicada no Jornal da Paraíba (veja ao lado), edição de 19 de fevereiro deste ano, de autoria do meu grande amigo repórter-fotográfico Leonardo Silva, mostra muito bem o clima vivido pelo grupo do Governador bi-cassado Cássio Cunha Lima.

Num canto de parede, o Governador, de cara fechada, e bem ao lado, como se estivessem num velório, o ex-deputado que renunciou para não ser julgado pelo STF, Ronaldo Cunha Lima, muito mais preocupado em aparecer na foto; o presidente da Assembléia (triste que só galo um dia antes da morte); Romero Rodrigues, longe da cena, de olhar distante; Ivandro Cunha Lima, este mais compenetrado no assunto; o deputado Ricardo Barbosa, da mesma forma sério; além de vereadores, poucos, e o deputado Rômulo Gouveia, o que aparece de rosto mais feliz. Os demais, com cara mesmo de quem estava naquele local a lamentar a perda de um ente querido.

Para muitos que viram a foto, aquele momento se constituía no enterro político do Governador Cássio enfrenta dois processos de cassação, com um a ser julgado pelo TSE nas próximas semanas. A verdade é que o Governador Cássio estava muito irritado naquele dia. Havia dito a amigos que tinha muito penetra na Fazenda Caiçara.

Cássio chegou à reunião atrasado, falou em unidade, mas não definiu candidato forte para peitar Veneziano. Dizem que o nome sai antes da Semana Santa. Os engraçadinhos do Calçadão dizem que deixaram para o período Santo porque irão escolher o Judas para apanhar de Veneziano. Faz parte da política campinense, sempre muito bem disputada e cheia de ironia de ambas as partes.

Sem comentários
Não dá nem pra publicar os comentários de um leitor, pobre de espírito e frustrado, que me escreve com palavras ofensivas. Sei de onde se originam as mensagens, mas não me importo com elas. Quem já passou o que passei por estar com Veneziano em 2004, o que vier eu tiro de letra. E tem mais, o anonimato é a marca de um covarde. Estão desesperados porque o grupo do desastre e da mentira está em ruínas.

Vivem da verba pública
E tem mais, esse tipo de comentário, às vezes assumido por um tal de Sérgio Almeida, que não é Sérgio coisa nenhuma, entrando nos blogs de Marcos Marinho e do amigo Pedro Freire, mostra muito bem que essas pessoas não têm nenhum respeito pelas pessoas. Também não posso esperar alguma coisa de quem está acostumado a enganar o povo e viver de verbas públicas para sobreviver. Tenho que dá um desconto.

Nem de parteira precisei
Gostaria de dizer para essas pessoas que usam o anonimato, que não me intimido com essas ameaças, nem aqui e nem no rádio, afinal de contas, nasci de 09 meses e nem de parteira precisei. Nasci para ser feliz e lutar contra a enganação de políticos como vocês, que precisam ser banidos da vida pública. Amém!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Processos da PB e o de Santa Catarina: nada a ver

É mesmo incrível como os jornalistas e jornais ligados ao Governador Cássio tentam, de forma absurda e totalmente fora de propósito, fazer uma ligação do caso da cassação do Governador de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB), com o processo envolvendo o alcaide paraibano, Cássio Cunha Lima (PSDB).


Está em tudo que é portal ligado ao esquema cassista, bem como nos jornais impressos. O colunista Agnaldo Almeida, no Diário da Borborema e o Norte deste sábado, dia 23, sintetiza bem a euforia tomada pelo grupo do Governador.

Começa ironizando o clima de festa tomado pelo grupo maranhista após a decisão do vice-procurador Eleitoral, Xavier Pinheiro, que opinou pela cassação de Sua Excelência o Governador da Paraíba, acusado de distribuir mais de 30 mil cheques em período eleitoral, no ano de 2006: Disse que o presidente do TSE, Marco Aurélio, provocou uma grande reviravolta no processo que tem como réu o Governador de Santa Catarina, determinando que o Vice-governador seja ouvido, já que não houve defesa para ele no processo. Segundo o jornalista, o caso daquele Estado é igual ao da Paraíba, pasmem vocês.

Cada caso é um caso. Nada a ver o processo de Santa Catarina com o da Paraíba. E nem precisa ser jurista para chegar a essa conclusão. Qualquer pessoa que tenha um pouco de estudo e bom senso, analisando simplesmente as matérias publicadas no site do Tribunal Superior Eleitoral, também vai chegar a esse entendimento. Claro que é preciso estar antenado com os processos envolvendo o Governador e o vice da Paraíba.

Vamos aos fatos então: em Santa Catarina, a denúncia foi que o Governador teria se utilizado de mídia Governamental para promoção pessoal. Luiz Henrique estava afastado do cargo e em seu lugar comandava o Estado o seu vice, Eduardo Pinho.

O processo originado no próprio TSE, e não no TRE daquele Estado, apresenta denúncia contra o Governador, atingindo posteriormente o seu vice.

No caso da Paraíba, Cássio era Governador do Estado. Estava no poder, igualmente ao seu vice, José Lacerda. Houve denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, com abertura de ampla defesa ao vice-governador, que não convenceu os juízes do Pleno e acabaram cassando-o também. Como pode ser observado, são casos totalmente distintos, o da Paraíba e o de Santa Catarina.

Cássio e José Lacerda foram condenados em um segundo processo, pela utilização do jornal a União. Ambos estavam no exercício pleno do poder. Seus advogados apresentaram defesa no Tribunal Eleitoral e mais uma vez não convenceram os juízes.

A pergunta que se faz: qual a similaridade entre os casos da Paraíba e o de Santa Catarina. Com todo respeito aos profissionais de imprensa ligados ao Governador Cássio, sinceramente, não vejo nenhuma relação entre os dois processos.

No meu entendimento, acredito que o TSE não vai ter que ouvir o Vice-governador José Lacerda, até porque, como disse anteriormente, ele teve direito a ampla defesa, mas não obteve resultados positivos no TRE da Paraíba. Vejo nesse caso, apenas uma tentativa de levar o processo mais à frente, aumentando a sobrevida do Governador Cássio no poder.

E tem mais: o fato dos advogados do Governador e de seus aliados comemorarem a decisão do TSE em ouvir o vice de Santa Catarina, deixa claro que concordam que o Governador Cássio teve culpa sim no cartório e, em último caso, estão torcendo que o vice fique à frente dos destinos da Paraíba. Ou estou enganado caros amigos? Até a próxima.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cassação na mídia nacional

A decisão do Ministério Público Federal em opinar pela cassação do Governador Cássio mais uma vez espõe o Estado da Paraíba em rede nacional de forma negativa. É uma pena mesmo, até porque não merecemos pagar pelos atos praticados pelos outros. A Paraíba vive um bom momento econômico e elevação da sua auto-estima graças aos novos prefeitos que venceram as eleições em 2004. Os velhos políticos é que continuam a manchar o nome da velha Paraíba de guerra.

Tomara que o TSE resolva de vez essa história, para finalmente o Estado poder entrar nos trilhos do desenvolvimento. Pois bem, está em todos os Portais brasileiros, a notícia do quadro de UTI vivido pelo Governador Cássio.

O incrível nisso tudo são as críticas que os advogados do Governador Cássio desferem contra o vice-procurador geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho (foto acima). Alegam que ele analisou o processo em apenas uma manhã. Será mesmo?

Vale salientar que o mesmo vice-procurador geral eleitoral foi o mesmo que em dezembro de 2007 enviou ao TSE parecer a favor da medida cautelar interposta por Cássio Rodrigues da Cunha Lima contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que cassou o seu diploma e determinou a assunção e posse do segundo colocado. A medida cautelar foi interposta com o objetivo de suspender os efeitos da decisão do TRE-PB, até o julgamento e publicação dos embargos de declaração e, eventualmente, do recurso ordinário que foi interposto.

No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral lembra que os recursos eleitorais são desprovidos de efeito suspensivo e que só deve ser feita exceção a essa regra em casos que sejam justificados pelas circunstâncias. Francisco Xavier Pinheiro Filho ressalta que a sucessividade de alterações na chefia do Executivo provoca um efeito instabilizador na administração do Estado e descrédito para a Justiça Eleitoral. Assim, ele acompanha o entendimento do TSE de que é conveniente evitar sucessivas alterações no exercício dos mandatos eletivos.

O vice-procurador conclui: “Ante a proximidade do deslinde da causa e, em nome da segurança jurídica, entendo estarem presentes os requisitos ensejadores da medida cautelar, devendo ser mantida a decisão que deferiu o pedido liminar”. O parecer foi dado de acordo com o entendimento de que não se julga nada no TSE enquanto houver julgamento pendente em instância inferior. Agora, no entanto, o vice-procurador está sendo criticado.

NA MÍDIA
Veja a materia publicada neste dia 21 no site do Ministério Público Federal - Procuradoria Geral Eleitoral - no endereço http://eleitoral.pgr.mpf.gov.br/

PGE dá parecer contrário a recurso de Cássio Cunha Lima21/2/2008 13h46

A Procuradoria Geral Eleitoral deu parecer contrário ao provimento do recurso ordinário ajuizado pelo governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-PB) que cassou o mandato dele e de seu vice, José Lacerda Neto. Cunha Lima é acusado de usar uma fundação vinculada ao governo para distribuir cheques nas eleições de 2006.

O recurso alegava irregularidades técnicas para tentar anular o julgamento que resultou na cassação. No mérito, apresenta a tese de que havia lei e previsão orçamentária que permitiam a distribuição de cheques para pessoas carentes no ano eleitoral.

O vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, lembra no parecer que “nenhum dos diplomas legais invocados prevê a emissão e distribuição de cheques nominais na forma realizada nestes autos.”

Abuso de poder - Cássio Cunha Lima era candidato à reeleição em 2006. Uma ação judicial eleitoral foi ajuizada pelo Partido Comunista Brasileiro por conduta vedada a agentes públicos em campanha eleitoral e abuso de poder político e econômico. Cunha Lima teria usado a Fundação de Ação Comunitária para distribuir cheques nominais à população carente, por meio de um convênio com o governo. Os cheques teriam beneficiado a candidatura do governador à reeleição.

Os autos mostram a falta de critérios na distribuição dos cheques. O chefe da Casa Civil do governo paraibano, João Fernandes da Silva (foto ao lado), foi um dos beneficiados. O programa deveria atender a população de baixa renda, mas foi usado para pagar escolas particulares, por titulares de planos de saúde e usuários de TV a cabo.
Em 30 de julho de 2007, Cássio Cunha Lima foi condenado a inelegibilidade por três anos, ao pagamento de multa e à cassação do diploma do governador e do vice. Em dezembro ele foi novamente cassado, dessa vez por abuso de poder político pela utilização irregular do jornal A União, numa ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral na Paraíba.

Com a chegada dos autos ao TSE, o processo deve ganhar mais celeridade a partir de agora. As perspectativas, na visão dos juristas, são as de que o Governador Cássio está mesmo num beco sem saída, ou como diria o jornalista e vereador Marcos Marinho, perdido como cachorro num comício. E a pergunta que se faz em Campina Grande é a seguinte: Será que Cássio vai renunciar ao cargo ou aguardar o julgamento final pelo TSE?

Volto ao assunto. Obrigado pela leitura!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

AS MENTIRAS DO GOVERNADOR CÁSSIO

MENTIRA 1 – Não é verdade que a servidora Cícera tenha sido transferida para São José da Mata como bradou o Governador Cássio na imprensa. Ela está trabalhando no período da tarde, no terceiro andar da Secretaria de Administração, no mesmo prédio onde funciona outra Secretaria da mesma forma importante onde atua Cícera – a de Finanças. A fotografia em que aparece Cícera (ao lado) foi tirada na tarde desta terça-feira, dia 19, de forma espontânea, por funcionários da própria Secretaria. Cícera disse que estava feliz onde estava, já que atuava num local central, recebendo seu salário em apenas um dia e dentro do mês trabalhado. Portanto, a primeira mentira do Governador foi desmascarada.


MENTIRA 2 – O tal Centro Gregário é peça de ficção científica à época do Governo de Cássio. No antigo estádio Plínio Lemos foi construído um moderno Complexo Esportivo, de cidadania, com entretenimento, formação de mão de obra, campo de futebol, Museu do Esporte, Ginásio Poliesportivo, Pista para Skatistas, área para a criançada, Piscina Térmica, etc. Aqui estão apresentadas duas fotos. Na primeira foto, a Maquete virtual apresentada por Cássio quando prefeito, publicada no ano 2000, na revista da Amde, que dava como certa a efetivação do tal Centro Gregário. A segunda foto mostra o que seria o Centro, hoje realidade transformado no Centro de Vivência Plínio Lemos e que vai ser inaugurado pelo prefeito Veneziano Vital agora em março, com a presença do Ministro dos Esportes, Orlando Silva.

MENTIRA 3 – o prefeito não fez nenhuma ingerência para a construção do Hospital de Trauma, como foi perguntado por um jornalista ao Governador. O prefeito reivindicou que o Hospital Regional fosse administrado pelo Município, já que a Saúde foi muncipalizada. A municipalização, embora não queira o Governador, vai acontecer brevemente, igualmente aos serviços da Cagepa.

MENTIRA 4 – O prefeito Veneziano também não interferiu na construção do Viaduto ou ponte como queiram. O Governo do Estado é que não faz parcerias com a Prefeitura. Não enviou sequer estudos de trânsito sobre a obra e nem discutiu com a comunidade sobre a importância do empreendimento. Por isso que o viaduto não atende a 30 por cento das expectativas a que se propunha o projeto inicialmente para melhorar o fluxo de veículos no giradouro da Avenida Floriano Peixoto.

MENTIRA 5 - Dizer que o prefeito Veneziano não cedeu o antigo Cinema Capitólio é outra inverdade do Governador. Campina Grande inteira sabe que o prédio foi embargado pelo Instituto Paraibano do Patrimônio Histórico, atendendo pleitos de estudiosos, professores, etc. Nenhuma obra pode ser feito no local, apesar de que a Prefeitura tem ousado projeto para o local.

MENTIRA 6 - O Prefeito Veneziano tem pautado seu Governo em obras que representam verdadeiramente resultados para a população. Por isso, está finalizando quatro importantes obras e que serão entregues até março. O Complexo Plínio Lemos, a nova Feira da Prata, os dois terminais do Sistema Integrado de Ônibus e a urbanização da Avenida Juscelino Kubitscheck. Veneziano não foi o responsável por elaborar projetos virtuais como o Centro Gregário, o Shopping Garagem, as Escadarias do Jeremias, o Centro Administrativo projetado por Oscar Niemeyer, a reforma da Feira da Prata, projeto contratado por R$ 40 mil a um arquiteto pernambucano;

MENTIRA 7 – O Governador aparece como vítima nessa história. Quer que Campina entenda o fato dele não repassar as verbas do SAMU e nem da Farmácia Básica. Não libera dois terrenos do Estado para a construção de terminais do Sistema Integrado de Ônibus e nem participa de eventos importantes, como o Maior São João do Mundo.

COMPREENSÃO – Até entendemos o momento difícil enfrentado pelo Governador, cassado duas vezes pelo TRE da Paraíba, cujo processo está em desfecho pelo TSE. Só que suas mágoas com a Justiça não podem ser descontadas num prefeito que trabalha muito, que tem aprovação popular de mais de 80 por cento e que encontrou uma Prefeitura com vícios gravíssimos, débitos de mais de R$ 200 milhões, salários atrasados, contas a pagar, cobradores à porta a todo instante. Mas Campina é uma nova Cidade. E deve ser justamente por isso a mágoa do Governador. Não esperava que um Cabeludo, vereador de oposição em 2004, taxado como incompetente por não ter exercido um cargo público, esteja fazendo tanto. E olha que são apenas 3 anos de Governo. Parafraseando o slogan que circula na Capital do Estado. Cássio, deixa o Cabeludo trabalhar!.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Paraíba na guilhotina

O tempo parece que parou mesmo na Paraíba. As coisas acontecem mesmo em função do período eleitoral de outubro e nada mais. Em termos de Governo do Estado o atual Governador só tem tido tempo mesmo para tratar de questões relacionadas ao fantasma da cassação que parece está maios próxima do que nunca, bem como tentar encontrar um candidato à altura que consiga derrotar o prefeito Veneziano.
A cassação definitiva, ao que tudo indica, pode acontecer a qualquer momento. O processo da FAC deve ser o segundo da lista no TSE, após a inevitável degola do Governador de Santa Catarina, Luiz Henrique.

A revista IstoÉ, que outrora já trouxe matérias beneficiando Cássio e agora é chamada pelos cassistas de “QuantoÉ”, trouxe ampla matéria sobre o assunto neste final de semana. Uma montagem fotográfica (foto acima) ilustra muito bem o momento vivido pelos governadores que irão enfrentar o Tribunal Superior Eleitoral: as cabeças de ambos numa guilhotina.

O Ministro do TSE, José Delgado, foi enfático ao comentar sobre a situação vivida pelos governadores: “o grande número de processos é resultado da aplicação mais rigorosa do que propõe o único projeto de iniciativa popular até hoje existente no País: o artigo 41-A da lei eleitoral, que prevê a cassação do mandato de “qualquer candidato em que haja comprovação de ter prometido, comprado ou concorrido para obter voto para si ou para interposta pessoa”. Não há quantidade mínima de valor ou de voto para que tal dispositivo se aplique. “Se ficar provada a compra de um voto, isso já é motivo para cassação”, explica Delgado. “Ao longo de cada eleição, vão se firmando jurisprudências que depuram e tornam mais rigorosos os processos. A Justiça vai se adaptando ao que a sociedade quer dela”, continua o ministro”.

Neste dia 18, o TSE já tomou uma decisão desfavorável ao Governador Cássio. O ministro Marco Aurélio negou seguimento ao Recurso Extraordinário (AG 7585), interposto pela defesa do governador contra decisões da Corte que não admitiram nem o Agravo Regimental nem os Embargos Declaratórios e mantiveram a procedência da Representação ajuizada contra ele e posterior condenação ao pagamento de multa, por veiculação de propaganda eleitoral antecipada (artigo 36, parágrafo 3º, da Lei 9504/97).

Consta dos autos que a condenação se deu em decorrência da veiculação no dia 18 de junho de 2006, na TV "O Norte", de entrevista concedida ao programa "Alex Filho", onde o então candidato ao governo estadual comparou sua administração com a anterior, com a clara intenção de influenciar os eleitores e beneficiar sua candidatura. Para a Justiça Eleitoral tal entrevista se constituiu em propaganda eleitoral, tendo ocorrido em data anterior à prevista para isso.

A situação do Governador se complica, portanto, muito mais a partir das condenações que acontecem no próprio TSE. Recentemente o mesmo Tribunal manteve a rejeição das contas de campanha, cuja decisão inicial teve como nascedouro o TRE da Paraíba. Pelo andar da carruagem, parece que teremos mesmo um novo Governador antes dos festejos da Micarande. Poderá ser, sem dúvida alguma, um carnaval fora de época inesquecível para muita gente.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sede de Dinheiro

O homem mesmo está num desespero que Deus nos acuda. Quer uma suplementação para o Estado de nada mais que R$ 100 milhões de dólares. É em dólar mesmo. Disse que é para investir em estradas. E quer mais. A sede é grande. Quer que a Assembléia Legislativa aprove R$ 700 mil para que a PB-Tur financie as viagens de Cléa Cordeiro e de sua trupe.
Pensa que acabou. Ah meu amigo, o rapaz tem sede de dinheiro. O tempo urge e nada melhor do que muita grana e cargos para enfrentar o “dilúvio” que vem por aí.
Também pretende criar 09 cargos para uma tal recente Ouvidoria criada na Polícia Militar, todos com salários de fazer inveja aos ‘aspones’ que existem na estrutura do Governo do Estado em Campina.
É uma coisa absurda que vem acontecendo na Paraíba. Nos meus mais de 20 anos de jornalismo é nunca tinha visto um descalabro como estamos vendo agora.
E antes que alguém pense que esse comentário se restringe a poucos leitores, fiquem sabendo que, por iniciativa minha, tenho mais de 5 mil pessoas cadastradas em vários bairros da cidade que acompanham essa coluna, mas que preferem não emitir opiniões. Apenas acompanhar as notícias e, a pedido meu, não comentam no blog.

Atraso de 20 anos
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Érico Miranda (foto), Veneziano assumiu o cargo de prefeito de Campina Grande com um atraso de 20 anos. Justifica que se Veneziano tivesse sido prefeito antes, a cidade seria outra. “Em três anos são obras bem mais estruturantes do que os que governaram a cidade nos últimos 20 anos”.

Vereadores atuantes
Será na própria Câmara Municipal, na área reservada à Divisão de Imprensa, a entrega dos diplomas aos vereadores que conquistaram o voto dos internautas do site A Palavra OnLine, durante enquete feita no ano passado. Foram eleitos, pela ordem: Olímpio Oliveira, Pimentel Filho e Marcos Marinho. A data está sendo acertada pela coordenação do site, mas poderá ser na próxima ou na outra semana.
Ronaldo Vice?
Há quem especule que o ex-deputado Ronaldo Cunha Lima possa ser candidato a vice-prefeito nas eleições de Campina Grande deste ano. Pelo que soube, isso poderá ser possível nas seguintes hipóteses: se antes da convenção partidária para escolha de candidatos ao pleito, Cássio (pai de Ronaldo) renunciar ao Governo da Paraíba, o que parece improvável, ou ser cassado pelo Superior Tribunal Eleitoral, o que poderá acontecer. Mas será mesmo que vão expor mesmo o poeta a esse absurdo, mesmo estando numa cadeira de rodas e com problemas de saúde? Acho que Cássio não faria isso com o pai.

A briga pela vice
Começa a esquentar a boa briga pela conquista de vice do prefeito Veneziano no pleito que se avizinha. O site POLITICA DA PARAIBA fez uma enquete a respeito e veja o resultado
Com 53,2% o PT ficou na preferência dos internautas, o partido tem como prováveis candidatos à vice o vereador Perón Japiassu e os Secretários Alexandre Almeida e Francisco Tico Lira. Na segunda posição ficou o PSC com 23,7% tendo como candidato José Luiz Junior.Na terceira posição ficou o PSB, com 9,8% das intenções, que tem como pré-candidato a vice o Secretário Arlindo Almeida e o deputado Guilherme Almeida, em quarto ficou o PMDB, partido do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, com 7,5% da preferência, que caso venha indicar o vice poderá ser um de seus vereadores. Em quinto lugar desponta o PC do B, com 5,8% que já apresentou ao Conselho Político o nome do ex-vereador Ivan Freire.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Troféu Óleo de Peroba

Tem muito político na Paraíba que merece mesmo o Troféu Óleo de Peroba (foto ao lado). Vou instituí-lo em meu blog, para que as pessoas possam escolher entre os candidatos que serão apresentados. São muitos. Um em particular será o primeiro agraciado. Apareceu na mídia ontem defendendo a recriação da Sudene. Foi hilário ouvir suas argumentações. Disse o rapaz, em Recife, sobre a recrriação da Sudene: "O grande desafio na recriação do órgão é que ele não se limite a uma "sigla esvaziada", mas que possa ser instrumento de reequilíbrio regional".

E disse mais: "esperar que, na prática, o órgão possa ser contemplado e fortalecido com recursos e que tenha como prioridade, efetivamente, atender as regiões mais carentes do próprio Nordeste com a interiorização de investimentos". Discurso muito bonito.

É muirta cara de pau desse rapaz ir ao Recife e defender a Sudene. Logo ele, que estando à frente do órgão, foi denunciado por desvio de recursos do Finor, contemplando velhos amigos seus (um deles inclusive já morreu).

Lembro-me bem quando o então deputado federal Avenzoar Arruda fez a denúncia contra o rapaz. Fazia o programa Verso e Reverso, na Campina FM, com Marcos Marinho, quando um certo diz, esse rapaz ligou para o nosso programa. Aí perguntei o que ele tinha a comentar sobre as denúncias de Avenzoar. O rapaz simplesmente bateu o telefone e não mais retornou. No dia seguinte, a diretora da emissora, Marilena Motta, disse a Marcos Marinho, seu primo, que a minha pergunta tinha sido burra, inoportuna e interesseira. Resultado, o mesmo rapaz conseguiu tirar nosso progrma do ar. Afinal de contas, ele é Deus. Pode tudo ou quase tudo.

O Jornal A Palavra, em anos pretéritos, divulgou com exclusividade o relatório do Finor. O rapaz escapou de uma CPI do Finor no Congresso Nacional por conta da influência que seu pai mantinha com caciques da política brasileira e até com juízes.

Pois be, e não vemham me enviar comentários dizendo que escrevo porque Veneziano me paga pra isso. É como já conheço essa história de enganar o povo. Podem enganar alguns babões de plantão, acostumados com o nada fazer. Ou se acaba com esse tipo de político o iremos continuar subdesenvolvidos a vida inteira. Mas, graças a Deus, o verdadeiro Deus, as coisas estão sendo colocadas no seu devido lugar. Como já disse em colunas anteriores, o tempo resolve tudo. E como resolve!

Cartila apropriada
O Arebispo da Paraíba, Dom Algo Pagotto, está de parabéns em intencionar elaborar uma Cartilha apresentando um perfil dos políticos que não merecem o voto dos eleitores. A Paraíba, de 2006 para cá, por sinal, tem sido exemplo, de forma negativa, de como os políticos usam de expedientes nada recomendados para comprar eleitores, usando cheques, jornal, dinheiro voador, envelopes amarelos e muito mais.

e o PT?
Ontem perguntei a um experiente político como entender o PT após as eleições interna em Campina Grande. Aí ele me recomendou: não procure entender o PT, porque o partido é assim mesmo, eles não se entendem mas sempre chegam a um ent3ndimento. Faz parte da dinâmica do partido.

Valorizando o PT
E por falar no partido, tem gente que acha que o prefeito Veneziano não reconhece o apoio que teve do PT nas eleições de 2004. Em diversas solenidades, tem dito que não tem problema algum em reconhecer as ações do Governo Cozete. Nem precisaria, até porque o PT ocupa diversos cargos no atual Governo e ainda tem como aliado um vereador na Câmara. O resto é tentativa de colocar o PT contra o prefeito. Não vão conseguir mesmo!

Mau cheiro na Câmara
Conhecido vereador campinense, que terá seu mandato único conhecido por apresentar muitas matérias, mas todas inconstitucionais e pelo mau cheiro que exala do corpo, está acostumado a entrar neste blog com outro nome. Aconselho ao vereador que vá cuidar do seu mandato medíocre e também tomar banho antes de ir para as sessões. Sugiro ao presidente Paulino Muniz que use mais "Bom Ar" no Plenário para desinfectar o ar. Está insuportável com esse vereador sem discurso e fedorento. Até a próxima.