sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Maldade jornalística

O que a TV Paraíba (de novo) fez com o prefeito Veneziano Vital do Rêgo no último dia 26, por ocasião da assinatura da ordem de serviço para início das reformas no Teatro Severino Cabral, não se faz. Pensando bem, às vezes surpreendo-me em vão. O que esperar de uma emissora, cujos proprietários sempre estiveram ligados a grupos políticos interessados em ver o ‘Cabeludo’ na sarjeta.

Pois bem, dia 26, por volta das 10h30. Um dia marcante para o movimento cultural e também para Campina Grande. O palco foi o Teatro Municipal Severino Cabral para assinatura da ordem de serviço para as tão esperadas reformas na casa de espetáculos.

Estavam todos lá. Eneida Agra, a grande diva do teatro, Alexandre Tann, Kátia e Gabmar Cavalcante esbanjando talento com marchas carnavalescas, o ator e diretor Álvaro Fernandes; o jornalista Hermano José, homem também de teatro; além de dezenas de pessoas que atuam e se identificam com o teatro direta ou indiretamente.

Como não poderia ser diferente, lá estavam todos os jornalistas, de todas as emissoras, de todas as cores. Imaturo, pensava que a TV Paraíba está por lá para dar uma cobertura daquelas. O momento exigia isso! O prefeito Veneziano, cumprindo obviamente sua missão de homem público, ouvia os clamores da classe artística e anunciava o início das reformas na Casa de Espetáculos.

Eis que terminada a solenidade, enquanto me dirigia ao interior do Teatro, para vê-lo mais intimamente, deparo-me com a equipe da TV Paraíba num lugar ermo do equipamento, uma dependência às escondidas, que mesmo em período de funcionamento, nada representa para a grandeza dos espetáculos que ali acontecessem.

E na ‘passagem” da repórter (que isento de qualquer responsabilidade na matéria), o termo abandono soou como uma faca cravada em meu peito. Logo me dirigi ao companheiro Carlos Magno, Coordenador de Comunicação da Prefeitura, a quem tratei de comunicar-lhe da maldade jornalística patrocinada pela emissora afiliada à Vênus Platinada.

Magno ficou pasmo. Não acreditava que a TV Paraíba seria capaz de distorcer os fatos, tachando o teatro de abandonado. E não está abandonado mesmo. Bem diferente dos equipamentos cinemas São José e Capitólio. Lá sim, existe um quadro adverso.

No caso do Capitólio, objeto de matéria infeliz feita pela mesma TV recentemente, registre-se o fato que o prédio é tombado pelo Instituto Histórico do Patrimônio Público, ação que não permite qualquer reforma no local. No antigo cinema São José, o Governo do Estado, no então Governo Cássio, foi feito uma reforma, mas aquele Governo não teve a decência de entregá-lo à classe artística e nem à Prefeitura para que pudesse administrá-lo.

Voltando ao caso do Teatro, fiquei mais indignado (e todos ficaram), quando a TV Paraíba exibiu a matéria no seu JPB. Terrível. Uma negação do jornalismo sério e comprometido com a verdade. Sinais de revanchismo, de quem, deliberadamente, planejou uma reportagem com finalidades bem específicas. E foi bem mais além da maldade, quando disse que o equipamento estava interditado pelo Ministério Público, no que não é verdade.

A TV PB não disse, no entanto, que em 2006, a PMCG perdeu R$ 500 mil de verbas federais para reformar o Teatro justamente porque, na gestão do Senhor Cássio, não houve prestação de contas em obras do Ginásio O Meninão.

De toda sorte, resta-nos saber que as TVs Borborema, Correio e Itataré fizeram uma matéria como ela realmente deve ser mostrada. Com seus atores preocupados com a cultura e com a verdade. Lamentável.

Jota Júnior Presidente
O cerimonialista Celino Neto elevou o cargo do prefeito de Bayeux para Presidente daquela cidade. Foi durante a inauguração do Shopping do Automóvel, em Campina Grande, dia 26 passado.

Zé ou Vené?
A frase “O Senador de Vené é Zé”, que não é minha, causou rebuliço na Paraíba. De qualquer forma, isso mostra que o PMDB tem bons nomes para 2010.

2 comentários:

Emmanuel do N. Sousa disse...

Caro Josué, independente da parcialidade do grupo Paraíba de TV, Veneziano tem um dsprestígio grande na cidade. Um dos motivos é o acontecimento de fatos como o do Teatro: ele, ou a equipe, esconde pra debaixo do tapete os bens públicos passíveis de reformas e ficam lá, interditadas, sem uso e somente aumentando sua depreciação. Isso aconteceu com o Museu Vivo, com a Feira da Prata e agora com o Teatro.Infelizmente, a figura de Veneziano não consegue atingir o carisma entre os campinenses. Afora seus asseclas, ninguém dá credibilidade às suas palavras!
Sinto muito por isso. Fui um dos grandes batalhadores anônimos à sua re-eleição, mas, já decepcionado com esta conduta desde o primeiro mandato.
Existe abandono, sim, entre mtos dos bens públicos passíveis de maios atenção e compromisso por parte da Administração Municipal.

Blog do Jornalista Josué Cardoso - Campina Grande(PB) disse...

amigo, vc está equivocado, os bens públicos estão sendo cuidados sim. Observe atentamente -Vá na Secretaria de Administração e lembre-se como era lá antes. Vá no Ipsem, na Secretaria de Saúde, no Gabinete do Prefeito, observe as reformas feitas no Teatro Rosil Cavalcante, na estruturação da Casa Brasil no antigo Forrock, conheça a sede do Bolsa Família, a sede do Orçamento Participativo, a Secretaria de Planejamento, o Teatro, como disse antes, será reformado, assim como acontecerá no cinema São José, Capitólio e Biblioteca Municipal. A Feira da Prata, amigo, era um lixo e foi transformado num belo projeto funcional. Diferentemente daquele monstrengo do Viaduto que custou R$ 30 milhões e não serve pra nada. Sobre esta suposta falta de carisma de Veneziano que vc se refere, você está muito enganado. Onde ele passa, com obras estruturantes, como a Feira da Prata, sistema Integrado de ônibus, as obras do PAC que avançam, a Vila Olímpica Plínio Lemos, construção de escolas e creches, os restaurantes populares, pavimentação de ruas, as obras da Casa do Artesão, dentre tantas outras, Veneziano tem sido abraçado e sido elogiado por pessoas humildes que reconhecem o esforço dessa administração em reconstruir uma Campina que sempre foi muito mal amada pelo grupo dos 22 anos.