segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma cassação e um comércio à deriva

A antecipação dos salários dos servidores por parte do Governo do Estado provocou um sério problema para o comércio. As vendas para o período natalino estão congeladas porque o funcionalismo está com medo de gastar por conta da cassação do Governador Cássio Cunha Lima. O assunto foi objeto de pauta, inclusive, de uma reunião da Associação Comercial de Campina Grande no meio da semana que passou. Somente em João Pessoa, informações dão conta que mais de 50% das vendas no comércio são provenientes dos salários recebidos pelos conhecidos servidores comissionados. A informação é procedente, já que o Senador José Maranhão assumindo o Governo do Estado, muitos perderão seus empregos. Denúncias feitas pelos opositores de Cássio dão conta que mais de 30 mil pessoas foram contratadas nos últimos dois anos pelo Estado nos mais de 200 municípios espalhados pela Paraíba. Os tais comissionados, convenhamos, estão certos em segurar os salários antecipados que receberam dos meses de novembro, dezembro e o 13º. Afinal de contas, o futuro é incerto e muito provavelmente tenebroso para os comissionados e até mesmo para muitos efetivos que ganharam gratificações generosas.

Um ‘campinense’ brilha
Ex-Coordenador de Trânsito, o economista Geraldo Silva Júnior ‘Cabeleira' - foto – deixa o cargo de consultor técnico da Prefeitura de Campina Grande antes do encerrar 2008 e vai assumir o importante cargo de secretário de Planejamento da Prefeitura de Petrolina (PE), onde vai movimentar em 2009 nada menos que R$ 80 milhões.

Homem simples
Geraldo teve uma vida estudantil e administrativa marcantes em Campina Grande. Foi participante ativo de várias manifestações na cidade por mudanças na aplicação da tarifa de ônibus e em outras discussões. Na Prefeitura, foi um dos que produziu o programa de Governo de Veneziano ainda em 2004. Uma grande perda para a cidade, mas Geraldo merece. Um rapaz que tem a humildade como marca de vida. Geraldo é natural do Rio de Janeiro, mas desde moço é um campinense de coração. Parabéns, amigo!

Regimes distintos
Concordo com o colega Marcos Marinho, os casos históricos de perda de mandato envolvendo pai e filho – Ronaldo e Cássio, são totalmente distintos. O pai teve seu destino preterido por circunstâncias alheias ao seu desejo – o Regime Militar. O filho agiu deliberadamente. Sabia muito bem o que estava fazendo...

Senador que nada
Contaram-me nesta semana que graduado e conhecido diretor de empresa de Comunicação (com ramificação em Campina), mesmo sem convite, foi ao casamento da filha do Senador José Maranhão, cumprimentá-lo. No acesso ao local da recepção, no entanto, pisou na bola ao chamar Maranhão de Senador. Zé não se fez de rogado, sabendo de quem se tratava, ignorou o cidadão deliberadamente e exigiu que o cumprimentasse como Governador da Paraíba.

Senador que nada II
O diretor da empresa de Comunicação (conhecida por conseguir arrancar verbas estaduais com atitudes nada aconselháveis) ficou ‘amarelo’ com a atitude de Maranhão. Foi embora da festa com a certeza que seu emprego, a partir de 2009, terá sérios abalos...

Um primor de Feira
A nova Feira da Prata está ficando simplesmente bela. Estive na obra nesta segunda-feira, 15, e constatei que os inimigos e críticos do prefeito Veneziano irão se surpreender com o novo espaço. A cobertura já chama a atenção por seu arrojado projeto arquitetônico e os boxes serão construídos a partir do dia 05 de janeiro. Igualmente ao Plínio Lemos e ao Sistema Integrado de Ônibus, será outra obra marcante do nosso ‘cabeludo’.

A infeliz foto
Os adeptos do Governador Cássio estão ‘P...” da vida com a foto que o Portal Correio tem insistentemente publicado nos últimos dias. Cássio aparece com o dedo indicador em riste, mas fica a impressão que faz mesmo um gesto obsceno. A cara emburrada do Governador também não ajuda em nada. O homem tava de um péssimo humor no dia da foto.

Um Vital no caminho
Quem diria que um outro Vital do Rêgo teria papel decisivo na cassação de um Governador...

3 comentários:

Emmanuel do Nascimento Sousa disse...

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Parafraseando

Como seria bom se nós tivéssemos a a liberdade de invadir aquela última sessao da Suprema Corte Eleitoral e falarmos, cada um de nós brasileiros, o quanto nos sentimos envergonhados em tê-los como detenedores da conduta ética e moral da política nacional.

Parafraseando o ínclito ministro Joaquim Barbosa, quando a Justiça atinge o estágio do descrédito, nao adianta mais nada; está tudo acabado!

E esse estágio já se encontra ora evidenciado.

Julgamentos elevados corte, após corte, apenas recheia o espetáculo circence ao qual nos passamos a assistir passivamente, ao passo em que determinados casos repercutem nos amplos espaços multimídia.

Aqui na Paraíba virou mania entre certa casta de políticos corruptos festejar do ridículo promovido pelos estágios recorrentes e vencidos, instância após instância.

E como parece fácil para eles quebrarem as regras do que é ético e moral em detrimento as 'brechas' cirscunscritas nas magníficas peças do Direito Jurídico.

Tudo isso é um escárnio!

(enquanto isso, a delinqüencia exacerbada toma conta das ruas campinenses em comemoraçao a mais um espetáculo mambembe ao qual protagonizamos, esta noite... como os palhaços do circo!)

Anônimo disse...

Quem diria que nenhum dos seus comentários tendenciosos teria alguma significância, hoje. Espero que você, Mãe Diná, Pai Vicente, Marcos Marinho e Zé Babydol Cor-de Rosa revejam suas previsões.

Anônimo disse...

vOCÊ jOSUÊ NÃO TEM CONDIÇÕES DE JULGAR O GOVERNADOR, POIS TEM CARGO COMISSIONADO NA PMCG E ISTO LHE TIRA A MORAL.será que terá a mesma opinião quando os processos de vene chegar ao tre e tse?Vamos ver!