segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ronaldo tem razão

Concordo plenamente com o ex-deputado e ex-Governador Ronaldo Cunha Lima. O seu filho, o ainda Governador Cássio, manchou definitivamente a sua história pública, embora Ronaldo não tenha uma ficha tão limpa assim. Pode até não ser uma Brastemp, mas a vida de Ronaldo pode muito bem ser escrita com muitos louvores, exceção daquele episódio do Gulliver.

E é justamente graças ao nome de Ronaldo, exaltado e admirado por todo o país, que o filho Cássio tem conseguido se arrastar na vida pública e política. Claro que Cássio tem suas qualidades: um jovem empreendedor, mas que se perdeu por causa do seu egoísmo em querer ser o primeiro em tudo. A humilde ali passa longe.

É sábio do ser humano ser humilde e entender que é preciso mudar o rumo da vida quando as coisas não andam bem. No caso de Cássio, não foi correto pisotear o prefeito Veneziano por quatro anos. Nem mesmo o pedido de cessão de terrenos para construir dois terminais de ônibus foi aceito por Cássio. Uma negação pequena e que demonstra o pouco espírito público do Governador.

Lembro-me no ano passado. No final de janeiro, Cássio era o entrevistado de programa de Rádio na Panorâmica FM e lamentava que as obras da Vila Olímpica estavam, na sua opinião, paralisadas e sem rumo. Ora, o Plínio Lemos foi inaugurado na mesma semana da entrevista – uma obra fantástica e construída com recursos próprios da Prefeitura.

Como filho de Campina, prefeito por três vezes, bem que Cássio poderia ter tido a hombridade de reconhecer as iniciativas do Cabeludo. Não lhe custava nada. Seria uma iniciativa de grandeza. Talvez, como estratégia de mídia, poderia muito bem declarar que o prefeito estava apenas cumprindo sua obrigação de homem público. Mas nem isso Cássio teve coragem.

O resultado todo mundo sabe. Amargurou mais uma derrota para Veneziano e vai pagar muito caro por isso, acreditem.

Abandono
Seria bom que a Comissão de deputados que está verificando as obras paralisadas pelo Estado também passasse por Campina Grande. Tem mais de 500 casas que estão abandonadas desde a campanha de 2004, no bairro Novo Cruzeiro, um Restaurante Popular que não saiu da placa na Avenida Floriano Peixoto, ruas que foram danificadas pela Cagepa em vários bairros, mais casas abandonadas nos Três Irmãs, dentre outras. Uma lástima!

A Nova Câmara

Os vereadores que assumem a nova Câmara Municipal de Campina Grande têm uma grande responsabilidade daqui por diante. Deixar as picuinhas de lado e votar nos projetos pensando exclusivamente no povo. Não se pode votar contra projetos do tipo criação da Guarda Municipal, das Secretarias de Ciência e Tecnologia e de Agricultura e no Código Sanitário. Muitos deles foram julgados no pleito passado e pagaram com a derrota por suas atitudes menores. Alguns sobreviveram porque foram “bons” demais para seus eleitores.

A Micarande
Também opino pelo fim da Micarande, festa saturada e que serve apenas para encher o bolso dos espertalhões, donos de casas de shows que só investem lá fora e nada mais. Não vai fazer nenhuma falta o fim desse evento. E vai ser bom para que a Prefeitura possa ter mais tempo para planejar e executar o Maior São João do Mundo, nossa festa de verdade.

Questão de dias...
Veneziano aguarda apenas o passar dos dias para voltar a ter um contato mais direto com o povo, através da imprensa. Pelo que soube, o Cabeludo vem com tudo e com muitas novidades para Campina Grande, através da celebração de parcerias que foram extintas por puro capricho de quem imaginava ser o Rei da Inglaterra ou coisa parecida.

Quando fevereiro chegar...
Vai começar tudo de novo. A agonia parece sem fim...

Um comentário:

pedrofreirefilho disse...

Meu caro Josué,

Areia também vive o drama das obras inacabadas, tanto pela gestão municipal quanto pela estadual. O Colégio Estadual José Américo, o maior da cidade, está com suas portas fechadas para "reforma" desde março de 2007. É uma lástima, um desrespeito aos mais de 2 mil estudantes daquele educandário. O prefeito não se pronuncia, o Estado pior. E quem sofre são os estudantes que mais precisam... Mas, tem dinheiro para pagar mídia cara em horário nobre de televisão. É aguardar fevereiro...