quarta-feira, 3 de março de 2010

O preço de uma eleição

O atual Governador José Maranhão tem afirmado que a união no PMDB faz inveja ao prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho. O ex-governador Cássio (que teve o mandato cassado pelo TRE-PB e referendado depois pelo TSE), declara que Zé também tem inveja da união das oposições. Cada um busca desgastar o máximo possível o inimigo político.

O ex-governador busca alternativas de sobrevivência. Afinal, está sem mandato e não tem como mais usar cheques da FAC e jornal A União, motivos de duas cassações que lhe foram impostas. Está num mato sem cachorro. Busca aliados até nos campos mais improváveis, caso do PSB.

José Maranhão é raposa velha. Sabe muito bem que dinheiro não vence eleição e tem ao seu lado um exemplo forte e que certamente lhe inspira. Falo do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, que venceu o grupo Cunha Lima duas vezes mesmo com parcos recursos (todos devem se lembrar das históricas eleições de 2004).

Mas o que garante mesmo a manutenção do cargo de Maranhão/Luciano Cartaxo ou a vitória da chapa Cássio/Ricardo? Essas alianças são mesmo fator decisivo para a consagração nas urnas?

Obviamente que não. As alianças ajudam, mas não é fator decisivo em um processo eleitoral. Volto ao caso de Veneziano, que tinha em 2004 apenas três partidos aliados, o dele próprio – o PMDB, além do PSC e o PSDC. Nada mais. O outro candidato, Rômulo Gouveia (PSDB), tinha um arco de alianças bastante robusto. Prá lá de 10. Nem cabia tudo na legenda da TV, no chamado horário político.

Há de se considerar o desgaste de cada grupo. Vejamos o caso de Zé. Passando dos 70 (pesa para alguns é claro), juridicamente falando ficha limpa (não tem processo transitado e julgado). É bem verdade que a repetição de tempo no poder provoca um desgaste natural, mas não é de forma alguma problema para que as pessoas deixem de votar em um homem só porque já é um setentão. José Maranhão tem demonstrado possuir saúde de sobra para governar o Estado. O homem até pilota avião.

Já o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, entra nesse processo bastante chamuscado politicamente falando. Sempre foi tido como o novo. Integra um partido que jamais se permitiria defender as cores tucanas, mas agora divide João Pessoa, que não morre de amores por Campina Grande. Isso no campo da política partidária. Ricardo aposta todas as fichas que Campina, com Cássio, poderá lhe dar mais oxigênio, mas também não significa dizer que essa matemática dará certo como imaginam tucanos e membros do PSB.

Não me canso de repisar a vitória histórica do então vereador de oposição Veneziano Vital do Rêgo nas eleições de 2004. Ninguém apostava nele. Fui seu assessor de imprensa bem antes de se tornar prefeito. A situação financeira da campanha de Veneziano (no primeiro turno) era tão pequena que os amigos de verdade se cotizavam para comprar CD e para que assim os carros de som pudessem fazer a propaganda de rua. Outros tiravam do próprio bolso dinheiro para comprar tecido para fazer as bandeiras laranjas (a cor da campanha de 2004). Mesmo assim, com suas idéias, seu grande poder de convencimento (herança do avô paterno Major Veneziano, do avô materno – Pedro Gondim e do seu pai, o jurista Vital do Rêgo), superou as adversidades e venceu o outrora maior grupo político da Paraíba, antes tido como imbatível.

Pois bem, fica a lição de Veneziano para os que se arvoram vitoriosos. Tem muito chão pela frente. Muita estrada a percorrer. O povo, que às vezes se acovarda trocando seu voto por migalhas, já sabe muito discernir quem trabalha e quem apenas atrapalha. Sabe muito bem quem tem projetos e os que apenas aparecem em épocas de eleição criticando os que fazem alguma coisa pela cidade. Como sempre tenho dito, o velho tempo resolve tudo. E como resolve...

Dércio tem razão
Por mais que tenha discordado algumas vezes de algumas matérias do Dércio (http://www.dercio.com.br/), estou convicto que ele desta vez fez uma leitura correta do Encontrão do PSDB, recentemente realizado em João Pessoa. Vejam o que disse o publicitário em seu site: “Os mais apaixonados vão alardear que nada igual até hoje se viu; os mais raivosos vão contestar e dizer que o "encontrão" foi o maior fiasco. Estive lá no Hotel Tambaú do início ao fim e posso dizer que o evento foi muito bom, mas menor do que o esperado.
Menos de 30 prefeitos, eu contei só 26, prestigiaram Cássio, a grande estrela do evento, maior até do que o presidenciável Ciro Gomes, que ficou acanhado por ter que dividir a mesa com Efraim.

Mas foi Ricardo quem mais faturou com o evento. Pra ele tudo é lucro. Só que aqueles que estão acostumados com o poder de mobilização do Grupo Cunha Lima vão concordar comigo pelo menos em uma coisa: ficou aquém do esperado e o racha na oposição enfraquece o conjunto da obra.

A toda hora jornalistas pediam a assessoria do evento a lista de presença, mas recebiam o não como resposta. Ao final, um gaiato do PPS, Fábio Carneiro, que preside o Diretório Municipal, tentou dá um miguelito nos jornalistas anunciando sem nenhuma prova que a organização contabilizou 108 prefeitos. Era blefe.

Tinha muito ex-prefeito, muito vereador, suplente, assessor e comissionados de todas as bandas do estado. Liderança graúda com controle de partidos e das máquinas administrativas dava pra contar nos dedos.

Pra Cássio não foi tão bom. A grande maioria das pessoas que ali estavam foram pra lhe prestar solidariedade. Os assessores mais atentos admitiam que Cássio deu outro tiro no pé. Juntou menos admiradores do que costuma juntar e agora Cássio conseguiu enxergar o tamanho da fatia que gosta dele, mas que não aprova a traição a Cícero.

No que se refere a tal foto, que tinha muita gente querendo tirar, de Cássio juntinho de Ciro, informo que foi feita por vários anglos. Imagens, fotos, áudios, tudo.
Com certeza este é apenas um aspecto negativo do encontro, que teve menos prefeito que o de Wellington, que juntou 58 em sua confraternização no mês de janeiro, e muito menos liderança e militância do que o que Cícero organizou pra Cássio no ano passado.

Outra coisa. Ninguém entendeu quando Cássio disse que recebeu torpedo de Ruy Carneiro dizendo que estava com a oposição, mas que não estava ali por respeito a Cícero. " Que todos nós compreendemos", disse Cássio.

Em seguida, Cássio começa a contar, como de costume em seus discursos em convenções memoráveis, os prefeitos presentes. Percebam no vídeo abaixo que ele cita Fábio Tyrone, de Sousa e, ao não conseguir visualizar mais ninguém com mandato, pois eram realmente poucos, começa a citar os ex, a exemplo de Carlos Antônio, de Cajazeiras, Leomar, de Catolé, para depois citar o segundo suplente de senador João Rafael, de Guarabira, e também a ex-prefeita Léa, que estava acompanhada do seu esposo Zenóbio.

Encontrinho?
O tal encontrão do PSDB foi mesmo um fiasco e não um divisor de águas como bem disse emocionado e efusivamente colega jornalista campinense. Cássio foi desmentido pelo ‘amigo’ Rui Carneiro’, que declarou apoio a Cícero Lucena. Até mesmo um vereador do PSDB, da região de João Pessoa, disse que foi ao evento para analisar tudo e decidir que vota e apóia mesmo em Cícero. O quadro político atual não é nada favorável ao grupo Cunha Lima.

Do leitor
De um leitor da coluna: “O tal encontrão do PSDB foi tão insignificante que nem mesmo o Diário da Borborema encontrou páginas para divulgá-lo”.

PSB de Campina foge de Ricardo

O PSB de Campina não apóia Ricardo. Não foram ao encontrão, agora batizado de encontrinho – nem Antônio Pereira e tão pouco Hermano Nepomuceno, integrantes do partido.

E os vereadores de Campina?
Não acredito que apenas três vereadores campinenses ligados ao grupo Cunha Lima foram a tal encontrão do PSDB em João Pessoa? Sinais que os cassistas já não são tão unidos assim. Estou errado?

A barata voadora na TV PB
Enquanto cerca de meio milhão de pessoas se diverte diariamente no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=mKMLwl39h4g) apreciando a famosa barata que deitou sobre o corpo da bela apresentadora da TV Paraíba, Luciellen, dois funcionários da emissora, pelo que soube, ‘pagaram o pato’ e foram demitidos. Dizem que sobrou para o editor de imagens e para o cinegrafista, o menos culpado nisso tudo. É que o orgulho da emissora de integrar a Vênus Platinada – a Rede Globo, foi ferido duramente. A barata continua viva e até dizem que teria virado mascote da emissora.

Célio na Sosur?
Caso se concretize, o prefeito Veneziano fará um bem enorme ao povo campinense ao nomear Célio Costa e Silva (foto) como novo Secretário de Obras e Serviços Urbanos campinense. Célio, além de ser jovem como Ricardo Pedrosa, sabe conduzir projetos e é extremamente bem relacionado com a imprensa e com a comunidade de um modo geral. Célio é atualmente coordenador de Habitação da Secretaria de Planejamento da PMCG.

Retalhos históricos de Campina Grande
É o nome de um site que irei detalhar nos próximos encontros. Vale a pena conferir. Aguardem!

Um comentário:

Socorro Alves Costa disse...

Depois de contastar tantas historias limpídas e REAIS hojé vivênciada por uma população que eram antes alvo do PROPAGANDISMO é um orgulho postar comentario sobre minha RESTAURADA cidade.
Enquadro-me no BARCO DA RECSTRUÇÃO e remarei até quebrar o braço.
Hoje encontro-me de coração ENALTECIDO de ALEGRIAS em ver o DESENVOLVIMENTO de minha amada CAMPINA.
Essa EMBARCAÇÃO é a do COMPROMISSO e VNÉ sab da barca furada que encontrou do grupo dos PROPAGANDISTAS .
Seguremos sem datas para estacionar essa embarcação de PROGRESSO em favor de uma cidade muito mais FELIZ.