segunda-feira, 17 de maio de 2010

A cegueira de Ricardo

O socialista Ricardo Coutinho precisa urgentemente de cuidados médicos. Nesta semana saiu em defesa do seu chefe, o ex-governador Cássio e disse que este não era ‘ficha-suja’ e que o mesmo apenas tinha sido cassado pelo TSE por conduta vedada.

Devagar com o andor Ricardo, não foi apenas conduta vedada como o senhor apregoa. Basta apenas acessarmos o site oficial do Tribunal Superior Eleitoral e constataremos que a perda do mandato de Governador em fevereiro de 2009 foi “por abuso de poder econômico e político e pela prática de conduta vedada a agente público nas eleições de 2006”.

Ao término da sessão, o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, disse que o relator do recurso, ministro Eros Grau, “fez um voto substancioso, judicioso, que mereceu a adesão unânime da Corte”.

Entenda o caso

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) cassou o mandato do governador Cássio Cunha Lima no dia 30 de julho de 2007, com base em uma ação de investigação judicial eleitoral ajuizada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Na ação, o PCB acusou Cássio Cunha Lima de haver distribuído cheques para cidadãos de seu estado, por meio de um programa assistencial mantido pela Fundação Ação Comunitária (FAC), instituição vinculada ao governo estadual, causando desequilíbrio na disputa eleitoral em 2006, quando foi reeleito governador.

Julgamento no TSE

Os ministros do TSE avaliaram que o programa assistencial não estava autorizado em lei anterior ao ano de sua execução, não era contemplado por verbas orçamentárias específicas, e foi claramente utilizado em 2006, ano eleitoral, para a promoção pessoal do governador Cássio Cunha Lima, o que é motivo para a cassação de diploma.

O ministro Eros Grau (foto ao lado), relator do caso no TSE, informou em seu voto que Cássio Cunha Lima se valeu do programa assistencial para obter benefícios eleitorais, por meio de distribuição de cheques, diversos deles repassados a pessoas que não comprovaram situação de carência econômica para o recebimento do benefício. O ministro salientou, portanto, que os recursos do programa foram distribuídos sem o uso de qualquer critério técnico e objetivo.

O relator destacou em seu voto o grave potencial da distribuição de recursos do programa de assistência social na influência do pleito de 2006 no estado. Eros Grau disse que os autos do processo contêm a informação de que 35.000 benefícios do programa foram distribuídos em 2006, no total de R$ 3,5 milhões.

“Não há somente conduta vedada a agente público neste caso, mas largo e franco abuso de poder político e econômico, a ensejar a cassação do diploma daquele que praticou o fato com probabilidade de comprometimento do pleito”, afirmou o ministro Eros Grau em seu voto.

O ministro Eros Grau disse que, conforme consta no processo, cheques do programa, de valores como R$ 1.000, R$ 1.600, foram distribuídos a pessoas que não comprovaram situação de carência financeira. De acordo com informação retirada dos autos, o próprio chefe da Casa Civil do governo da Paraíba teria recebido o benefício. O ministro salientou também que o programa teria destinado somente a um dos beneficiários a quantia de R$ 56.500.

Eros Grau ressaltou ainda que não há dúvida quanto à vinculação do governador Cássio Cunha Lima na distribuição dos cheques do programa assistencial. Isto porque, segundo o processo, o governador teria visitado municípios contemplados pelo programa.

Portanto, caro Ricardo, o estrago feito pelo próprio grupo do senhor Cássio foi bem mais profundo. A sociedade, a que sonha com um País mais justo, não merece mais políticos que fazem da política um grande negócio.

Que debate?
Nos sites noticiosos e apaixonados pelos cassistas, declarações do senhor Cássio sobre o tal encontro das oposições em Sousa: “Cássio declarou que o sucesso do encontro reforça a tese de que as reuniões promovidas nos espaços privados para debates abertos aos militantes partidários ajudam na consolidação da transparência das decisões políticas. Para ele "é extremamente salutar que as alianças políticas sejam discutidas abertamente e não apenas entre quatro paredes pelos coronéis da política".

Quais propostas?
O que realmente foi discutido em Sousa, no tal Encontro das Oposições? Que propostas foram apresentadas para que tenhamos uma evolução nas discussões sobre o desenvolvimento do Estado? Pelo que vislumbro, apenas agressões verbais ao Governante atual, pessoas que representam partidos políticos fazendo ferver ainda mais a faixa de gaza que separa os dois maiores grupos políticos do Estado e nada mais.

Encontro ou comício?

As fotografias distribuídas pela assessoria do senhor Cássio comprovam que o tal Encontro das Oposições não tem nada de encontro. Passa muito longe. Vejamos então: um palco, bolas coloridas detalhando as cores partidárias, pessoas com as mãos erguidas gritando palavras de ordem, discursos inflamados, distribuição de material publicitário em favor de candidatura, etc. O bom debate, que todos nós desejamos, foi relegado a plano nenhum.

O homem e suas letras

Fui “apresentado” na semana passada a um magistrado que usou das boas letras em polêmica sentença recentemente prolatada em desfavor de político paraibano. Pelo que constatei, juiz e cidadão são duas pessoas muito diferentes. Nesse caso particular, fiquei espantado com a distância entre ambos em muitos aspectos. Fiquei muito curioso para conhecer melhor o cidadão...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Rômulo de novo


É interessante observar que tão somente o deputado federal Rômulo Gouveia tem sido escalado para bater duramente no Senador Cícero Lucena. Alguma novidade?

Obviamente que não! Está evidente que o ex-governador Cássio, aquele mesmo que foi cassado duas vezes, manda no gordinho e ponto final. O mesmo Cássio tem surgido como bom moço nessa história. Não critica Cícero e disse que o Senador até usou do bom senso ao discursar no Senado no último dia 06, em Brasília.

Tudo jogo de cena. Até as pombinhas de Pinça Cega da Praça da Bandeira sabem que a ordem para desmantelar a candidatura de Cícero ao Governo do Estado é do próprio Cássio.

Nesta semana, por acaso, acabei encontrando em meus arquivos, vários arquivos de jornais da época quando a ex-prefeita Cozete Barbosa acreditava que Cássio iria apoiá-la como candidata a prefeita nas eleições de 2004.

Em uma matéria assinada por Adelson Barbosa, no dia 05 der agosto de 2003, no Correio da Paraíba, o então deputado estadual Fábio Nogueira (que sumiu após conquistar vaga no Tribunal de Contas da Paraíba), havia declarado que “a posição do grupo do Governador Cássio Cunha Lima. Em torno da sucessão municipal, em Campina Grande, já está consolidada”.

Na reportagem de 2003, Fábio foi enfático: “Segundo ele, a prefeita Cozete Barbosa (PT) será candidata à reeleição, tendo como candidato a vice-prefeito, o presidente da Câmara Municipal, Romero Rodrigues, que é primo de Cássio Cunha Lima”, arrematou Nogueira.

Nas demais reportagens, em todos os jornais, praticamente apenas o deputado Rômulo Gouveia detona Cozete Barbosa. Numa delas, o seguinte título: “Rômulo volta a criticar Cozete, mas defende aliança PSDB-PT”. Enquanto isso, Cozete afirmava que estava sendo fritava e cobrava lealdade do Governador Cássio.

O final deste capítulo todo mundo conhece. Cássio atraiu Cozete em 2000, prometendo apoiá-la no pleito vindouro. A ex-musa do PT foi sua vice de 2000 a 2004, mas para a campanha de 2004, o PSDB lançou candidato próprio (Rômulo Gouveia) e Cozete não logrou êxito como candidata a prefeita, apoiando no segundo turno o candidato Veneziano Vital do Rêgo. A história se repete no caso de Cícero Lucena.  

Imparcialidade zero!
Aquele jornalista (que tem como marca a credibilidade - sic), ficou uma arara porque os vereadores de oposição aprovaram a criação das Secretarias de Agricultura e de Ciência e Tecnologia. Tomou as dores da oposição e provou que faz jornalismo de acordo com as conveniências do grupo cassista e nada mais.

A comunidade agradece
Campina Grande aplaude a decisão dos vereadores Marcos Raia, Nelson Gomes, Inácio Falcão, Jóia Germano e Rodolfo Rodrigues, que nas últimas votações têm acompanhado os projetos do Executivo. É importante pontuar que esses parlamentares foram eleitos para defender os interesses da comunidade e não de um grupo político apenas, como opinam alguns companheiros de imprensa ávidos pelo prejuízo político do prefeito Veneziano Vital.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Algo estranho...

Algo de muito estranho está acontecendo em relação aos processos contra o prefeito Veneziano Vital do Rêgo. O do Cheque da Saúde e o da Maranata merecem muitas reflexões e comentários que não devem ser movidos, obviamente, por paixões políticas ou por ataques a quem quer que seja.
Mas merecem sim a análise profunda diante das explicações que estão sendo feitas pelos advogados do prefeito campinense, preocupados com os reflexos tidos após tais decisões e levando-se em consideração por estarmos num ano eleitoral.

Em conversa com o colunista do Portal Correio, Flávio Lúcio Rodrigues Vieira professor do Departamento de História da UFPB, e também articulista do blog http://pensamentomultiplo.blogspot.com/ - o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo fez revelações importantes sobre o tema que domina a política paraibana no tempo presente. A decisão do juiz da 16ª Zona Eleitoral, Francisco Antunes de cassar o seu mandato baseando-se por suposições. Na próxima coluna abordarei o caso Maranata. Fiquemos com o artigo do professor da UFPB.

- No sábado passado, numa das vezes que atendi o celular, surpreendi-me com uma chamada do professor da UFCG, Hermano Nepomuceno, que é o atual Chefe de Gabinete do Prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital. Hermano, além do grande cientista político que é – socorri-me de suas apuradas análises publicadas pela conceituada Fundação Joaquim Nabuco, de Recife, para escrever para este blog sobre as últimas eleições na Paraíba – foi ativo dirigente do Movimento Docente, tendo sido presidente da ADUFCG por duas vezes, fato que constitui hoje um laço a nos aproximar, já que sou diretor do Sindicato (Nacional) dos Professores do Ensino Superior Público Federal.

Mas não foi para falar sobre assuntos da universidade que Nepomuceno ligou. Ao lado dele, estava o prefeito de Campina Grande, que desejava "dirigir-me algumas palavras". Com o fone na mão, e com a polidez que, provavelmente, o acompanha até em conversas informais – tudo bem que, até então, eu era um desconhecido para ele, – Veneziano cuidou logo de, após os cumprimentos de praxe, entrar no assunto que motivara a ligação: a postagem que eu inserira neste blog que tratara de sua cassação.

Vital do Rego desejava esclarecer alguns pontos que, segundo ele, não foram suficientemente elucidados e que, depois da guerra de informação e contra-informação que sucedeu o anúncio da sentença que cassou seu mandato, eram de importância capital para que mentiras não prosperassem.

Como eu próprio não tinha informações precisas sobre o acontecido, escutei com atenção o que o Prefeito de Campina Grande, que derrotou os Cunha Lima por duas vezes, tinha a dizer, tendo eu apenas pedido um instante para que me armasse, como jornalista que eu não sou, de caneta e papel para que nada de relevante do que disse Veneziano me escapasse.

A intenção desta postagem não é convencer ninguém, nem da culpabilidade nem da inocência do meu interlocutor. O esforço que faço agora tem por princípio a busca constante, senão de uma "verdade política", mas daquilo que considero legítimo no domínio dos embates e das argumentações políticas.

E essa legitimidade não está escondida num lugar que poucos podem achar, nem muito menos encoberta apenas pelo jogo de interesses que move todos os seus protagonistas. Para os observadores atentos da política ela não deve ser um diálogo de surdos mediado apenas pelo interesse dos antagonistas. A prática, como já escrevi aqui mesmo, é o meio pelo qual a política e a prática política tornam-se inteligíveis.

O resultado da conversa com Veneziano Vital e das anotações dela seguem abaixo. Peço apenas aos possíveis leitores a mesma atenção que eu tive quando o prefeito de Campina Grande, diligentemente, ligou-me para, em meios às agruras que deve ter se tornado o seu cotidiano após o anúncio de sua cassação, esclarecer pontos que ele considera necessários.

1. As contas de campanha de Veneziano Vital foram aprovadas, sem ressalvas, pelo então Juiz Eleitoral da 16ª Zona Eleitoral, Reginaldo Nunes. Esse mesmo juiz foi quem teve o trabalho de instruir a ação que pedia a cassação do prefeito reeleito, ação proposta pelo PSDB e seu candidato, o atual deputado federal Rômulo Gouveia, ainda durante a campanha de 2008. Entretanto, a sentença foi prolatada pelo juiz que passou a ocupar a titularidade da 16ª Zona Eleitoral, Francisco Antunes, que, como se viu, propôs um outro desfecho para a ação.

2. Veneziano Vital foi enfático ao afirmar que não houve transferência de recursos do Fundo Municipal de Saúde para a conta de sua campanha. Segundo ele, não há um registro sequer de qualquer depósito desse tipo feito, o que, como era de se esperar, foi facilmente comprovado pela análise das contas feitas pelo primeiro Juiz, Reginaldo Nunes, que aprovou as contas de campanha de Vital do Rego, bem como pelo próprio TRE, que negou recurso ao PSDB contra a aprovação das contas de campanha.

Todos os depósitos efetuados no "fatídico" dia em que nasceu o "Caso Maranata" foram feitos através da identificação dos doadores, todas elas pessoas físicas e com rendimentos compatíveis com as doações feitas. Tudo isso, segundo ele, está devidamente comprovado através das respectivas declarações de imposto de renda dos doadores anexadas ao processo. Portanto, não é verdadeira a informação de que cheques do poder público, especificamente do Fundo Municipal de Saúde, foram parar na conta de campanha do PMDB, como ainda hoje repetem muitos cassistas.

3. O polêmico cheque que causou toda essa pendenga jurídica resultou de um pagamento feito à Construtora Maranata pelo trabalho por ela realizado na construção de um centro de saúde, localizado no distrito de São José da Mata, obra concluída e em pleno funcionamento. A empresa foi paga, como é usual, com os recursos do Fundo Municipal de Saúde.

4. Quando Veneziano Vital, com paciência, começou a detalhar os acontecimentos que transcorreram naquele dia na agência bancária, e cuja falta de prática não me permitiu anotá-los com precisão, ao final da conversa, perguntei ao prefeito da possibilidade de ter acesso ao recurso que suspende a sentença de cassação, o que me respondeu positivamente.

O documento, que me foi enviado na última segunda, adentra o mérito da questão, permitindo que entremos na análise dos fatos para transcendermos o mero julgamento político do caso.

Sobre os fatos mencionados, que são de vital importância para o entendimento da defesa de Veneziano, um dos responsáveis pela empresa, como consta no citado documento, o Sr. Paulo Roberto Bezerra, tentou naquele "fatídico dia", por 3 vezes, sacar o dinheiro, não conseguindo por conta da indisponibilidade de recursos na agência, como atestam os funcionários do Banco do Brasil, arrolados como testemunhas no processo. O citado empresário foi orientado a novamente voltar no final da tarde daquele dia para sacar o cheque. A comprovação disso consta no processo, que cito abaixo, oriundo do questionário respondido pelo próprio gerente do Banco do Brasil.

"(c) no caso do saque requisitado pela Construtora Maranata haviam recursos disponíveis para o pronto atendimento?

Não. Não tinha numerário suficiente.

d) qual foi o procedimento adotado no referido caso?

O cheque n.º 850730 foi apresentado para sacar. No momento não tinha numerário suficiente para pagá-lo em espécie, [o portador] foi orientado a vir mais tarde."

Esse fato, segundo a defesa de Vital do Rego, põe abaixo a hipótese de que o empresário teria sacado o cheque e em seguida depositado na conta de campanha do candidato à prefeito. Para reafirmar isso, a defesa do prefeito de Campina Grande é enfática ao contestar o juiz:

"Isto porque, para proceder desta maneira [sacar o cheque e depositar na conta de campanha], o Sr. Paulo Roberto Bezerra não necessitaria – fisicamente – descontar o cheque e ter o numerário em mãos, bastando efetuar a operação inteira de maneira virtual, utilizando-se, para tanto, tão somente do sistema interno do banco."

Esse fato merece um esclarecimento. Pela versão original, que foi divulgada ainda durante a campanha de prefeito, a Construtora Maranata depositara um cheque do FMS na conta de campanha do prefeito candidato à reeleição. Depois, a versão foi modificada: o cheque fora na realidade sacado e "rateado" entre os assessores de Veneziano Vital e, só depois, foi parar na conta de campanha.

Essa versão é contestada assim pela defesa de Vital do Rego:

"Ocorre que os referidos documentos não têm o poder de trazer consigo o necessário liame entre os depósitos neles demonstrados e o cheque estudado na presente demanda.

"Os documentos citados pelo MM Magistrado para consubstanciar seu entendimento servem tão somente para reforçar a defesa do Recorrente, pois mostram os depósitos – referidos na peça de defesa – que foram levados a efeito com o numerário de seus doadores de campanha, pessoas ligadas ao mesmo, sem quaisquer impedimentos legais ou mesmo de fato, pois restou comprovado nos autos que todos aqueles doadores têm capacidade financeira suficiente para levar a efeito as doações constantes desta documentação.

Levanto nesse ponto duas questões para o debate, observando o fato apenas pelo viés estritamente jurídico:

Qual o mecanismo para provar, de maneira inconteste, que aquele cheque específico foi convertido em dinheiro, repassado para assessores e apoiadores, todos, por razões óbvias, interessados na vitória do seu líder político, e só depois foi parar na conta de campanha do prefeito? Por que assessores diretos? Por que não laranjas como comumente se usam? Por que seria considerado anormal indivíduos interessados em preservar suas posições na prefeitura, que seriam perdidas em caso de derrota, fazerem doações à campanha do seu candidato a prefeito?

Mesmo considerando o que foi aceito pelo Juiz como verdade, onde está comprovado o uso de recursos públicos na campanha de Veneziano Vital? É provável que, pela primeira vez, um ato de corrupção eleitoral tenha sido tão organizadamente documentado, com guias de depósitos devidamente identificados e recibos assinados. Ou Veneziano e seus assessores parecem gostar de facilitar a vida dos juízes eleitorais ou, pelo visto, alguns juízes eleitorais se aproveitam para inferir o que bem entenderem a respeito de determinados fatos. É bom lembrar que eles não são cidadãos comuns, que fazem seus julgamentos a partir da "impressão" que desenvolvem a respeito desse ou daquele fato.

Segundo a defesa de Veneziano Vital, o que houve foi uma confusão. Na mesma hora em que o responsável pela Maranata foi ao banco, após 2 tentativas fracassadas de sacar o dinheiro, um membro da organização da campanha venezianista também estava na agência para depositar valores arrecadados entre os assessores do candidato peemedebista.

Segundo o que consta nos autos, não foi o representante da Maranata que passou um pacote de dinheiro para o assessor de Veneziano, identificado como Juraci, mas o contrário: foi o representante da Maranata quem recebeu o numerário acompanhado de uma lista com os nomes dos respectivos doadores para depósito. É que, como não havia dinheiro suficiente no caixa para "trocar o cheque", o caixa antecipou o recebimento dos valores das doações para completar o valor do pagamento do cheque. Esclarecendo melhor o fato:

"(...) [a testemunha, um dos caixas] informa que é possível a possibilidade de no caso de estar liquidando um cheque sem provisão de dinheiro no caixa e havendo uma pessoa noutra fila do caixa ao lado para depósito, encaminhar o seu cliente para liquidar o cheque no caixa ao lado;"

Ainda segundo a defesa, foi isso que originou toda a confusão. Em seguida, o Sr. Juraci, nome do assessor de Veneziano, entregou um pacote com dinheiro e a citada lista ao representante da Maranata, o que é comprovado através de resposta por escrito a um questionário encaminhado pela justiça ao Banco do Brasil:

"g) Se o caixa ou pares sabem informar se alguém entregou numerários e/ou documentos ao descontante do cheque 850730 de R$ 50.119,20, por ocasião da transação/liquidação do cheque?

Sim.

Um pacote com numerário. (informação prestada pelos caixas)."

O fato acima, sempre segundo o documento da defesa de Veneziano Vital, foi confirmado também em depoimento de um dos caixas:

"(...) e nesse momento observou que o Sr. Juraci começou a conversar com o Sr. Paulo, que se encontrava na boca do caixa de Josildo, e viu quando o Sr. Juraci passou o pacote de dinheiro e a relação para o Sr. Paulo;"

Ou seja, para a defesa de Veneziano Vital, o juiz Francisco Antunes não apenas desconsiderou os registros que constam nos autos, como os transcritos acima, preferindo a ilação de que, na verdade, o que houve foi uma transação para encobrir o uso do dinheiro público, o que não está demonstrado nem nos depoimentos nem na documentação levantada. Para a defesa de Vital do Rego, a decisão de cassar o prefeito foi tomada a partir da mera suposição de uma ilicitude, fundada na subjetividade meramente interpretativa dos fatos.

Por fim, cabem apenas mais alguns poucos registros par um arremate.

O primeiro, é o registro de que jornalistas tiveram acesso à quebra do sigilo bancários dos envolvidos antes mesmo do Ministério Público, como fica demonstrado através de matérias publicadas em páginas de notícias da internet, o que representa uma afronta à Constituição.

O segundo, não menos importante a demonstrar que esse jogo tem regras pouco claras, é que na agência bancária onde transcorreu a ação objeto dessa pendenga jurídica, trabalha, como funcionário graduado, um cidadão notoriamente vinculado ao PSDB campinense, pai de importante candidato tucano a vereador, que se elegeu.

E como a decisão do Juiz Eleitoral de cassar o mandato do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, foi precedida de uma série de ataques contra a justiça paraibana, especialmente contra o TRE,– que aparentavam ser uma reação tardia à cassação do ex-governador tucano e sem objetivos claros e definidos – através de ilações que se originaram novamente em páginas e blogs da internet paraibana, e devidamente repercutidas no Congresso Nacional, é possível agora entender as reais intenções daquela campanha, na realidade preventiva: acossar os juízes do TRE, jogando sobre eles a suspeita de envolvimento político.

Caso a "campanha" tivesse começado agora – escutem o sepulcral silêncio que permeia o caso, quando, como todos sabem, que será o TRE a decidir o futuro político de Veneziano Vital – ficaria explícita a intenção de "pressionar" os desembargadores, mais uma vez com o circo que se armou durante o processo que cassou o ex-governador tucano, quando a justiça eleitoral foi, por diversas vezes, acusada de parcial e de envolvimento no projeto político peemedebista.

Quero agradecer, por fim, o esforço do prefeito Veneziano Vital de buscar esclarecer esses fatos. Isso mostra mais uma vez, em atitude, o que o distingue dos seus principais antagonistas campinenses: ao invés de criticar as decisões da justiça, desqualificando-as, numa tentativa de desmoralizar as instituições públicas, o atual prefeito de Campina Grande, acreditando em sua causa, procura enfrentar com argumentos esse embate jurídico, tentando demonstrar as limitações dos fundamentos da decisão que o cassou. Afinal, nenhum juiz é dono da verdade ou está acima do bem e do mal.

E quem ataca as decisões colegiadas da justiça – é bom frisar o termo "colegiadas" para distinguir de decisões individuais e unilaterais de juízes eleitorais, – por não atenderem aos seus interesses políticos, deve ver como único defeito disso a parcialidade que é contrária a esses interesses. A parcialidade que lhe beneficia deve ser sustentada pelo silêncio ou pelos elogios.

Antes de tudo, a preocupação que o prefeito de Campina Grande demonstra, além da de manter-se no cargo, o que e legítimo, é com a sociedade. É a ela, antes de tudo, a quem ele deve explicações. É ela a senhora do seu destino.

Que a justiça seja feita.

terça-feira, 20 de abril de 2010

1 milhão de amigos?

Definitivamente o segundo encontro das oposições em Campina Grande, dia 18 passado, merece muitas reflexões. Reunir 5 mil pessoas num encontro com as presenças do ex-governador cassado Cássio (o homem que revela ter mais de 1 milhão de amigos), o homem da mala, o ex-senador Ney Suassuna; o ex-prefeito Ricardo Coutinho e o Senador Efraim Morais, foi muito pouco.
E não adianta os inimigos de Campina Grande me enviar e-mails com agressões verbais e atentados à gramática. É a pura verdade. Qualquer festinha de final de semana em Campina reúne bem mais pessoas.

Certamente o bi-cassado Cássio deve estar tremendo nas bases. O mais agravante de tudo foi a pouca expressividade de prefeitos paraibanos presentes ao chamado ‘encontrão’.

O que chamou a atenção de todos mesmo foi a distribuição de camisas amarelas e laranjas durante o evento, além da entrega descarada da revista de responsabilidade da Prefeitura de João Pessoa, vídeo que está no Youtube e pode ser visto no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=iAwVU_vmO1s

A Paraíba, que já teve expressivos nomes no Governo do Estado, como Pedro Gondim, Argemiro de Figueiredo, Tarcísio Burity, José Américo de Almeida, João Suassuna, Antônio Mariz e tantos outros, não merece ser manchada novamente com escândalos tipo os 35 mil cheques da FAC, o crime no Restaurante Gulliver, dinheiro voador, envelopes amarelos, Operação Confraria, Máfia dos Sanguessugas, Máfia dos Sanguessugas do Turismo, irregularidades patrocinadas no Senado e muito mais. Os paraibanos merecem respeito e políticos comprometidos com a sociedade de um modo geral.

O CQC em Campina
Já imaginaram se os apresentadores do programa CQC da Band estivessem em Campina Grande no encontro das oposições? Iriam encontrar, além de Efraim Morais (que foi alvo de matérias do programa), o governador bi-cassado Cássio, o ex-Senador Ney Suassuna (citado na Máfia dos Sanguessugas); além de tantos outros que respondem a processos diversos e tantos mais que já começam a envergonhar a Paraíba precocemente. Seria um prato cheio para o CQC.

Sem emoção
Pense no entusiasmo do deputado federal Rômulo Gouveia ao avaliar o tal encontro: “Foi muito importante e teremos em breve um outro em Sousa. Reunimos várias lideranças políticas para integrar cada vez as oposições da Paraíba em torno da chapa majoritária do prefeito Ricardo Coutinho e demais postulantes oposicionistas”. E nada mais disse...

A falsa vaia à repórter
Os radialistas Arquimedes de Castro e Alan Ferreira, da Campina FM, foram de uma indelicadeza sem precedentes com o jornalista Carlos Magno, Coordenador de Comunicação Social da Prefeitura de Campina Grande, e ex-funcionário da ex-emissora. Acompanhem o que disseram Arquimedes e Alan, dia seguinte após a entrevista coletiva do prefeito Veneziano, quando da conquista da liminar para continuar prefeito.

Arquimedes:
A pergunta da repórter da TV Paraíba foi a ultima direcionada ao prefeito durante o comício.

Alan:
Como fica claro no áudio da coletiva, a repórter foi hostilizada pelos correligionários do prefeito, presentes na entrevista.

Arquimedes:
Bom... O episódio fala por se próprio. Intolerância! É a palavra que descreve o que aconteceu. A Repórter Denise Delmiro foi corajosa, foi valente, que teve a coragem de fazer uma pergunta legitima ao prefeito, mesmo durante o comício organizado pela Coordenadoria de Comunicação Social. E aí, eu ‘dirijo-me’ a crítica direta, absolutamente direta ao Coordenador de Comunicação, o senhor Carlos Magno. O senhor deveria ter vergonha de submeter colegas seus a esse tipo de constrangimento. A minha censura ao que o senhor fez, fica clara. O senhor cometeu um grave erro e um desrespeito, um grande desrespeito aos seus colegas de trabalho, ao ‘submeter eles’ a esse tipo de constrangimento. A rádio Campina FM não participará de eventos como esse até que eles sejam organizados como se deve. E o Carlos Magno, com a experiência que tem, sabe muito bem como fazer uma coletiva de imprensa, e sabe qual é a diferença da coletiva para um comício. Uma vergonha! O que aconteceu ontem é vergonhoso. E a ACI?

Alan:
É... A ACI está fazendo o papel dela nos últimos anos.

Arquimedes:
Tira o BG, aí... (silêncio)

Alan:
Nada

Arquimedes:
Isso aí é o que disse a ACI.

O quadro real
Não houve definitivamente nenhuma vaia à repórter da TV Paraíba. E ela sabe bem disse. Estava ao lado dela, bem pertinho e não ouvi sequer uma vaia, mas apenas pedidos de alguns para que a profissional de imprensa deixasse o prefeito se defender das acusações que lhe foram feitas na TV. Nada mais. O resto é jogo de cena e comprometimento de muitos jornalistas que ainda não digeriram as duas derrotas para Veneziano – em 2004 e em 2008.

Preparando a assessoria
Tenho dó de um ex-assessor de Cássio. Desde 2004 que diz nos quatro cantos da cidade que está com seus funcionários prontos para assumir a Coordenação de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande. O rapaz está louco para retornar ao poder. Acho que o moço deve estar passando por um aperto daqueles. Acho bom esperar por outro prefeito amigo. Um outro quem sabe...

Campina cada vez mais Grande
Enquanto a Campina FM e a TV Paraíba não aceitam Veneziano como prefeito de jeito nenhum, a cidade vem apresentando números excelentes em vários campos, quer seja no comércio, na indústria, bem como na érea social.

Campina Grande apresentou em 2009 um aumento de cerca de 18% no Índice de Potencial de Consumo, indicador que aponta a capacidade dos moradores das cidades brasileiras em consumir produtos e serviços. A notícia veio de estudo elaborado pela Consultoria Target Marketing e Pesquisas, de São Paulo, divulgado pelo Instituto de Estudos Metropolitanos – IEME.

Pelos dados do relatório que recebemos, Campina apresentou IPC de 0,20333, o maior do interior nordestino, ficando acima de municípios como Paulista-PE (0,16505), Caruaru-PE (0,13599), Vitória da Conquista-BA (0,13481), Mossoró-RN (0, 10834), Petrolina-PE (0,10548), Imperatriz-MA (0,10272), Juazeiro-BA (0,10172), Juazeiro do Norte-CE (0,09942), Camaçari-BA (0,09284), Garanhuns-PE (0,05762), Paulo Afonso-BA (0,04656), dentre outras.

Rádio e política
A Justiça eleitoral precisa estar atenta aos programas políticos das emissoras de rádio de Campina Grande. Praticamente todas, incluindo as comunitárias, estão abusando na louvação a candidatos, principalmente ao grupo Cunha Lima. Dizem que tudo isso tem a ver com as tais verdinha$ oriundas do litoral...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Cordel da Traição

Correligionários do Senador Cícero Lucena mandaram confeccionar milhares de folhetos intitulados O Cordel da Traição. O trabalho é de autoria desconhecida e lamenta o que chamam de traição sofrida pelo Senador Cícero Lucena pelo ex-governador Cássio Cunha Lima, ao defender a candidatura de Ricardo Coutinho ao Governo do Estado.

O folheto afirma que em 1990, Ronaldo Cunha Lima só foi eleito Governador porque teve Cícero Lucena como vice: “Ninguém queria aceitar ser o vice de Ronaldo/ que estava liso de dó/sem apoio e sem respaldo”, diz um trecho do cordel.

Os versos foram publicados também na edição do Jornal dos Municípios, edição número 104, do mês de março passado. O jornal, em formato tablóide, tem sede em João Pessoa e está no mercado há 10 anos.

O cordel garante que Ronaldo só se livrou da prisão por parte da PF porque Cícero fez um pedido especial ao então Ministro da Justiça para a sua soltura, naquele caso dos tiros sofridos por Tarcísio Burity, no restaurante Gulliver. Os episódios vividos pelos ex-prefeitos Cozete Barbosa e Félix Araújo são tratados nos versos.


Vamos então ao Cordel da Traição:

A trama toda começa
Naquele ano 90
Que Ronaldo Cunha Lima
Disse: ninguém me sustenta
E enfrentou a parada
de uma disputa cruenta.

Ninguém queria aceitar
Ser o vice de Ronaldo
Que estava liso de dó
Sem apoio e sem respaldo
E as pesquisas mostravam
Que ele não dava um caldo.

Então apareceu Cícero
Que era do Sindicato
Da Indústria da Confecção
E tinha um grande aparato
De apoio e de dinheiro
para aceitar o trato.

Mesmo saindo em terceiro
Ronaldo venceu o pleito
E Cícero foi o seu vice
Num equilíbrio perfeito
Governaram a Paraíba
Num mandato sem defeito.

Na hora mais tenebrosa
Quando Ronaldo atirou
Em Tarcísio Burity
Nosso ex-governador
E a polícia o prendeu
Foi Cícero quem o salvou.

Ronaldo estava detido
Pela Polícia Federal
Cícero falou com o Ministro
Da Justiça Nacional
E exigiu a soltura
Senão iria pro pau.

Também em Campina Grande
Foi marcante a traição
Da família Cunha Lima
Que manteve a tradição
De abandonar os amigos
Sem qualquer contemplação

Primeiro Félix Araújo
Que assumiu a Prefeitura
Mas não pôde governar
Porque tinha a ditadura
Da família Cunha Lima
Que ditava sua postura.

Logo após foi a vez
De uma mulher guerreira
Que lutava destemida
Sem nunca mostrar canseira
Porém Cozete Barbosa
Fez uma enorme besteira.

O deputado João Gonçalves
Também teve o dissabor
Quando enfrentou Ricardo
Contando com o traidor
Cássio já estava por trás
Preparando o seu andor.

Hoje a Paraíba assiste
Oura ação covarde e vil
Cássio atacando Cícero
E derramando elogio
Para Ricardo Coutinho
Que quase o destruiu.

A Paraíba está vendo
E não aprova isso não.
Cuidado, Cássio, não pague
Amor com ingratidão
O povo não simpatiza
Com tamanha traição.

A poesia popular
Que Ronaldo tanto estima
E agora nesse cordel
Relata o fiel papel
De Cássio da Cunha Lima.


O debate
Na Campina FM, dia 12, o empresário e presidente de partido político aliado ao ex-governador cassado Cássio, o senhor José Artur “Bolinha” e Alexandre Moura, da área de informática, comentando sobre segurança pública. Nunca ouvi esses dois cidadãos comentaram sobre o assunto em outras épocas. Também não me lembro de ouvir defesa dos mesmos sobre o projeto de Criação da Guarda Municipal, enviado pelo prefeito Veneziano Vital à Câmara e rejeitado pelos vereadores muitos ligados a esse grupo. Falar é fácil, é muito fácil...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Maldade jornalística (?)

Que me perdoem os colegas jornalistas do Jornal da Paraíba no comentário de hoje, caso alguém se sinta ofendido. Afinal de contas, trabalhei naquele jornal por muitos anos. Fiz amigos e aprendi bastante com profissionais que até hoje fazem parte da minha vida afetiva e profissional. Cito até alguns deles, como Gil Campos, Francinete Silva, Maria do Socorro, Ana Lúcia, Valberto, Leto, Evandro Reis, Bastos Farias, Valter diagramador, Jorge Lobato, Adelma Irineu, Nicolau de Castro, Julião motorista, Lourdinha Dantas e tantos outros que já se foram, mas que os tenho em minhas memórias, como Tarcísio Cartaxo, professor Tejo e Ivan Sodré (o lord do JP, como assim era tratado carinhosamente).


Mas isso foi nas décadas de 80 e de 90. Tempos bons, daqueles que a gente não esquece e se enche de lágrimas quando relembramos situações vividass no dia a dia. Os encontros de pautas, os resultados do nosso trabalho no dia seguinte com o jornal nas bancas, a conversa jogada fora nos intervalos, os olhares enviesados na repórter novata que chegara e causara espanto a todos por sua formosura e inteligência.

Não é bem sobre isso que quero falar. Reminiscências são boas e servem de parâmetro para constatar que estamos vivos e que amamos a vida.

Fiz questão de voltar ao passado apenas para me situar, na verdade, no tempo presente.

Quinta-feira da Semana Santa. Como faço todos os dias, vou ao centro da cidade pegar os jornais do dia e fazer a minha leitura habitual, coisa de jornalista que não consegue se desgrudar da informação, quer seja ela verdade ou não ... No que me interessa, sempre faço aquele leitura dinâmica nos três periódicos – Correio da Paraíba, Jornal da Paraíba e Diário da Borborema.

A manchete do dia de praticamente todos os jornais daquela Quinta Santa: Veneziano decide ficar na Prefeitura, mas disse que vai se engajar na campanha do Governador José Maranhão.

Só que o “meu” velho Jornal da Paraíba decidiu ser diferente de todos quando tratou da decisão de Veneziano permanecer prefeito ao invés de concorrer a algum mandato nas eleições deste ano.

Na observação do JP, Veneziano rejeitou ser vice de Maranhão e até disse que as expectativas do Governador estavam sendo frustradas diante do que chamou de negação do “Cabeludo”. Só faltou dizer que Maranhão foi traído por Veneziano em plena Semana Santa. Não disse isso, mas deixou bem claro nas entrelinhas da reportagem.

Praticamente todos os colunistas do jornal prosseguem nesse mesmo diapasão: comentários sugerindo um racha entre Veneziano e Maranhão.

Pura maldade jornalística com interesses bem definidos.

Sejamos sinceros: Veneziano não rejeitou ser vice de José Maranhão coisa nenhuma. Rejeição é uma palavra muito forte. Nos dicionários da vida, rejeição significa repulsa, reprovação.

Rejeição é mais cabível ao que vem passando o Senador Cícero Lucena, que mesmo sendo do PSDB e presidente do partido, é rejeitado pelo grupo do Senhor Cássio publicamente. Mas isso não foi dito nenhuma vez pelos que fazem o Sistema Paraíba de Comunicação, por razões que a própria razão desconhece...

Em nome do bom jornalismo que sempre pratiquei quando fui repórter do Jornal da Paraíba, conclamo que a verdade seja restabelecida e o nome rejeição seja excluído das matérias relacionadas à permanência de Veneziano na Prefeitura de Campina Grande. O leitor irá agradecer bastante e passar a confiar mais no jornalismo que é feito pelo jornal.

Diga-me com quem andas...
O Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto (o Dom Tucano de Batina, como era conhecido no Ceará), e que quer proibir padres de serem candidatos nas próximas eleições, disse que quem compra voto ou vota em corrupto, vota na morte. Por falar no assunto, lembrei-me deste ditado popular: Diga-me com quem andas, que te direi quem és... Tudo a ver...

O sem projeto
Tenho dó daquele suplente que, pelo fato de não ter projeto nenhum para Campina, se agarra a mentiras e calúnias. É bom o cidadão saber que ele não possui mais imunidade parlamentar. Soube que vai ter que provar na Justiça por suas leviandades. Bem feito!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Meu grito por Campina!

Tenho sempre pedido a Deus para nunca perder a capacidade de me indignar diante das atrocidades praticadas pelo homem tido moderno e ter forças para defender essa cidade que me acolheu desde um ano de vida. Refiro-me a Campina Grande, amada e venerada por muitos, mas também ultrajada por aqueles que sempre lhe declararam juras de amor.

Foi assim que me senti quando ouvi declarações do Senhor Cássio Cunha Lima, na Rádio Correio FM, ao pedir que o povo paraibano não vote num candidato de Campina para Governador nas próximas eleições.

O ex-governador, cassado pelo TSE por crime eleitoral (naquele lamentável processo dos 35 mil cheques da FAC), entende que Campina já teve a sua vez e que é chegada a hora dos paraibanos, especialmente os campinenses, elegerem um representante de João Pessoa.

Quando ouvi a declaração no programa do colega Marcos Marinho até me belisquei para constatar se estava mesmo acordado ou era um pesadelo. Afinal de contas, inimaginável que o ex-governador, que tudo conquistou graças aos votos dos conterrâneos, esteja dando às costas à Rainha da Borborema.

Mas é a pura verdade. O Senhor Cássio, o filho de Ronaldo, cospe no prato que comeu. Mas é compreensível a sua defesa caros amigos. O homem está num mato sem cachorro, sem filiação partidária, incluído na lista dos ficha-suja e deve estar passando por momentos de turbulência mental. Alguns podem até considerar que houve equívoco nas palavras do ex, mas dizer que Campina já teve o seu tempo é um absurdo que merece o repúdio não apenas deste jornalista, mas de todos os segmentos organizados que amam Campina de verdade!

Campina já teve a sua vez?
Dizer que Campina Grande já teve a sua vez no Palácio da Redenção é um absurdo. Tivemos, na política recente, Ronaldo Cunha Lima, que tinha mais tempo para se dedicar à poesia do que para ações governamentais. Depois veio o filho, que até produziu, mas jogou o nome da família na lama ao ser cassado duas vezes pelo TRE-PB e depois pelo TSE. Uma vergonha nacional.

Padre defende fuzilamento
O padre Júlio Paiva tem sido implacável com Cássio. Por onde passa e nos programas de rádio que tem acesso, tem defendido publicamente que Cássio deveria ter sido fuzilado em praça pública pela cassação que recebeu do TSE. “Em países sérios isso realmente teria acontecido. Por bem menos políticos estrangeiros foram presos e pagaram penas altas pelos crimes, mas estamos no Brasil...”, desabafou o padre representante da Igreja Brasileira. O padre e o ex-governador são desafetos antigos. Há quem diga que o estopim daquele episódio dos tiros desferidos por Ronaldo contra Burity, no restaurante Gulliver, tenha sido justamente o citado sacerdote.

Menos Manoel...
O deputado estadual Manoel Ludgério (aquele que integra o grupo dos sem projetos), bem que poderia dormir sem essa. Sem ter o que enviar de release para a imprensa, mandou sua assessoria produzir um material dizendo que o bom mesmo seria Veneziano se afastar da Prefeitura para libertar Campina.

A resposta dos internautas
Nos sites especializados em alimentar os parlamentares sem projetos, o deputado Ludgério recebeu o repúdio daqueles que reconhecem o bom trabalho de Veneziano em Campina. Vejamos alguns comentários que foram publicados na Internet, no portal www.pbagora.com.br.

jocelio batista - joceliobatista hotmail.com - Quem é esse mesmo? Manoel Ludgério? ah sei, ele tem como curral o Distrito de São José da Mata, onde Veneziano derrotou o seu grupo por duas vezes e libertou o povo de lá do grupo Cunha Lima que ele integra. Péssimo deputado, assim como é a sua esposa, a vereadora e campeã de mastigação de chicletes Ivonete Ludgério. um zero à esquerda. Vcs conhecem algum projeto desse deputado e da mulher dele tb? é um despeitado. Veneziano é o que há de melhor da renovação política paraibana

CURRAL NADA - arthur_piada hotmail.com - felismente ele não ten mas tanta aceitação em nosso destrito, sen o governo perdeu quase 200 cargos, só em São José da Mata nas escolas, estadual e municipal, é agora vai ter desfazer da fazenda que comprou aqui mesmo no destrito, vai ter gastar muito do próporio bolso para se reeleger.

Socorro - socorroalvescosta_ hotmail.com - É uma pêna que esse senhor LUDJÉRIO nãotem noção do CRESCIMENTO da sua própria cidade. É por falta visão ou de INCONFORMISMO? algo que não vém agradando a quem não tem o menor interesse de ver campina realmente grande. Talvez pêlo afastamneto por longo tempo desde em q o grupo do PROPAGANDISMO não dava mais IBOP. Sei não viu menino::::::::ou você esta com problemas visuais ou inconformais. CAMPINA GRANDE hojé orgulho de uma gente que junto com VENEZIANO podemos fazer jus a uma NOVA CIDADE. DÊ mais uma andadinha acho que vc ainda esta num avião que não enxerga o DESENVOLVIMENTO de nossa CAMPINA RESTAURADA. Não vou falar das obras ,porque são tantas que ,e isso é algo que se vê e você talvez esteja mal da visão ou ainda morando em edificios CONCORDIALMENTE lonje de CAMPINA GRANDE + tudo leva a crê que assim como você não enxerga o crescimento de CAMPINA estamos crentes também que issa sua colocação faz parte dos sintomas do INCONFORMISMO que açola uma bancada de gente que não tém compromisso com o povo. VENEZIANO mostra essa sua insastifaçao de forma ENGRANDECEDORA a cada dia tém mais ACEITAÇÃO não só de CAMPINA mais de toda a PARAIBA por ENGRANDECER sua cidade que era ludibriada por PROPAGANDISTAS POLILTICOS que hoje não brilham mais ném nas mídias quanto mais nas idéias do POVO qule hoje estão mais informatizados.

jgangorra. - josegangorra oi.com.br - EPA, DEPUTADO, RESPEITA O PREFEITO DE NOS, voce falou no momento errado, O POVO ESTÁ OBSERVANDO VOCES POLITICOS, DEPUTADOS ESTADUAIS, QUE ESTÁ TRAVANDO O PROGRESSO DA PARAIBA, QUANDO NÃO VOTAM, AS MÁTERIAS DO GOVERNADOR, VOCE DEPUTADO E SEUS COLEGAS OPOSITORES ESTÃO PENSANDO QUE FAZENDO ISSO ESTÃO PREJUDICANDO jOSE MARANHÃO, SE ENGANAM VOCES ESTÃO PREJUDICANDO O PROGRESSO DO NOSSO ESTADO. ESTAMOS DE OLHO EM VOCES QUE VOTAM CONTRA AS MATÉRIAS DA PARAIBA.O POVO É FORTE.

ALEXANDRE DINIZ - ALEXANDREDINIZ7 HOTMAIL.COM - ESTE DEPUTADO,E MUITO MAIS MUITO DESINFORMADO,FOI EXATAMENTE VENEZIANO QUE LIBERTOU CAMPINA DAS MAOS DELES,ISSO QUE É A PURA VERDADE,DEPUTADO,PROCURE SE IMFORMAR MELHOR.

OBS – os comentários que se seguem estão sendo publicados na íntegra, sem correção gramatical ou ortográfica.